Notícias
Flávio diz que fez duas filhas para cuidar dele na velhice
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) declarou nesta quarta-feira que “fez duas filhas” para que elas possam cuidar dele na velhice.
Esse comentário foi feito em meio às críticas que Flávio recebeu por desistir da ideia de ter uma mulher como vice em sua chapa ao Palácio do Planalto.
— Muitas vezes, na maior parte das vezes, quem cuida dos idosos são as mulheres. Eu fiz duas filhas exatamente para isso. Quando eu ficar idoso, terei alguém para cuidar de mim porque as mulheres são assim: são família, coração, sentimento, sensibilidade — afirmou Flávio.
A fala aconteceu durante um evento em que Flávio anunciou o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como seu vice.
O cuidado com os idosos foi um tema abordado pelo candidato ao mencionar o escândalo do INSS, utilizando-o como crítica ao governo Lula.
Gaspar foi o relator da CPI que investigou fraudes contra aposentados e pensionistas.
Nesta quarta-feira, Flávio também comentou que tem aprendido sobre a economia do cuidado nos últimos meses. Com a escolha de Gaspar, o candidato desistiu da ideia que tinha durante meses de formar uma chapa com uma mulher.
Mudança na escolha de vice
Durante grande parte da pré-campanha, Flávio preferia uma mulher para ser sua vice, buscando diminuir sua rejeição entre as eleitoras e tentar uma aliança com outro partido.
Tereza Cristina (PP-MS) foi a primeira opção, mas o partido não autorizou sua candidatura como vice. Depois, a campanha apostou na ex-presidente da Caixa Daniella Marques, aliada da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e recém-filiada ao Republicanos, mas a legenda optou por não se unir à coligação de Flávio.
Mais tarde, Priscila Costa voltou a ser considerada. Aliada próxima de Michelle e figura da crise que separou a ex-primeira-dama de Flávio, a deputada foi sondada para ser vice, mas recusou devido aos impactos de abandonar seu projeto político para assumir a candidatura de vice.
Notícias
Moro afirma que Valdemar Costa Neto já pagou pelos erros do passado
O senador e candidato ao governo do Paraná, Sérgio Moro (PL-PR), defendeu na sexta-feira, 7, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. “Os erros cometidos por ele anteriormente já foram pagos”, declarou o parlamentar.
Sérgio Moro destacou que Valdemar cumpriu sua pena naquela época e atualmente está em uma situação diferente. Essas afirmações foram feitas em entrevista ao UOL/Folha de S.Paulo.
Os “erros do passado” mencionados referem-se às condenações de Valdemar Costa Neto no escândalo do Mensalão.
Moro também comentou a recente declaração de Valdemar Costa Neto sobre o direito dos presidentes de partidos de indicarem emendas parlamentares. O presidente do PL teve R$ 119 milhões bloqueados por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Fiquei surpreso com essa decisão, pois não houve afirmação de que houve desvio de valores das emendas parlamentares”, afirmou Sérgio Moro.
O senador explicou que recebe sugestões de terceiros para suas emendas, mas a decisão final é dele. O que deve ser investigado são possíveis desvios de recursos por parte do Executivo ou Legislativo, e qualquer irregularidade deve ser punida. Até agora, Moro não identificou indícios de desvio.
Ele citou ainda sua própria experiência com emendas parlamentares, dizendo que nos últimos quatro anos destinou R$ 69 milhões a hospitais filantrópicos no Paraná para fortalecer o financiamento da saúde no estado. Todas suas emendas são publicadas em uma plataforma de transparência, mostrando valor, beneficiário e estágio de execução.
Durante a entrevista promovida por UOL e Folha de S.Paulo, Sérgio Moro abordou diversos temas. Justificou sua candidatura prometendo transformar o Paraná em um exemplo de excelência, com foco em segurança pública, saúde, educação e infraestrutura.
O senador falou sobre a autonomia da Polícia Federal, lembrando que deixou o Ministério da Justiça em 2020 devido a desentendimentos com Jair Bolsonaro. Expressou preocupação com possível interferência do governo Lula na corporação, especialmente diante do conflito entre a liderança da PF e o ministro André Mendonça.
