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Lideranças de Pernambuco discutem com Lula plano para segundo turno em Brasília

Lideranças políticas de todo o Brasil se reuniram em Brasília nesta segunda-feira (5) para um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está concorrendo à reeleição no segundo turno. O propósito dessa reunião foi definir o plano de ação para a fase final da campanha e fortalecer o apoio à candidatura de Lula.

Antes da reunião, João Campos fez um apelo para a união em torno da candidatura, ressaltando a importância de conquistar eleitores que desejam um futuro promissor para o Brasil e para Pernambuco.

“É fundamental continuarmos trabalhando e lutando. Agora é essencial garantir a eleição do presidente Lula, não só para quem já nos apoiou, mas para todos que buscam um Brasil e Pernambuco melhores”, destacou João Campos.

A senadora Teresa Leitão também incentivou o empenho na campanha de Lula e afirmou que o grupo está preparado para um esforço ainda maior para garantir a vitória no segundo turno.

Plano de ação

No encontro, Lula avaliou que será necessário aumentar a presença em rádio e televisão e intensificar a comunicação direta com os eleitores já nesta etapa decisiva. Ele reconheceu que participou pouco em programas de rádio na primeira fase e pretende mudar essa abordagem, especialmente no confronto direto com seu adversário.

“Quero vencer as eleições realizando mais ações. Agora é hora de debater na televisão, em confrontos diretos”, afirmou o presidente.

Lula salientou que os próximos vinte dias serão cruciais para mostrar as diferenças entre os projetos políticos em disputa. “Esses vinte dias serão para expor o que deveria ter sido mostrado durante o ano todo, revelando as verdadeiras propostas do possível sucessor do fascismo no país. É momento de trabalhar arduamente”, disse.

Segurança e políticas sociais

Marília Arraes destacou que a campanha de Lula apresentará um projeto para enfrentar as desigualdades e investir em áreas essenciais, como segurança pública. Ela defendeu a necessidade de uma ação mais robusta da União no enfrentamento ao crime organizado com apoio aos estados.

“É fundamental ressaltarmos a importância de um país justo, com menos desigualdades. O combate ao crime organizado, que afeta famílias e comunidades, deve ser firme, fortalecendo a segurança pública com o suporte da União”, afirmou Marília Arraes.

Além disso, ela mencionou a defesa da soberania nacional, o enfrentamento ao endividamento das famílias causado por apostas esportivas e a valorização do salário mínimo como partes essenciais do projeto para um país mais justo.

Estratégia do PT

Edinho Silva, presidente nacional do PT, indicou que o foco da campanha será o contraste entre os projetos políticos de Lula e do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Ele disse que a campanha vai abordar temas ligados à segurança pública, às conexões do senador com milícias, e às suas posições sobre o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“No segundo turno, não podemos evitar esse confronto. Estamos confiantes, pois sabemos o que Flávio Bolsonaro representa e este é o tema que devemos levar para o povo brasileiro”, explicou Edinho Silva.

Ele também destacou as relações atribuídas a Flávio Bolsonaro com milícias e o Banco Master, além da aproximação com o governo de Donald Trump, como questões que a campanha petista vai explorar nesta fase final.

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Brasil

Esquerda aposta na esperança de reviravolta de Lula

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“Vocês acham que não fiquei frustrado?”, perguntou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a seus apoiadores na noite de segunda-feira (5) em Brasília. Após ficar em segundo lugar no primeiro turno das eleições presidenciais, o petista ainda acredita em suas chances de reversão, apesar de ter pouca margem para manobras.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrentará Lula com vantagem no segundo turno, marcado para 25 de outubro, depois de obter 47% dos votos no domingo, contra 45% do petista, contrariando todas as expectativas.

Nas eleições legislativas, a esquerda foi duramente derrotada por uma onda conservadora.

“Vamos dormir menos, trabalhar mais”, prometeu Lula. “Estou convicto: não há motivo para que não sejamos eleitos presidentes da república”.

Mas será que Lula, com 80 anos, pode realmente virar o jogo?

“É difícil, improvável, mas não impossível”, declarou à AFP Beto Vasques, coordenador do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).

Focar nos abstenções do primeiro turno

Para Luciana Veiga, cientista política e professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV), “o mais preocupante é essa impressão de que Lula tem poucas opções para conquistar novos votos”.

É improvável que ele consiga os 8% dos votos que foram para outros candidatos no primeiro turno, pois quase todos são conservadores.

Assim, o presidente mira principalmente os abstenções. Mais de 33 milhões de pessoas não votaram no último domingo – 21% do eleitorado.

Essa reserva poderia, segundo Lula, ajudá-lo a diminuir a diferença de 2,2 milhões de votos em relação a Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022).

“Há possivelmente uma razão: desinteresse. A responsabilidade é nossa, é trazer de volta o interesse pela participação no processo eleitoral. É simples assim”, afirmou Lula após encontro com aliados em Brasília.

“Uma pequena alteração na abstenção pode alterar o resultado de uma eleição”, afirmou Beto Vasques.

Para Luciana Veiga, no entanto, os eleitores que não votaram, número que cresce a cada eleição no Brasil, não são “uma fonte garantida de votos”. Ela vê maiores chances em persuadir quem votou em branco ou nulo, cerca de 5% do total de eleitores.

Marco Aurelio de Carvalho, um dos coordenadores da campanha de Lula, está confiante na capacidade da esquerda de enfrentar esse desafio.

“O mundo todo está de olho no Brasil pela importância dessas eleições. Nós temos que assumir essa responsabilidade e temos capacidade de virar o jogo”, disse à AFP.

