Economia

Juros futuros caem acompanhando petróleo e rendimentos dos Treasuries

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O início de agosto registra um fechamento na curva de juros, com movimentos de ligeira baixa nas taxas de curto prazo, enquanto os vencimentos de longo prazo apresentaram quedas superiores a 10 pontos-base. Na semana em que o Banco Central está para decidir a política monetária, a previsão de um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic já está amplamente incorporada nas expectativas do mercado.

Nas conversas entre investidores e analistas, o foco tem sido o potencial para cortes adicionais nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom).

"Embora o boletim Focus indique a possibilidade de mais um corte após este, a curva reflete a aposta em até dois cortes. Para que isso ocorra, será crucial acompanhar possíveis quedas significativas no dólar e nos preços do petróleo", destaca José Raymundo Faria Junior, diretor da Wagner Investimentos.

No cenário interno, o mercado está mais atento aos resultados das pesquisas eleitorais do que aos discursos dos candidatos, avalia Junior e outros especialistas consultados pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

A redução mais expressiva nas taxas de longo prazo reflete o forte recuo do preço do petróleo e a baixa nos rendimentos dos Treasuries, em um contexto de expectativa de amenização da tensão no Oriente Médio.

Às 11h47, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2027 apresentava taxa de 13,785%, levemente abaixo dos 13,795% registrados no ajuste de sexta-feira (31). Já o DI para janeiro de 2031 marcava 14,23%, em queda frente aos 14,38% do ajuste anterior.

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