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Economia

Haddad comandará G20 e debaterá dívida global, crescimento sustentável e tributação internacional

(Washington Costa/MF/Flickr)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comandará na próxima semana uma série de encontros do G20, em São Paulo. A programação intensa ocorrerá entre segunda, 26, e quinta-feira, 29, e contará com reuniões de Haddad com os principais ministros globais e executivos de órgãos multilaterais.

Na segunda, às 09h30, ele receberá para uma audiência no gabinete da Fazenda em São Paulo o ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov.

A conversa se dará sobre os temas que serão debatidos no G20. Às 11h, Haddad concederá entrevista coletiva para anunciar a criação de um programa de proteção cambial para investimentos sustentáveis. Às 14h, ele recebe Mark Carney, co-chair do GFANZ e chairman da Bloomberg. Todos os compromissos são na sede paulistana da pasta.

Haddad também participará, às 15h, da mesa de abertura do Fórum de Mudanças Climáticas, que ocorrerá no hotel Rosewood.
Encontro com ministros e executivos

Às 16h30, o ministro da Fazenda tem reunião com Afonso Bevilaqua, diretor executivo do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI). Na sequência, às 17h15, Haddad tem uma bilateral com a diretora gerente do FMI, Kristalina Georgieva. Entre os temas que serão debatidos estão a economia global, o nível de endividamento dos países, além da reforma do fundo, aprovada no fim do ano passado e em tramitação entre os membros.

No dia seguinte, 27, a agenda começa às 09h. Haddad recebe o Ministro das Finanças da Noruega, Trygve Vedum. Na sequência, a reunião é com ministro das Finanças de Portugal, Fernando Medina. Cada reunião terá 30 minutos de duração. Às 11h, Haddad participa de evento público, promovido pela Amcham, com a presença da secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen. O evento trata dos 200 anos de relações entre os dois países.

Ao meio dia, ele se desloca para a Bienal, onde será realizado a maioria dos eventos do G20 e recebe Yellen para uma reunião bilateral reservada. No mesmo local, às 16h, o ministro participa da reunião de governadores do banco dos Brics, presidida por Dilma Roussef. Na sequência, às 17h, ele e Dilma têm reunião reservada. No último compromisso do dia, Haddad estará na reunião ministerial dos Brics, presidida pela Rússia.

Na quarta, 28, o chefe da equipe econômica brasileira participa do primeiro dia de sessão oficial do G20, na Bienal, e inicia o trabalho com uma bilateral com o ministro da Economia da Arábia Saudita, Faisal bin Fadhil Alibrahim.

Às 9h45, Haddad proferirá o principal discurso do G20 com o título “O papel político econômico na abordagem das desigualdades: experiências nacionais e cooperação internacional”. Às 14h45 ele estará no segundo painel do G20, agora presidido pelo presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. O título do painel tratará das “Perspectivas Globais sobre crescimento, empregos, inflações e estabilidade financeira”.

No último dia de evento, na quinta, às 8h, Haddad participa de um café da manhã informal, restrito aos ministros, presidentes de Bancos Centrais e demais autoridades, em que conversam livremente por 1 hora e 30 minutos.

Às 09h35, o ministro da Fazenda do Brasil terá reunião bilateral com o ministro da Economia da França, Bruno Le Maire. Às 10h o ministro preside a terceira sessão do dia no G20 com o tema “Tributação Internacional para o século 21”. É esperado que Haddad apresente uma proposta de tributação global da renda para diminuir desigualdades. Às 13h30 , Haddad participa da reunião de ministros da Economia da África. Devem participar os representantes da África do Sul, Angola, Nigéria, Egito e da União Africana.

Por fim, às 14h30, ocorrerá o painel sobre G20 “Débitos Globais e Financiamento para o Desenvolvimento Sustentável”. Como mostrou a Exame, a dívida global totalizou US$ 313 trilhões, o equivalente a 330% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Após esse debate, ocorrem as declarações finais dos ministros e Haddad concederá coletiva às 18h30.