Mundo
Amazon apoia construção de grande usina a gás para dados nos EUA
A Amazon anunciou nesta sexta-feira (7) que está financiando a construção de uma grande usina privada de energia a gás no Texas. Essa usina pode se tornar a maior fonte única de emissão de gases causadores do efeito estufa nos Estados Unidos.
O projeto, chamado GW Ranch, gerará eletricidade especificamente para centros de dados de grande porte, funcionando de forma independente da rede elétrica principal. Essa abordagem tem se tornado comum entre as grandes empresas de tecnologia para suprir rapidamente a demanda crescente por energia gerada pelo avanço da inteligência artificial (IA).
Documentos indicam que a usina terá 35 turbinas e uma capacidade de geração de 7,65 gigawatts. A instalação será localizada no condado de Pecos, Texas, próximo à fronteira com o México, e está autorizada a liberar mais de 30 milhões de toneladas métricas de gases de efeito estufa por ano, o que é mais do que qualquer outra fonte nos EUA.
A Amazon explicou que, ao produzir sua própria energia, pretende evitar o aumento dos custos para os consumidores americanos, cujas contas de luz têm subido devido aos investimentos das concessionárias para suportar a expansão da IA.
Um porta-voz da Amazon declarou: “Nosso novo campus de centros de dados no condado de Pecos é um exemplo claro: ele emprega uma nova geração de energia local que não aumentará os custos de eletricidade para as famílias do Texas e foi projetado para se conectar à rede elétrica assim que as condições permitirem”.
Embora as usinas movidas a gás sejam menos contaminantes que as usinas de carvão, elas ainda são fontes relevantes de gases responsáveis pelo aquecimento global. A extração de gás natural também causa vazamentos de metano, um gás com alto potencial para o efeito estufa.
Além disso, essas usinas liberam gases tóxicos e partículas finas, que podem causar sérios riscos à saúde pública.
Mundo
Itália mantém controle temporário na fronteira apesar de pressão da Espanha
A Itália reafirmou sua decisão de reinstaurar temporariamente os controles nas fronteiras após a chegada de milhares de migrantes ao território espanhol de Ceuta, mesmo diante das ameaças de retaliação do governo da Espanha.
Em pronunciamento nesta sexta-feira, 7, o Executivo italiano declarou que não vai ceder a ultimatos ou imposições vindas de Madrid e que continuará realizando as verificações até, pelo menos, 15 de agosto. Este posicionamento foi divulgado poucas horas depois do governo espanhol estabelecer um prazo de dois dias para que Roma revise a medida, suspenda as inspeções e trate os espanhóis como quaisquer outros cidadãos europeus.
Segundo o comunicado espanhol, caso isso não ocorra até o final do domingo, 9 de agosto, a Espanha se verá obrigada a tomar medidas proporcionais para proteger os interesses e a dignidade dos seus cidadãos.
A reintrodução dos controles na fronteira com a Espanha havia sido anunciada pela Itália a partir de 1º de agosto. A primeira-ministra Giorgia Meloni descreveu a ação como uma medida extraordinária destinada a garantir a segurança nacional e prevenir possíveis consequências negativas para o país.
Na mesma sexta-feira, as autoridades espanholas revelaram que desmantelaram uma quadrilha de tráfico humano que teria facilitado a entrada de cerca de 2 mil migrantes pelo litoral sudeste e pela ilha de Ibiza.
-
Cidades3 semanas atrásLula Autoriza Curso Gratuito de Pilotagem de Drones para Comunidades do Rio
-
Brasil8 meses atrásAnvisa recolhe lava-roupas líquido Ypê por contaminação
-
Brasil8 meses atrásPrincipais mudanças no licenciamento ambiental aprovadas pelo Congresso
-
Brasil8 meses atrásContador revela casos de fraudes ligadas ao INSS na CPMI
-
Mundo8 meses atrásChina executa ex-banqueiro por aceitar subornos de US$ 156 milhões
-
Economia8 meses atrásNovo salário mínimo será de R$ 1.621 a partir de janeiro
-
Brasil8 meses atrásZanin permite julgamento de ação contra deputados do PL por corrupção
-
Destaque8 meses atrásApoio de Rodrigo Pinheiro a Humberto Costa e deputada do MST causa reação entre aliados e bolsonaristas em Caruaru
