Esporte
Fifa defende mandato de presidente diante de críticas
As controvérsias em torno de Gianni Infantino continuam. Neste sábado, a Fifa emitiu uma declaração oficial em resposta às recentes manifestações da Confederação Africana de Futebol (CAF) e da Conmebol.
A entidade que gere o futebol mundial afirmou que o presidente suíço-italiano está sendo alvo de ataques injustos e ressaltou que “se desejam substituir o presidente, façam isso através das eleições e conforme as regras da Fifa”.
Na última quinta-feira, a Conmebol foi o mais recente órgão a comentar o polêmico projeto de Infantino de criar um plano comercial na Fifa envolvendo investidores privados: a FFE.
A Conmebol considerou válido o recuo do presidente, mas enfatizou que uma eventual saída deve ocorrer de forma democrática.
Essa postura contrasta com a da Uefa, que tem adotado uma posição mais crítica em relação às ações de Infantino.
Indo na direção da Conmebol, que reconhece o recuo como uma demonstração de respeito ao futebol, a Fifa afirmou oficialmente que qualquer troca no comando deve respeitar os estatutos e processos democráticos da entidade.
“A Fifa não apoiará, facilitará ou tolerará qualquer processo de eleição do presidente que viole os seus estatutos, procedimentos democráticos e estrutura de governança estabelecida. O presidente da Fifa foi eleito democraticamente pelas Associações Membro e permanece em seu mandato”, declarou a entidade em sua conta no X (antigo Twitter).
Em um trecho direcionado à Uefa, sem mencionar diretamente o órgão europeu, o comunicado ressaltou que há um esforço coordenado para desacreditar a Fifa e seu presidente.
“Aqueles sem apoio majoritário entre as federações não devem tentar derrubar Infantino por meio de alegações, rumores ou matérias jornalísticas”, destacou a Fifa em seu texto.
Além de defender Infantino e criticar os esforços contrários ao seu mandato, a Fifa reforça a legitimidade de seu presidente, destacando que ele foi eleito, possui mandato vigente e que a substituição deve ser convencida pelos eleitores formais — as federações nacionais — e não por pressão externa ou mídia.
Por fim, a entidade prometeu agir contra informações falsas, afirmando que embora receba bem a análise legítima, não permitirá distorções de fatos ou amplificações de alegações infundadas que possam prejudicar seu progresso.
Segue o comunicado completo da Fifa atribuído ao seu porta-voz:
“Em sintonia com as declarações recentes da CONMEBOL e da CAF, e após dialogar com Associações Membro e Confederações da Fifa globalmente, a Fifa reafirma que não apoiará, facilitará ou tolerará qualquer processo eleitoral que desrespeite os Estatutos da Fifa, procedimentos democráticos e a governança vigente.
O presidente da Fifa foi eleito democraticamente pelas Associações Membro e continua no exercício de seu mandato.
Há um claro esforço contínuo para desgastar a Fifa e seu presidente. Quem não obteve o apoio das Associações não deve buscar alcançar seu objetivo por meio de alegações infundadas ou desinformação.
Reportagens recentes trouxeram afirmações sem bases e alegações falsas sobre a Fifa e seu presidente. Especulações não devem ser tratadas como fatos, e repetição não as torna verdadeiras.
Gianni Infantino dedicou mais de 30 anos ao futebol europeu e mundial, promovendo mudanças importantes e ampliando o acesso e as oportunidades para o futebol global. Mudanças desafiam interesses estabelecidos, mas discordar delas não justifica tentativas de minar o mandato democrático do presidente ou a instituição que ele lidera.
A Fifa valoriza escrutínio legítimo, mas isso não é licença para distorcer fatos ou promover distrações que impeçam o progresso. Informações incorretas serão contestadas com firmeza.
A responsabilidade da Fifa é com suas 211 Associações Membro e com o futebol mundial. Continuaremos focados em fortalecer a organização e cumprir nossa missão sob a liderança do presidente e da administração da Fifa.”