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Grupo com seminarista de Pernambuco que planejava ataque no DF tinha mapas do Congresso e STF

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Um grupo suspeito de planejar ataques terroristas no centro de Brasília durante o período das eleições possuía mapas detalhados dos ministérios, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, sem apoiar nenhum partido ou candidato específico, mantendo-se neutros politicamente.

Segundo reportagem do programa Fantástico, exibido pela TV Globo no domingo, 9, o acompanhamento do Ministério da Justiça indicou que o grupo não tinha alinamento político ou ideológico, mas desejava uma revolução.

As conversas dos membros aconteciam por meio de dois grupos no aplicativo Telegram. Entre os planos discutidos estava o de colocar explosivos no local onde ocorrerá o debate dos candidatos do segundo turno.

Eles planejavam fabricar coquetéis molotov, explosivos caseiros e outros artefatos para realizar seus ataques.

A Polícia Civil do Distrito Federal realizou, no dia 4 deste mês, a Operação Rede Interrompida, visando desmantelar essa organização criminosa.

As investigações revelaram que o grupo organizava invasões a prédios públicos, escolhiam seus objetivos, planejavam táticas, recrutavam pessoas em vários estados, analisavam mapas e compartilhavam plantas arquitetônicas de edificações na capital federal.

Oito pessoas foram alvo de mandados de busca e apreensão, com idades entre 19 e 31 anos, localizados nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

Em Pernambuco, um seminarista associado a uma comunidade religiosa foi um dos investigados submetidos a buscas.

A operação foi conduzida pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV) da Polícia Civil do Distrito Federal.

Os suspeitos utilizavam grupos no Telegram para divulgar conteúdos neonazistas, antissemitas e misóginos, além de recrutar novos membros e planejar ações violentas.

Além de distribuir manuais para fabricação de explosivos, eles também compartilhavam técnicas de recrutamento e disseminavam discursos de ódio, especialmente contra mulheres ocupando cargos de liderança.

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