Sem líder substituto à vista

Com seu carisma e vasta experiência em campanhas eleitorais, Lula continua sendo um trunfo importante para a esquerda brasileira, diz Beto Vasques.

“Se outro candidato tivesse representado a esquerda, a vitória de Flávio Bolsonaro poderia ter sido ainda mais expressiva”, assegura.

Luciana Veiga, por sua vez, observa que a longa liderança de Lula dificultou o surgimento e fortalecimento de outros nomes na esquerda.

A especialista acredita que o futuro da esquerda pode estar nas novas gerações, de onde vários dos eleitos no último domingo surgiram.

É o caso de Luna Zarattini (PT-SP), de 32 anos, deputada federal eleita, que defende uma mobilização constante para derrotar novamente o bolsonarismo. Para isso, é necessário fazer a juventude acreditar.

Mas Lula conta com poucos recursos estratégicos.

Antes do primeiro turno, ele enfatizou a soberania diante das pressões do presidente americano, Donald Trump, e ampliou programas sociais.

Agora, a esquerda busca mobilizar os eleitores com o argumento de ser a barreira contra o avanço da extrema direita, lembrando a gestão de Jair Bolsonaro, especialmente na condução da pandemia de covid-19, considerada desastrosa.

Também pretende avançar com a votação do fim da jornada 6×1, uma proposta de reforma constitucional que prevê dois dias de descanso semanal aos trabalhadores, em vez de um, como ocorre em muitas categorias atualmente.

Contudo, a proposta enfrenta oposição em um Congresso que já tem maioria conservadora, que será ainda mais forte com os novos parlamentares a partir de 2027.

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Brasil

Lula vence Flávio Bolsonaro na seção eleitoral do Rio

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 146 votos na seção eleitoral onde vota Flávio Bolsonaro (PL), superando o senador e candidato à Presidência da República. Enquanto isso, Flávio obteve 127 votos no mesmo local, o que representa cerca de 43% dos votos, contra 49% de Lula.

No total do país, porém, o candidato do PL lidera com 47% dos votos, à frente do petista que tem 45%. Ambos avançaram para o segundo turno, que ocorrerá em 25 de outubro. Caso seja eleito, Lula será o único a assumir a presidência por quatro mandatos, enquanto Flávio Bolsonaro pode se tornar o 40º presidente do Brasil.

Ronaldo Caiado (PSD) recebeu 9 votos no local de votação de Flávio, Renan Santos (Missão) teve 7, Romeu Zema (Novo) alcançou 3, Augusto Cury (Avante) marcou 2, e Hertz Dias (PSTU) 1 voto. Além disso, foram registrados 5 votos brancos e 6 nulos. A abstenção ficou em cerca de 28%, acima da média nacional de 21%.

Na zona eleitoral do adversário de segundo turno, Lula também liderou contra Flávio Bolsonaro, com 51,3 mil votos (55,5%) contra 33,6 mil (36,4%). Cury, Santos e Caiado somaram cerca de 2% cada, e Zema ficou abaixo de 0,5%.

Na disputa pelo Palácio Guanabara na seção onde vota Flávio Bolsonaro, a chapa de Lula também teve vantagem, com Eduardo Paes (PSD) obtendo 59,8% contra 30,8% de Douglas Ruas (PL). Foram 53,4 mil votos para Paes contra 27,5 mil para Ruas.

Na seção onde vota o presidente Lula, em São Bernardo do Campo (SP), o petista liderou por apenas um voto, 104 a 103. Na zona eleitoral, Lula teve 47,8% contra 40,5% de Flávio Bolsonaro, com uma diferença de 5,4 mil votos para o petista.

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Cultura

4ª edição do Cine Audiovisão apresenta concertos com trilha sonora ao vivo na Casa Lontra

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A 4ª edição do Cine Audiovisão acontecerá neste sábado (9) na Casa Lontra, localizada no centro da Boa Vista. O evento contará com apresentações de trilhas sonoras ao vivo em dois cine-concertos conduzidos pelo mineiro Leandro Souza, que dividirá o palco com o paulistano Thiago Salas.

Em um palco repleto de berimbaus, agogôs e processamento de áudio, Leandro e Thiago exploram suas habilidades musicais com cordas e eletrônicos. A entrada para o público é gratuita.

Serão exibidos dois curtas-metragens: o documentário “Douro, Faina Fluvial” (1931, 21 minutos), dirigido por Manoel de Oliveira, no qual é retratado o trabalho intenso às margens do Rio Douro, na cidade do Porto; e o filme experimental “Ritual in Transfigured Time” (1946, 17 minutos), de Maya Deren, que mostra encontros sociais e movimentos em um ritual onírico, utilizando repetição, câmera lenta e montagem não-linear.

Ambas as obras receberam trilhas sonoras criadas e executadas por Leandro Souza e Thiago Salas. Leandro, educador musical e compositor, e Thiago, que atua em arte sonora e tecnologias digitais, unem suas experiências para oferecer uma imersão sonora única.

O evento é realizado na Casa Lontra, idealizadora do Cine Audiovisão, junto com os artistas sonoros Thelmo Cristóvam e a produtora Beatriz Arcoverde. O projeto conta com suporte do Funcultura, Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo de Pernambuco, em parceria com o Institute of Incoherent Cinema (IOIC).

Informações do evento

  • Data: sábado, 9 de outubro, a partir das 19h
  • Local: Casa Lontra – Rua Bispo Cardoso Ayres, 72, Boa Vista
  • Acesso: gratuito
  • Contato: @casa.lontra
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