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Lula irá processar revista Veja e Vorcaro por reportagem falsa

O novo porta-voz da campanha à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Camilo Santana (PT-CE), anunciou nesta sexta-feira (9) que a equipe do PT pretende mover uma ação judicial contra a revista Veja e o banqueiro do Banco Master, Daniel Vorcaro. Segundo Camilo, as informações veiculadas pela reportagem divulgada hoje são falsas e uma ilusão que está sendo desmentida.

“Já acionamos nosso departamento jurídico para tomar todas as providências legais contra a revista e contra Vorcaro. Não há nenhuma prova que confirme a veracidade daquele áudio; na verdade, existem dúvidas sobre esse áudio. O povo brasileiro precisa estar ciente que quem tem ligação com Vorcaro é Flávio Bolsonaro“, declarou Camilo durante conversa com jornalistas no QG da campanha de Lula, localizado no Lago Sul, região nobre de Brasília.

A reportagem publicada pela revista Veja afirma que Vorcaro teria disponibilizado 30 milhões de reais em dinheiro vivo ao Instituto Lula, administrado por Paulo Okamotto, para custear a produção de um documentário sobre o presidente Lula.

A fim de fundamentar a notícia, a matéria cita documentos entregues à Procuradoria-Geral da República (PGR) e um áudio atribuído a Vorcaro. A campanha de Lula nega tais informações.

Fontes da PGR e da Polícia Federal, ouvidas pelo portal UOL, afirmam não ter conhecimento da gravação, negam a existência dos documentos mencionados e classificam a divulgação como uma tentativa da defesa de Vorcaro de influenciar as eleições.

A jornalista Daniela Lima, do programa Pulso Político, do Canal UOL, confirmou que o advogado Daniel Bialski, integrante da defesa de Vorcaro, declarou desconhecer as supostas declarações atribuídas ao ex-banqueiro relacionadas ao financiamento do documentário sobre o presidente Lula.

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Governo do Amazonas pede ajuda para combater fogo, mas depois desiste

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O Ministério do Meio Ambiente informou neste sábado (10) que o governo do Amazonas optou por não receber o auxílio do governo federal, que havia sido solicitado para o enfrentamento dos incêndios florestais. A pasta declarou que a equipe de brigadistas foi recusada antes mesmo de ser enviada para atuar no estado.

O posicionamento do ministério acontece após a fala do comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, coronel Orleilso Muniz, que declarou que o pedido de ajuda foi negado, inclusive em regiões com responsabilidade federal. A afirmação foi dada na sexta-feira, em entrevista ao Jornal do Amazonas 1ª Edição, da Rede Amazônica.

O ministério rebateu, informando que o governo federal já está envolvido no combate aos incêndios no Amazonas. De acordo com a pasta, as primeiras aeronaves enviadas chegaram a Manaus neste sábado. Além disso, uma delegação do governo Lula deve chegar à capital ainda nesta noite para acompanhar as operações.

A pasta mencionou que recebeu o pedido de apoio em 23 de setembro para intensificar as ações contra os incêndios. Foram mobilizados combatentes do Projeto de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad) e uma aeronave do Projeto de Gerenciamento de Aeronaves para Situações de Urgência e Socorro (Pegasus) para o trabalho no local.

Posteriormente, o governo estadual comunicou que não necessitaria mais do auxílio federal, alegando que as chuvas haviam ajudado a controlar os focos de incêndio.

Diante dessa informação, a equipe federal foi dispensada antes de partir para a atuação direta no campo.

Desde setembro, os focos de incêndio no Amazonas têm aumentado em intensidade e número, o que, conforme especialistas, pode estar relacionado aos efeitos do fenômeno climático El Niño na região. Este fenômeno provoca períodos de seca no Norte do Brasil.

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Brasil

Deputada Ana Elisa terá proteção após receber ameaças

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Em virtude de ameaças graves, incluindo de morte e violência sexual nas redes sociais, direcionadas à deputada federal eleita Ana Elisa, do Partido dos Trabalhadores (PT), o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) determinou a adoção de medidas para garantir a segurança da parlamentar através do Programa Estadual de Proteção de Minas Gerais.

Logo após o primeiro turno das eleições, ocorrido no último domingo (4), Ana Elisa manifestou publicamente o temor por sua segurança devido à crescente onda de ataques. Ela explicou que as ameaças já existiam anteriormente, mas se agravaram com a propagação de informações falsas.

“Tenho recebido mais ameaças de morte ultimamente. Ninguém deveria passar por isso por participar ativamente da política. Para mim, o debate político nunca envolveu esse tipo de intimidação. Minha equipe teve que desativar minha conta no Twitter ante as ameaças constantes, incluindo de estupro, a cada poucos minutos. Sinto-me totalmente exposta e, por ora, não disponho de um grupo especializado para minha proteção”, declarou.

Por motivos de segurança e para preservar a integridade de Ana Elisa, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania não divulgou detalhes das ações a serem adotadas.

A equipe do Programa Estadual de Proteção de Minas Gerais trabalhará em parceria com o Programa de Defesa dos Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas para monitorar e analisar o cenário.

O ministério também requisitou à Secretaria de Desenvolvimento Social de Minas Gerais, que coordena o programa estadual, a condução de uma avaliação de risco, comunicação com órgãos policiais de inteligência e a implementação de medidas para apurar as ameaças e descobrir os autores das mesmas.

Contatamos a Secretaria de Desenvolvimento Social e o Ministério Público de Minas Gerais, mas não obtivemos informações adicionais sobre o assunto.

Ana Elisa, com 21 anos, natural de Divinópolis, cidade no interior mineiro, é estudante de Direito e atuava como estagiária no Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais. Eleita com mais de 524 mil votos, ela foi a segunda deputada federal mais votada do estado nas últimas eleições. Além disso, Ana Elisa tornou-se a mulher mais votada da história de Minas Gerais para a Câmara dos Deputados, bem como a deputada federal mais jovem já eleita no Brasil.

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Ex-militar russo preso em Salvador após sentença vitalícia

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Um ex-militar da Rússia, condenado por envolvimento com drogas e falsificação de documentos, foi detido em Salvador neste sábado (10). Informações da Polícia Federal (PF) indicam que ele estava foragido da Justiça brasileira, com um mandado de prisão emitido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na Rússia, ele recebeu pena de prisão perpétua.

A ação de prisão foi conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Bahia (FICCO/BA), em colaboração com o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar da Bahia e a unidade de Cooperação Internacional da Polícia Federal no Estado.

Segundo a PF, a operação foi iniciada após um alerta da Interpol à FICCO/BA. Com base nisso, os agentes realizaram levantamentos que resultaram na localização do homem em uma área entre os bairros de Cajazeiras e Águas Claras, em Salvador, uma região marcada pela presença de uma facção criminosa.

Essa prisão integra a Operação Artemis, que visa identificar e capturar fugitivos da Justiça. Após a detenção, o ex-militar russo foi conduzido à Superintendência Regional da Polícia Federal na Bahia para os procedimentos de cumprimento da ordem judicial e possíveis processos de extradição.

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