Economia

Fmi alerta sobre alta prolongada dos preços

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou, nesta terça-feira (6), que a alta contínua dos preços de produtos essenciais, como alimentos e energia, impulsionada pelos conflitos no Irã e na Ucrânia, está durando mais tempo do que o esperado.

Os valores globais de diversas matérias-primas permanecem elevados por vários anos, inicialmente devido às interrupções nas cadeias de suprimentos causadas pela pandemia de covid-19 e, posteriormente, pelas guerras na Ucrânia e no Irã.

“Os preços dos itens essenciais, em comparação com outros produtos, continuam subindo há mais de um ano (…) e estão persistentemente altos”, disse o FMI em uma publicação em seu blog.

“Como consequência, as pessoas enfrentam não apenas um aumento temporário no custo de alimentos e energia, mas também uma redução prolongada no poder de compra desses produtos básicos em relação a outros bens”.

Os salários estão tendo dificuldades para acompanhar essas contínuas pressões inflacionárias.

O conflito no Irã, iniciado em fevereiro deste ano, elevou a inflação global e levou o FMI a ajustar para cima sua previsão do índice, que deve alcançar 4,7% mundialmente em 2026, contra 4,1% no ano anterior.

O FMI planeja divulgar na próxima semana a parte principal da atualização de seu relatório ‘Perspectivas da Economia Mundial’, com novas projeções para o crescimento e inflação globais.

O fundo ressaltou que os impactos dos chamados choques de oferta vão além de apenas alguns meses de inflação elevada, indicando que as consequências são profundas e de longo prazo.

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Economia

Ibovespa ajusta e opera em torno de 205 mil pontos

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O Ibovespa iniciou a terça-feira, dia 6, com leve alta de 0,01%, atingindo 206.924,61 pontos, chegando a alcançar a máxima de 209.522,60 pontos com um incremento de 1,26%, porém não sustentou esses níveis. Pouco tempo depois, o índice virou para queda, atingindo mínimas e caindo abaixo dos 205 mil pontos.

Esse ajuste pode ser atribuído em parte à correção após a forte alta registrada no dia anterior, influenciada pelos resultados do primeiro turno das eleições, que mostraram Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial. No mercado, espera-se que, se eleito, o senador do PL possa adotar uma política menos expansionista.

“Trata-se de um ajuste às médias móveis, mas o movimento estrutural do Ibovespa permanece de alta”, comenta Leonardo Mendes, consultor financeiro da Manchester Investimentos. “Se eleito, há a possibilidade de que Flávio Bolsonaro implemente uma política focada na retomada do superávit primário do país, o que poderia reduzir os juros e facilitar o custo de capital para as empresas”, acrescenta.

Além disso, o índice sofre com a queda de aproximadamente 2% no preço do petróleo no mercado internacional, influenciado por sinais de aumento nas exportações da commodity do Oriente Médio, em um contexto de agenda econômica fraca, tanto nacional quanto internacionalmente. Enquanto isso, em Nova York, os índices das bolsas registram avanços, impulsionados pela percepção de menor pressão inflacionária, em parte decorrente da queda consecutiva do preço do petróleo.

Na segunda-feira, o Ibovespa fechou com alta de 7,70%, a maior desde março de 2024, atingindo o recorde de 206.911,89 pontos, após alcançar uma máxima de 209.605,70 pontos.

Mesmo com o avanço no dia anterior, o banco Morgan Stanley projeta que o Ibovespa pode chegar a 250 mil pontos no curto prazo, o que representaria um aumento de cerca de 30% em relação ao nível anterior ao primeiro turno das eleições presidenciais.

O dólar, por sua vez, caiu 4,12%, fechando a R$ 5,0018, enquanto os juros futuros recuaram mais de 100 pontos-base, alimentando expectativas de cortes na taxa Selic nos meses de novembro e dezembro de 2026 e em 2027. As operações nesta terça-feira continuam nessas linhas.

“A curva de juros demonstra quanto o país paga pela desconfiança em relação às suas contas públicas e quanto pode economizar quando essa desconfiança diminui”, afirma Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital.

