Economia

Humor externo melhora e mexe no Ibovespa em dia de decisão do Copom

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A valorização das bolsas de Nova York e da Europa, junto com o avanço do minério de ferro, favorecem o Ibovespa nesta quarta-feira, 5, data da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). No Brasil, destaques para os resultados de Itaú, Gerdau e C&A, além das pesquisas eleitorais. O Bradesco divulgará seu balanço trimestral após o encerramento da B3.

Internacionalmente, há expectativa sobre um acordo entre os Estados Unidos e o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, passagem para cerca de 20% do petróleo mundial. Investidores analisam o relatório ADP, que apontou a criação de 44 mil empregos no setor privado dos EUA em junho, abaixo da mediana das estimativas (75 mil). Este dado será relevante para as projeções do payroll de sexta-feira e para as decisões futuras do Federal Reserve (Fed).

Ontem, o Ibovespa ficou praticamente estável (+0,06%) aos 177.894,97 pontos, mesmo com o rali em Wall Street. A queda das ações da Petrobras, após a queda do petróleo, que fechou abaixo de US$ 80 o barril, influenciou negativamente o índice. Hoje, o Brent voltou a subir, alcançando máxima de US$ 80,95, alta de aproximadamente 1%. Perto das 11h, o preço subia 0,19%, para US$ 79,52.

Pedro Moreira, da One, comenta que “o Ibovespa acompanha bem o exterior. Ontem foi assim até certo ponto, depois houve realização. Resta aguardar o cenário vespertino”. Ele acrescenta que, ao contrário do dia anterior, hoje o mercado está atento à reunião do Copom. “O corte da Selic já está previsto, resta saber como será a comunicação, se confirmará a expectativa de juros em 13,75% no fim do ano, conforme indica o boletim Focus”.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, declarou ontem que um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz pode ser fechado ainda hoje. O presidente Donald Trump afirmou que o acordo pode ser selado entre quarta e quinta-feira. Irã e Omã, que compartilham essa rota marítima, avançam nas negociações para garantir a navegação na região.

O mercado também avalia pesquisas da Genial/Quaest e Meio/Ideia, que mostram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente na simulação de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A crise diplomática entre Brasil e EUA permanece em evidência. Flávio também deve anunciar hoje seu companheiro de chapa para as eleições presidenciais.

Nos balanços corporativos, o Itaú registrou lucro gerencial de R$ 12,4 bilhões, aumento de 7,8%, em linha com as expectativas. A Gerdau teve crescimento anual de 69,7% no lucro. Resultados também foram divulgados por Klabin, GPA, Prio e Tenda.

Para o Copom, espera-se corte de 0,25 ponto percentual na Selic, atualmente em 14,25%. O destaque será o comunicado, que pode sinalizar os próximos passos da política monetária. Alvaro Bandeira, coordenador de Economia da Apimec Brasil, comenta que “o futuro segue incerto, sobretudo no longo prazo”.

Às 11h09, o Ibovespa avançava 1,23%, alcançando 180.083,06 pontos, após iniciar o dia na mínima de 177.896,23 pontos, com variação zero. A Vale subia 0,34%, os bancos também estavam em alta, com o Itaú subindo 2,73%. Já as ações da Petrobras recuavam entre 0,28% (PN) e 0,75% (ON).

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