Economia

FGV: 69,1% dos trabalhadores conseguiram pagar contas essenciais no 2º trimestre

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Uma parcela de 69,1% dos trabalhadores conseguiu quitar suas despesas básicas nos últimos três meses – trimestre que terminou em junho –, com o rendimento obtido no período. Isso representa um aumento de 2,6 pontos percentuais (p.p.) em relação ao mesmo trimestre de 2025, conforme a Sondagem do Mercado de Trabalho divulgada nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre FGV).

Dentre as principais despesas que mais impactam o orçamento das famílias, a alimentação permanece como o gasto mais citado, mencionada por 75% dos entrevistados. Na sequência, aparecem contas de serviços públicos (50,3%) e aluguel ou financiamento de moradia (45,6%).

Comparando com o ano anterior, o custo com transporte teve a maior variação, passando de representar 2,0% para 27,6% das pessoas que indicaram este como um dos três principais gastos que pesam no orçamento familiar.

Rodolpho Tobler, economista do Ibre, destaca que “os resultados de junho indicam que a melhora no mercado de trabalho, especialmente com o aumento da renda, permite que significativa parcela da população possa arcar com suas despesas básicas. Contudo, a quarta redução consecutiva desse indicador parece estar associada à desaceleração do mercado de trabalho”. Em junho, o índice de renda suficiente foi de 69,1%, abaixo dos 72,4% registrados em fevereiro e 70,3% em maio.

Tobler também apontou que “contas de serviços públicos e custos com transporte foram os itens que mais cresceram na composição dos gastos familiares, sendo o transporte fortemente influenciado pelo aumento dos preços dos combustíveis”.

O economista projeta que, olhando para o futuro, a desaceleração gradual do mercado de trabalho provavelmente impedirá uma reversão dessa tendência recente, mas o indicador deverá permanecer em nível positivo.

A sondagem ainda revelou estabilidade nos índices de satisfação, com pequenas variações: o percentual de muito satisfeitos passou de 12,6% em maio para 12,5% em junho; os satisfeitos variaram de 64,1% para 64%; neutros ficaram em 16% e 16,1%, respectivamente; e os insatisfeitos, tanto moderados quanto muito insatisfeitos, mantiveram-se estáveis em 6,9% e 0,4%.

A fração de pessoas que considera sua renda laboral atual suficiente para custear suas despesas essenciais diminuiu de 70,3% em maio para 69,1% em junho. Paralelamente, o percentual dos que relatam insuficiência financeira aumentou de 27,9% para 30,9% no mesmo período.

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