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Lula quer proibir apostas online e vai consultar autoridades

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou neste sábado seu desejo de interromper as apostas pela internet. Durante um comício em Florianópolis, o líder, que busca a reeleição, expressou preocupação com os efeitos das apostas no endividamento das famílias e anunciou que vai buscar orientações com o Ministério da Fazenda e o Banco Central para barrar as empresas de apostas.

“Já tomei uma decisão, se depender de mim, já tive algumas reuniões, vou conversar com minha equipe da Fazenda, e com a equipe do Banco Central, mas a realidade é que quero acabar com as apostas online”, afirmou.

Porém, Lula não especificou como essa medida será aplicada, quando entrará em vigor ou quais modalidades de apostas serão afetadas. O governo estuda a possibilidade de usar uma Medida Provisória para resolver essa questão.

No evento realizado em Florianópolis, o presidente também comentou a reação de clubes de futebol, que manifestaram descontentamento com a ideia de banir as apostas online.

Na quinta-feira, após Lula ter indicado que poderia endurecer as regras para o mercado de apostas, clubes divulgaram uma nota conjunta apontando riscos de insolvência, insegurança jurídica e até o possível “fim do futebol brasileiro”.

“A seleção brasileira foi campeã em 1958 sem apostas, venceu a Copa do Mundo em 1962 sem apostas, conquistou o título em 1970 sem apostas, foi tetra em 1994 e penta em 2002, todos sem apostas. Desde que as apostas começaram, não ganhamos mais nenhum Mundial. Por isso, dizer que acabar com as apostas vai acabar com o futebol é falso”, destacou Lula.

O presidente enfatizou que está decidido e que, se depender dele, vai acabar com as apostas no Brasil.

O ato contou com a presença de aliados, entre eles, o nome do PSB na disputa pelo governo de Santa Catarina, Gelson Merísio, além dos candidatos ao Senado, Décio Lima (PT) e Afrânio Boppré (PSOL).

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Flávio diz que Lula pensa que pobre é bobo; pobre quer trabalhar

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O candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro, declarou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acredita que as pessoas pobres são ingênuas, ao comentar o aumento do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691 anunciado pelo governo. As declarações foram feitas durante um comício em Joinville, Santa Catarina, no sábado, 19.

“Ele acha que o pobre é bobo. Não é. O povo pobre é inteligente. O povo pobre quer trabalhar, quer oportunidades, não quer esmolas”, afirmou.

Flávio também criticou os preços dos alimentos nos supermercados, dizendo que o poder de compra era melhor na gestão do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Com R$ 600 não é mais possível encher o carrinho como acontecia no governo do presidente Bolsonaro”, declarou o candidato do PL, embora o governo alegue que o poder de compra foi recuperado.

“Lula oferece um pouco e tira muito”, disse Flávio, referindo-se ao fato de Lula não ter o dedo mínimo da mão esquerda devido a um acidente de trabalho em 1964, quando era torneiro mecânico. “Ele finge que ajuda os pobres, mas gasta demais, aumenta a inflação, tudo está muito caro e os R$ 600 de benefício não valem mais nada atualmente”, completou.

Lula anunciou na quinta-feira, 17, um aumento de 15% no Bolsa Família, pouco antes do primeiro turno da eleição em 4 de outubro. Apesar das críticas de Flávio, o candidato do PT repetiu uma ação semelhante realizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022, quando este anunciou um reajuste no Auxílio Brasil em julho daquele ano, com maior antecedência que Lula. Por outro lado, o aumento naquela ocasião foi maior, passando de R$ 400 para R$ 600.

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Mandato certo para ministros do STF, diz Alckmin

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O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) declarou neste sábado (19) que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) deveriam ter mandatos com duração limitada. “Nada deve ser vitalício”, declarou Alckmin em entrevista ao g1 durante uma visita à cidade de Ribeirão Preto (SP).

Durante uma coletiva na prefeitura, o vice-presidente enfatizou: “Sempre defendi mandatos. Nada deve ser vitalício, a alternância é saudável. Mandatos similares aos aplicados na Europa, como 10, 12 anos ou no máximo 15 anos, são fundamentais para manter a renovação constante”.

