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Fumaça de incêndios faz Manaus fechar escolas

A cidade de Manaus, com 2,3 milhões de habitantes, suspendeu nesta sexta-feira as aulas da rede municipal devido à fumaça proveniente de centenas de incêndios florestais que prejudicaram a qualidade do ar, segundo informou a Prefeitura.

A região amazônica está sofrendo os impactos do fenômeno climático El Niño, que eleva as temperaturas e provoca secas na área. A prefeitura de Manaus associou a piora na qualidade do ar aos 749 focos de incêndio registrados na última quarta-feira no estado do Amazonas.

“Tanto a fumaça quanto o calor realmente causam problemas respiratórios. Dá aquela agonia”, relatou ontem à AFP o servidor público Erlan de Santos, 55 anos.

O fechamento das escolas tem como objetivo proteger a saúde, a segurança e o bem-estar dos estudantes, dos profissionais de educação e de toda a comunidade escolar, destacou a Prefeitura, sem informar uma data para reabertura.

A temperatura chegou a 40°C e as autoridades orientaram que a população evite exercícios ao ar livre.

No mês anterior, Manaus permaneceu por vários dias sob a fumaça dos incêndios. O estado do Amazonas contabilizou 3.700 focos de incêndio em setembro, quase quatro vezes mais que no mesmo mês de 2023, conforme dados de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O fenômeno El Niño este ano é especialmente intenso, com um pico esperado para dezembro. Proteger a Amazônia é essencial para conter o aquecimento global.

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Homem armado invade creche em Curitiba e crianças são libertadas pela polícia

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Na tarde desta sexta-feira (9), um homem armado com uma faca invadiu o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), localizado no bairro São Braz, em Curitiba (PR), e manteve 13 crianças, com idades entre 4 e 5 anos, como reféns. Após três horas de negociação, as crianças foram resgatadas e o suspeito foi morto em uma ação policial.

Durante o incidente, uma das crianças sofreu ferimentos no rosto causados pelo agressor.

Segundo a Polícia Militar, os agentes tentaram negociar com o invasor, que portava ainda um simulacro de arma, para que ele libertasse as crianças. A situação se agravou quando o homem tornou-se agressivo, ferindo algumas crianças. Ele também espalhou materiais inflamáveis pela sala e ameaçou iniciar um incêndio.

Nesse momento, a Companhia de Operações Especiais do BOPE aproveitou uma oportunidade para entrar na sala e fazer a intervenção necessária. O suspeito tentou atingir uma das crianças, mas foi neutralizado pelos policiais.

As motivações para o sequestro ainda não foram esclarecidas.

Coronel Alexandre Lopes Dias, comandante de Missões Especiais da PMPR, explicou que a ação dos policiais foi necessária diante do agravamento da situação e do risco para as crianças: “Quando notamos o aumento do estresse das crianças e as agressões do suspeito, decidimos agir para evitar danos maiores”.

As 13 crianças receberam atendimento médico no local. Cinco delas foram levadas para avaliação em unidades de saúde. A que sofreu ferimentos visíveis no rosto foi tratada.

A equipe do CMEI também ajudou a garantir a segurança da escola, retirando as demais crianças do prédio durante o ocorrido, prevenindo que outras pessoas fossem expostas ao perigo.

Os familiares das crianças receberam suporte de equipes da prefeitura, incluindo atendimento psicológico especializado.

As crianças de outras escolas próximas, que não estavam envolvidas no caso, foram mandadas para casa. As autoridades recomendam que a área permaneça isolada até o encerramento da ocorrência.

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Brasil

MPF Processa Shell por Enchentes e Cobra R$ 541 Milhões

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O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação contra a Shell Brasil, solicitando uma indenização superior a R$ 541 milhões devido às enchentes que atingiram o estado do Rio Grande do Sul em 2024, evento que resultou em quase 200 mortes, conforme documento judicial obtido pela AFP nesta sexta-feira (9).

As fortes chuvas que caíram na região Sul do Brasil entre abril e maio de 2024 causaram inundações sem precedentes. Além das 183 vítimas fatais, aproximadamente 500 mil pessoas ficaram desabrigadas, e os prejuízos materiais foram imensuráveis.

De acordo com o MPF, a Shell Brasil possui responsabilidade proporcional à contribuição de sua controladora para o aquecimento global, estimada em 2% das emissões históricas globais de gases do efeito estufa.

“É a primeira vez que uma procuradoria nacional processa uma grande empresa petrolífera por causa de um desastre climático”, afirmou Maria Antonia Tigre, do Centro Sabin de Direito sobre Mudanças Climáticas da Universidade Columbia, em declaração à AFP.

A Shell já enfrenta um processo semelhante no Reino Unido, movido por vítimas de um tufão nas Filipinas. Esta iniciativa do Ministério Público brasileiro representa um avanço na luta judicial global contra as grandes companhias de petróleo. O Instituto Preservar atua como coautor da ação.

“A presente Ação Civil Pública visa responsabilizar a empresa ré pelos impactos ambientais e morais coletivos provocados pelo evento climático extremo que afetou o Rio Grande do Sul entre abril e maio de 2024”, destaca o MPF no documento.

A petroleira é acusada de contribuir historicamente para as emissões mundiais de Gases de Efeito Estufa (GEE) pela extração, produção e comercialização de combustíveis fósseis.

O Ministério Público requer R$ 270,5 milhões em indenizações por danos ambientais e morais relacionados ao clima, além de R$ 270,5 milhões por danos materiais, totalizando aproximadamente R$ 541 milhões.

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Bolsonaro teve taquicardia e falta de ar na semana passada

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Na semana passada, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou episódios de taquicardia e dificuldade para respirar. Os sintomas foram passageiros e melhoraram espontaneamente, sem se repetirem. Essas informações constam em um boletim médico semanal enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O documento também aponta que o ex-presidente está em boas condições, com estabilidade hemodinâmica e cardiorrespiratória, porém sente efeitos colaterais como desequilíbrio e sonolência durante o dia, causados por medicamentos que agem no sistema nervoso central.

Além disso, Bolsonaro segue uma dieta com baixo teor de acidez e sal, e recebe cuidados para prevenir quedas e refluxo gastroesofágico.

O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado. Inicialmente, cumpriu pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, depois foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, e atualmente cumpre prisão domiciliar na casa da família.

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