Economia
Fitch prevê cenário estável para crédito na América Latina em 2026
A agência de avaliação Fitch Ratings prevê um cenário estável para o crédito na América Latina durante o ano de 2026. Os principais indicadores financeiros da região devem permanecer muito semelhantes aos vistos em 2025. No entanto, ainda existem algumas incertezas relacionadas às políticas dos Estados Unidos e a um ano eleitoral intenso, o que pode representar riscos maiores para as empresas.
Fitch destaca que a América Latina tem demonstrado uma forte resistência frente às políticas dos Estados Unidos, especialmente em relação a tarifas e comércio, embora essa área continue sendo uma fonte de incerteza significativa.
A resiliência da região deve ser apoiada por condições econômicas suficientes para manter a maioria dos setores funcionando bem. Para os bancos, espera-se um crescimento moderado do crédito, com níveis sólidos de capital e boa liquidez.
Instituições financeiras que não são bancos também estão gerindo suas finanças de maneira adequada, com perspectivas neutras graças a taxas de juros mais baixas que podem ajudar a reduzir os custos de empréstimos. Além disso, a inflação controlada e as taxas menores devem favorecer as seguradoras da região.
A previsão de crescimento moderado do Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina também considera os impactos indiretos das tarifas impostas pelos Estados Unidos em 2025, especialmente para o México, que viu suas tarifas aumentar para 5,8%.
Devido a isso, Fitch aponta uma perspectiva pior para bancos, seguradoras, empresas de financiamento e leasing, além de setores de financiamento estruturado no México. O ambiente político e regulatório no país, especialmente com a revisão pendente do Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá (USMCA), aumentou os riscos para vários setores.
Sobre o calendário eleitoral intenso na região, a agência ressalta que isso pode afetar a consolidação fiscal, reformas econômicas, governabilidade e a confiança. A expectativa é que, embora os riscos políticos possam ser maiores em 2026, as eleições não resultem em mudanças significativas na política econômica.
Em relação às finanças públicas, espera-se que muitos países da América Latina continuem enfrentando dificuldades, com déficits elevados e aumento das dívidas, o que pode afetar negativamente a inflação e as taxas de juros.
O desempenho fiscal varia conforme o país, com as maiores economias tendendo a aumentar suas dívidas em relação ao PIB e as menores economias mantendo dívidas mais estáveis ou em queda.
Conteúdo baseado em relatório da agência Fitch Ratings.
Economia
STF elimina limite para compra de carros por pessoas com deficiência
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta segunda-feira (3) revogar o trecho da Reforma Tributária (Lei Complementar 214 de 2025) que impunha restrições à isenção fiscal para aquisição de veículos por pessoas com deficiência (PCDs) e por aqueles com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Por unanimidade, o plenário do STF considerou inconstitucional a parte da lei que reduzia a zero as alíquotas do IBS e da CBS sobre a venda de veículos nacionais exclusivamente para pessoas com deficiência de grau moderado ou grave, excluindo pessoas com autismo nível 1 e deficiências leves.
Essa decisão surgiu de duas ações de inconstitucionalidade apresentadas pelo Instituto Nacional de Direitos da Pessoa com Deficiência Oceano Azul e pela Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência (ANAPCD).
O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou contra a exclusão, afirmando: “Eu entendo que essa exclusão total, seja de pessoas com deficiência leve ou com Transtorno do Espectro Autista nível 1, é inconstitucional”.
Seu voto foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e o presidente Edson Fachin.
Economia
Mercados de NY sobem e Dow atinge novo recorde com sinais para Oriente Médio e crescimento nos EUA
As bolsas de Nova York terminaram o dia em alta nesta segunda-feira (03), acumulando ganhos pela terceira sessão consecutiva e impulsionando o Dow Jones a um novo recorde. A queda nos preços do petróleo, provocada pela expectativa de um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz, contribuiu para o movimento positivo. Além disso, dados econômicos mais fortes do que o esperado nos Estados Unidos deram força adicional ao mercado.
O Dow Jones registrou alta de 1,32%, chegando a 53.178,41 pontos. O S&P 500 subiu 1,48%, alcançando 7.600,50 pontos, enquanto o Nasdaq teve um crescimento de 2,13%, encerrando em 25.913,90 pontos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, passou de uma postura ameaçadora para uma abertura ao diálogo com o Irã, o que elevou o otimismo nas negociações que começaram em agosto.
A Amazon manteve sua trajetória de alta, subindo 4,6%, e ultrapassou o valor de mercado de US$ 3 trilhões, conforme dados do site companiesmarketcap.com.