Segundo Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos, a queda do dólar frente ao real indica vendas significativas nas mesas institucionais da moeda americana, sugerindo entrada de capital estrangeiro no Brasil. “Isso pressiona o dólar para baixo.”

Os investidores agora aguardam pesquisas eleitorais que serão divulgadas na quinta-feira, relacionadas ao segundo turno.

O foco está também no Senado, com a possível abertura das discussões sobre o fim da escala 6×1, conforme opinião do economista sênior Silvio Campos Neto, da Tendências Consultora. No entanto, ele ressalta que, segundo reportagens na imprensa, existem dúvidas sobre o avanço dessa pauta neste momento.

Às 11h26, o Ibovespa registrava queda de 0,82%, com 205.376,46 pontos, variando entre mínima de 204.832,36 pontos e máxima de 209.522,60 pontos (+1,26%). Entre os papéis de maior destaque, a Vale recuava 1,81%, enquanto Petrobras tinha perdas entre -2,71% (PN) e -1,75% (ON). No setor bancário, apenas Itaú (+1%) e Bradesco (+1,7% ON e +2,43% PN) apresentavam valorização. O maior recuo da carteira era Banco do Brasil (-6,19%), enquanto a maior alta ficou com Azzas (+5,14%).

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Economia

BNDES financia R$ 21,8 milhões para digitalizar Unipac

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 21,8 milhões para impulsionar a digitalização da Unipac, uma empresa do Grupo Jacto especializada na transformação de polímeros. Este investimento tem como objetivo substituir vários processos manuais por alternativas digitais, incluindo a coleta de dados em tempo real e o uso de ferramentas avançadas de análise.

Os recursos, provenientes do programa BNDES Mais Inovação, serão utilizados para implementar tecnologias como inteligência artificial (IA), internet das coisas (IoT) e manufatura aditiva na sede em Pompéia (SP) e nas unidades em Paulínia (SP), Limeira (SP), Maracanaú (CE) e Uberaba (MG). No setor de compras, modelos de IA serão empregados para prever tendências de mercado e otimizar a gestão de contratos.

José Luis Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, destacou que “o projeto engloba investimentos em digitalização, automação e análise de dados, aplicados em sistemas de produção, inspeção de peças, planejamento de estoques e fabricação de moldes, resultando em redução de custos e aumento da produtividade”.

Para o planejamento de vendas e operações, a Unipac contará com uma plataforma de gestão digital aprimorada por IA, visando melhorar a precisão na previsão da demanda e, assim, tornar mais eficiente a coordenação entre compra, venda, logística e manufatura.

O BNDES informou ainda que será instalado um sistema automático de inspeção visual para identificar defeitos nas peças durante a produção de embalagens. Essa verificação será feita por câmeras de alta resolução auxiliadas por ferramentas de IA, com o objetivo de alcançar a meta de “zero defeitos” em relação a problemas visuais nos produtos.

Além disso, será desenvolvido um conjunto integrado de sistemas inteligentes de manufatura para coletar, processar e armazenar dados de produção em tempo real. Os modelos de IA irão analisar esses dados para detectar padrões, anomalias e oportunidades de melhoria, permitindo um monitoramento rigoroso da produção e a criação de alertas automáticos para as equipes operacionais, reduzindo desperdícios e defeitos.

A manufatura aditiva será empregada para inovar um dos processos tradicionais de fabricação de moldes em Pompéia, São Paulo, com equipamentos capazes de produzir peças metálicas com alta precisão.

Gabriel Gonçalves, presidente da Unipac, afirmou que “a transformação digital representa uma capacidade avançada que sustenta nossa estratégia centrada no cliente, fundamentada em três pilares principais: relacionamento duradouro, decisões baseadas em dados e profundo conhecimento dos clientes. Esta parceria com o BNDES acelera nossos investimentos contínuos em tecnologia e desenvolvimento humano, fortalecendo a competitividade e a sustentabilidade do nosso negócio”.

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