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Brasil

Governo prevê superávit das estatais em 2026

O governo federal apresentou, no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias (RARDP) referente ao 4º bimestre, uma previsão inédita para 2026: um superávit primário de R$ 2,0 bilhões nas empresas estatais federais. Anteriormente, no 3º bimestre, a previsão era de déficit de R$ 95,1 milhões, e no 2º bimestre, de R$ 1,362 bilhão de déficit.

Essa projeção considera a exclusão de R$ 10 bilhões da meta das estatais, devido ao plano de reestruturação dos Correios, e R$ 5 bilhões não contabilizados por investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Sem essas exclusões, o déficit real estimado seria de R$ 11,079 bilhões, uma melhora em relação aos R$ 13,577 bilhões previstos no 3º bimestre.

O cálculo do resultado primário baseia-se na execução até julho de 2026 e nas projeções das empresas para os meses seguintes, alinhadas com a programação mensal do Programa de Dispêndios Globais (PDG) de 2026. A meta oficial estabelecida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026 é um déficit de R$ 6,7 bilhões.

Quanto aos Correios, a previsão do governo para seu déficit em 2026 caiu de R$ 7,454 bilhões no relatório do 3º bimestre para R$ 6,789 bilhões. A estatal enfrenta a maior crise de sua história e aprovou um plano de reestruturação em outubro de 2025, com aval do Conselho Administrativo.

Segundo dados do Banco Central, divulgados em 31 de agosto nas Estatísticas Fiscais, as estatais registraram um déficit primário de R$ 1,112 bilhão em julho e um déficit acumulado de R$ 7,580 bilhões até então. A metodologia utilizada para esses dados difere da adotada pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST) do Ministério da Gestão da Informação, motivo pelo qual as equipes acompanham frequentemente a divergência entre os números apresentados.

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Brasil

Jorge Messias: CMN estabelece regras para mercado desordenado

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O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, declarou que o Conselho Monetário Nacional (CMN) adotou uma decisão significativa nos últimos anos ao implementar novas normas e disciplina para um mercado que estava fora de controle, relacionado ao uso de ativos judiciais, precatórios e pré-precatórios no sistema financeiro.

“Foi o primeiro passo para criarmos um mecanismo que impede fraudes que afetavam ou poderiam afetar o sistema financeiro do país”, afirmou ele em entrevista à Febraban. O ministro ressaltou que outras medidas seguirão: “Temos um diagnóstico claro de que é necessário avançar para outros setores e tipos de instrumentos financeiros.”

Ele também relembrou eventos recentes que mostraram caminhos errados e esconderam problemas sérios para o sistema financeiro nacional. Além disso, destacou que o impacto alcança também as contas públicas, já que recursos do Fundo Garantidor de Crédito, por exemplo, são públicos, embora não estatais.

Messias enfatizou que o uso de ativos judiciais para agir contra o Estado agrava a dívida pública. “Diminuir o endividamento do Estado com essas despesas judiciais significa mais recursos disponíveis para superávit primário, cortar a dívida pública e reduzir a taxa Selic ao longo do tempo”, adicionou.

Na mesma entrevista, o presidente da Febraban, Isaac Sidney, destacou que as medidas do CMN relativas ao mercado de instrumentos baseados em direitos creditórios (FIDCs) e ativos judiciais demonstram a capacidade do Estado para reagir a distorções que vinham prejudicando a confiança no sistema financeiro.

“Esta é uma ação correta que limpa o mercado de maneira importante, sem espaço para hesitação ou distorções que possam afetar a credibilidade e a resiliência do sistema financeiro”, disse ele.

Isaac também citou que a Advocacia-Geral da União teve um papel fundamental ao iniciar o debate regulatório a partir de um diagnóstico que identificou uma distorção corroendo a confiança nesses instrumentos financeiros.

No entanto, ele alertou que o tema requer atenção especial, pois envolve um mercado de grande dimensão com impactos além do setor público. “Este mercado tem um tamanho relevante para o sistema financeiro e mercado de capitais e também afeta investidores”, concluiu.

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Brasil

Correios finalizam paralisação e retomam serviços

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Os trabalhadores dos Correios finalizaram a paralisação que durou 15 dias e retornaram às atividades às 22h da última quinta-feira (24), conforme comunicado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo, Grande São Paulo e Zona Postal de Sorocaba (Sintect-SP).

O retorno ocorreu seguindo a determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que considerou a greve legítima e estipulou a compensação dos dias parados, segundo o sindicato. No julgamento do dissídio, o TST aprovou um reajuste salarial de 4,09% e manteve 73 cláusulas do Acordo Coletivo.

“Como o acórdão ainda não foi divulgado oficialmente, o Sintect-SP está aguardando o documento para informar à categoria o conteúdo completo da decisão”, informou a entidade após assembleia realizada na noite de quinta-feira.

Sem revelar a decisão final, o sindicato informou que a questão do plano de saúde, um dos principais temas da Campanha Salarial 2026/2027, também foi discutida durante o julgamento.

A paralisação ocorreu em meio a um momento financeiro complicado para a estatal. Os Correios registraram um prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026, um aumento de 30,36% em relação ao prejuízo de R$ 4,26 bilhões do mesmo período em 2025.

No segundo trimestre, o prejuízo líquido foi de R$ 2,39 bilhões, uma redução de 5,5% comparado ao prejuízo de R$ 2,53 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior. Comparado ao primeiro trimestre de 2026, quando o prejuízo foi de R$ 3,16 bilhões, houve uma diminuição de 24,4%.

Para minimizar os efeitos da paralisação nas entregas e no atendimento, os Correios ativaram um Plano de Continuidade de Negócios, que inclui o remanejamento de funcionários e o reforço nas operações.

A assembleia desta quinta foi conduzida pelo vice-presidente do Sintect-SP, Rogério Bueno, e pelo secretário-geral, Ricardo Adriane (conhecido como NegoPeixe).

Rogério Bueno agradeceu a participação dos trabalhadores na greve. “A categoria mostrou empenho para defender seus direitos e compareceu quando convocada. A greve foi encerrada por decisão da assembleia e continuamos organizados para acompanhar o cumprimento das diretrizes definidas pelo TST”, declarou.

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Alckmin defende tradições católicas após boato falso sobre Flávio e Nossa Senhora Aparecida

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O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, garantiu que as tradições religiosas no Brasil serão respeitadas e protegidas em um vídeo divulgado na rede social X, nesta sexta-feira (25). Ele mencionou ter recebido mensagens de preocupação de católicos em relação a rumores recentes.

Alckmin referiu-se, sem citar diretamente, a boatos que circulam desde quinta-feira (24), os quais afirmam erroneamente que o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, teria a intenção de retirar Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.

Geraldo Alckmin afirmou: “Enquanto eu e o presidente Lula estivermos à frente do governo, as tradições religiosas tão valorizadas pelas famílias brasileiras serão asseguradas e mantidas”. Ele também ressaltou que o Brasil é um país que respeita todas as crenças e sabe preservar pacificamente as tradições católicas.

Por meio de suas redes sociais, Flávio Bolsonaro desmentiu qualquer plano para alterar o status de Nossa Senhora Aparecida, esclarecendo que se trata de uma informação falsa. A medida que motivou o boato foi uma proposta apresentada em dezembro de 2007 pelo então deputado federal mato-grossense Victório Galli, que na época era filiado ao MDB, e que foi arquivada no ano seguinte, 2008.

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