Por outro lado, as ações da Apple recuaram 1,78%, fechando em baixa pela quarta vez seguida, e a empresa caiu para a terceira posição no ranking das maiores empresas dos EUA em valor de mercado, sendo ultrapassada pela Alphabet, que cresceu 4,4%. A Nvidia, em contrapartida, avançou 2,93%.
O Goldman Sachs projeta que os investimentos globais em inteligência artificial ultrapassem a marca de US$ 1 trilhão até 2026.
As ações da Chevron e da Exxon registraram quedas de 1,85% e 0,24%, respectivamente, voltando das mínimas do dia depois que o Departamento de Energia dos EUA informou que os estoques estratégicos de petróleo atingiram o nível mais baixo desde 1983.
A SpaceX valorizou 5,6% em meio à expectativa pelo primeiro relatório da empresa de IA e foguetes do Elon Musk após sua abertura de capital. As ações da empresa estão cerca de 15% abaixo do preço inicial de oferta, que foi de US$ 135.
A Bristol Myers Squibb teve um aumento de 0,3% após surgirem rumores sobre uma possível fusão com a britânica AstraZeneca, cuja ADR caiu 6,9% em Nova York.
No âmbito macroeconômico, o índice de gerentes de compras (PMI) industrial dos EUA alcançou seu ponto mais alto desde maio de 2022, de acordo com uma pesquisa divulgada pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM).
Economia
Conta de luz continua alta em agosto: sete hábitos que pesam no seu bolso
A conta de energia elétrica continuará mais alta para os brasileiros em agosto. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a ativação da bandeira tarifária amarela, que adiciona um custo extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Essa medida foi necessária devido à diminuição das chuvas que abastecem os reservatórios das usinas hidrelétricas, forçando o uso das termelétricas, cujo custo de geração é maior.
Diante do aumento do preço da energia, pequenos hábitos diários podem impactar significativamente o valor da fatura. Muitas pessoas nem percebem que desperdícios frequentes podem aumentar a conta em dezenas de reais mensalmente.
Veja a seguir os sete principais vilões do consumo de energia e como evitá-los para não ser surpreendido no final do mês.
1. Banho consumindo muita energia
O chuveiro elétrico é um dos aparelhos que mais consome energia em casa. Muitas vezes, é responsável pela maior parte do consumo mensal. O problema não é só a potência do equipamento, mas o hábito de tomar banhos longos ou usar temperatura máxima sem necessidade.
Para economizar, use a posição verão sempre que possível, desligue o chuveiro enquanto se ensaboa e evite ligar nos horários de pico. Cada minuto a menos de banho já reduz a conta de forma significativa.
2. Uso excessivo do ar-condicionado
O ar-condicionado é indispensável para muitos, mas está entre os maiores consumidores de energia. Um erro frequente é ajustar a temperatura para valores muito baixos, o que não resfria o ambiente mais rápido e faz o aparelho trabalhar incessantemente durante a noite.
Especialistas recomendam manter a temperatura em torno de 23°C, usar timer e limpar os filtros periodicamente. Aparelhos com tecnologia inverter são mais econômicos.
3. Cuidado com a geladeira
Por estar ligada 24 horas, a geladeira merece atenção extra. Borrachas de vedação desgastadas fazem o motor ligar mais vezes para manter a temperatura adequada.
Outro erro comum é guardar panelas e alimentos ainda quentes. Espere esfriar naturalmente antes de colocar na geladeira.
4. Lavar roupas com frequência e pouca quantidade
Muitas pessoas lavam pequenas quantidades de roupas diariamente, o que aumenta o consumo de água e energia sem necessidade.
Reúna um volume maior de roupas e use ciclos completos para economizar e preservar sua máquina.
5. Ferro de passar roupas e vaporizadores
Usar a função vapor no ferro de passar pode aumentar o consumo em 2,5 vezes em comparação ao modo seco. Use essa função somente quando necessário, conforme as etiquetas das roupas.
Vaporizadores também elevam o consumo, sendo que os modelos verticais chegam a usar até quatro vezes mais energia. Utilize-os conscientemente.
6. Micro-ondas e Air Fryer
Esses aparelhos são comuns nas casas brasileiras, mas é importante ficar atento. O relógio digital do micro-ondas consome energia continuamente, o que pode parecer pequeno no dia a dia, mas acumula no mês.
A Air Fryer consome muita energia dependendo da frequência e tempo de uso. Apesar de substituir equipamentos mais gastadores, o uso excessivo pode aumentar a conta significativamente.
7. Aparelhos em standby
A televisão, videogame, computador, roteador de internet, carregadores de celular e outros equipamentos continuam consumindo energia mesmo desligados, no modo standby.
O gasto individual é pequeno, mas somado pode aumentar de forma perceptível a conta. Uma solução simples é usar filtros de linha com interruptor para desligar vários aparelhos ao mesmo tempo.
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