Alckmin já havia expressado essa opinião anteriormente, mas a questão ganhou novo destaque após as revelações sobre ligações entre ministros do STF e o banqueiro Daniel Vorcaro. Em entrevista à Globo News, em maio, ele também manifestou apoio à criação de mandatos fixos para ministros do STF.

Uma pesquisa da Quaest, divulgada em 14 de setembro de 2026, indicou que a maioria dos eleitores brasileiros (53%) apoia a fixação de mandatos definidos para os ministros do STF. Na sondagem, 30% foram contrários, 4% neutros e 13% não souberam responder.

Além da discussão sobre mandatos, juristas sugerem outras medidas para restaurar a credibilidade do STF, incluindo a instituição de um código de conduta e a limitação das decisões monocráticas. No mesmo dia, Alckmin também ressaltou a importância de estabelecer regras de comportamento para os ministros: “É necessário um código de ética para delimitar o que é permitido e o que não é”.

Ele apoiou as investigações contra membros do STF, elogiando a decisão do ministro Edson Fachin de liberar os sigilos de certos processos. “Nada deve ficar escondido, a transparência é fundamental na administração pública. Quanto maior a responsabilidade, maior deve ser a prestação de contas, sem privilégios”, afirmou.

Por fim, o vice-presidente destacou que o presidente Lula tem exigido rigor nas apurações. “O que Lula pede é a verdade, independentemente de quem esteja envolvido. Que as investigações sejam feitas com isenção”.

A crise institucional que afeta o STF é um dos fatores que geram incerteza para a campanha de reeleição do presidente Lula em 2026. Pesquisa Datafolha de 18 de setembro mostrou que quase metade dos eleitores (47%) reconhecem que a crise envolvendo o STF e o caso ‘Master’ influenciará seu voto. A confiança na Corte está baixa: 38% consideram que Lula foi o mais prejudicado pela crise, enquanto 31% acreditam que seu principal opositor, o senador Flávio Bolsonaro, também foi afetado.

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Economia

Durigan destaca que tarifa dos EUA deve ser resolvida após eleição

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em entrevista à CNN Brasil que o debate sobre as tarifas entre Estados Unidos e Brasil precisa ser resolvido após as eleições, caracterizando a imposição dessas tarifas como uma “interferência eleitoral” destinada a criar um sentimento negativo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Após a eleição, essa questão precisa ser solucionada devido à gravidade da discussão econômica. Vamos transferir o debate para outro campo e resolver o problema da tarifa”, declarou Durigan. A entrevista foi concedida nos bastidores do Fórum CEO Brasil 2026, realizado em Mata de São João (BA).

Durigan ressaltou que, economicamente, as tarifas são inadequadas, uma vez que o Brasil gera superávit na balança comercial com os Estados Unidos. Ele destacou que o Brasil importa mais dos EUA, adquirindo produtos farmacêuticos, serviços de nuvem e tecnologia, enquanto exporta suco de laranja e carne, considerando as tarifas como “muito injustas” para um país mais humilde.

Além disso, Durigan confirmou que o governo está intensificando os controles sobre as casas de apostas esportivas, conhecidas como “bets”.

Segundo ele, o governo atual está começando a enfrentar essa questão, que foi herdada como uma verdadeira “pandemia”. Foram implementados tributos de 15% sobre a Receita Bruta de Jogos (GGR), proibida a participação de beneficiários de programas sociais como Bolsa Família e BPC, bem como de pessoas endividadas pelo programa Desenrola. O mercado preditivo “bet 2.0”, envolvendo apostas em eventos como morte ou clima, foi igualmente proibido no Brasil.

Apesar dessas ações, o ministro manifestou preocupação com dados recentes que mostram que R$ 60 bilhões das famílias brasileiras foram gastos em apostas nos últimos anos.

Por fim, Durigan reafirmou o compromisso do governo em buscar novas soluções para combater o endividamento das famílias e questões relacionadas às apostas, preservando o poder de compra da população.

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