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Cultura

Festival No Ar Coquetel Molotov destaca diversidade da música independente

O festival No Ar Coquetel Molotov, conhecido por sua curadoria ampla que destaca o que há de mais inovador na música independente do Brasil e do mundo, celebra sua 22ª edição neste sábado, dia 6.

O evento acontecerá no Campus da UFPE, situado na Cidade Universitária, Zona Oeste do Recife, com mais de 12 horas de programação. Serão 32 artistas provenientes do Brasil, América Latina e Europa, distribuídos em 22 apresentações em três palcos: Coquetel Molotov, Concha Acústica e Kamikaze.

Com uma diversidade de estilos que inclui brega funk, ritmos latinos, indie rock, frevo, tecnobrega e música eletrônica, o Coquetel Molotov reafirma seu compromisso com a criatividade, pluralidade, acessibilidade e representatividade, reunindo um público apaixonado que acompanha o surgimento de novas tendências musicais.

Palco Coquetel Molotov

A programação inicia às 17h com o Maracatu Feminino Baque Solto Coração Nazareno, composto exclusivamente por mulheres, apresentando a força do maracatu ancestral. Às 18h10, a baiana Duquesa traz rimas que ressaltam empoderamento e autoconhecimento, combinando gêneros como R&B, grime, house e pop.

A banda colombiana Maiguai se apresenta às 19h30, misturando sons eletrotrópicos, batidas sintéticas, guitarras psicodélicas e raízes latino-americanas. Representando a França, Zaho de Sagazan fará sua estreia no Brasil às 20h40, combinando a tradicional chanson francesa com elementos eletrônicos.

O cantor Urias sobe ao palco às 22h para apresentar sua nova turnê, “Carranca”, focando em temas ligados à identidade negra e resistência. O rapper Don L fecha a noite às 23h20 com um rap decolonial que valoriza influências do Sul Global.

Durante a madrugada, Shevchenko e MC Leozinho O General apresentam um baile de brega funk global a partir das 00h50, culminando com a apresentação de Gaby Amarantos às 2h30, que mistura tecnobrega, carimbó e ritmos amazônicos.

Palco Concha Acústica

Às 16h30, o grupo Pelados inicia as apresentações com seu indie vibrante, seguido pelo Terno Rei às 17h30, conhecido por sua melancolia iluminada. Às 18h50, Clara Potiguara, da Paraíba, cria um ritual que combina ancestralidade indígena e beats modernos.

O recifense multiartista Samuel de Sabóia apresenta um show sensorial às 20h10, misturando pintura, corpo e música. Às 21h30, Guerreiros do Passo unem forças com a Orquestra Popular do Recife para um frevo que une passado e futuro.

O rock tropical do Jambre aparece às 22h30, seguido pelo pós-punk eletrônico de Vera Fischer Era Clubber às 23h50. A hondurenha Isabella Lovestory encerra o palco às 1h10 com uma fusão de reggaeton, eletrônica e som gótico.

Palco Kamikaze

O Kamikaze começa às 17h com a Roda de Sample, um encontro de improvisos e batidas ao vivo com Vintchen, Pedro Mooniz, Laís e Iru Waves. Às 20h, o produtor recifense Holandês mistura jungle, breakbeat e frevo underground.

DJ Marky traz seu drum & bass às 21h30, seguido pelo venezuelano DJ Babatr às 23h, que conecta a cena de Caracas com a noite de Recife.

A festa Mamba Negra explode às 1h com Cashu, Kontronatura e Metalluna, mesclando techno, ritmos afrodiaspóricos e energia queer. O Baile da Brota, às 3h30, conta com MC Thammy e CIA La Mafia, transformando o Kamikaze numa pista vibrante até o amanhecer de domingo.

Informações do evento

No Ar Coquetel Molotov 2025

Data: 6 de dezembro, a partir das 17h

Local: Campus da UFPE – Av. Prof. Moraes Rego, 1235, Cidade Universitária, Recife-PE

Ingressos: a partir de R$ 120, disponíveis no Shot Gun

Redes sociais: @noarcm e site coquetelmolotov.com.br

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Cultura

União longa e forte: Quem é Geralda Helena, viúva do cantor Rick

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E lá se vão mais de quarenta anos desde que Geralda Helena se apaixonou por Geraldo Antônio, nome de nascimento do cantor Rick, que foi encontrado morto nesta terça-feira (22), vítima de um acidente aéreo.

Nesse período inicial, o jovem cantor fazia apresentações com a dupla Sereno & Serenata, juntamente com sua irmã Dalva, em Brasília, na tentativa de ajudar financeiramente a família, que enfrentava dificuldades após deixar o Tocantins em busca de melhores condições no Distrito Federal.

No começo modesto da carreira, muito antes da fama, o artista — que infelizmente perdeu a vida na queda de um helicóptero em Santa Catarina na última segunda-feira (21) — encontrou um grande amor em uma mulher que tinha o mesmo nome que ele.

Foi Geralda quem se apaixonou primeiro. Em uma entrevista concedida à revista “Caras”, em 2010, a influenciadora digital revelou ter sentido “amor à primeira vista” ao assistir um show de Rick (ou melhor, Geraldo Antônio, como ele se apresentava naquela época) em uma casa noturna em Brasília.

Do relacionamento, o casal teve dois filhos, Mônica, de 40 anos, e Victor Henrique, de 38. Rick frequentemente elogiava o convívio próximo com seus filhos e a esposa, apesar das frequentes viagens por conta da carreira musical.

“Um ser humano sem família é como um corpo sem alma. Nasci em uma família unida e transmiti isso para minha própria família. Mesmo estando fisicamente ausente devido às viagens constantes, sempre fiz questão de que não sentissem minha falta. Somos amigos e confidentes, e a proximidade na idade com as crianças facilita nossa convivência. Encontrei em Gê uma companheira, esposa, amante e uma excelente mãe”, declarou o cantor à “Caras” há 16 anos.

Geralda acredita que o amor foi fundamental para a durabilidade da relação, mesmo nos momentos difíceis, incluindo períodos financeiros complicados antes do sucesso de Rick. Na mesma entrevista, ela falou sobre os desafios enfrentados juntos até alcançarem uma vida estável.

“O amor é o segredo. Para superar tudo o que passamos, é preciso amar profundamente e ter fé em Deus. Torço pelo sucesso da carreira do Rick e confio plenamente nele”, afirmou ela.

O casal enfrentou momentos de fome e dificuldades. Rick comentou que os dois passaram por uma situação grave quando ele ficou cinco meses sem cantar devido a um problema na voz. Geralda relembrou esse período e afirmou nunca ter tido medo de permanecer ao lado do cantor: “Poderia estar com ele sob uma ponte que me sentiria segura”.

Após cerca de trinta anos juntos, Rick e Geralda celebraram sua união também no plano religioso. Em março de 2015, casaram-se na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida, interior de São Paulo. A cerimônia foi conduzida pelo padre Fábio de Melo e contou com presenças ilustres, como Daniel, Chitãozinho e Zilu Camargo, que foi madrinha.

Durante a celebração, Rick prestou uma declaração musical especial, apresentando a canção “Perfeição”, que compôs para Geralda. Emocionada antes de entrar na igreja, ela disse que realizar o casamento na basílica era um sonho antigo. Naquela época, o casal já tinha filhos e netos.

Falecimento do cantor Rick

Enquanto as buscas pelo helicóptero em que Rick viajava, na última segunda-feira (21), estavam em andamento, Geralda recorria à fé nas redes sociais. Na manhã da terça-feira (22), a influencer compartilhou nos Stories do Instagram um vídeo com conteúdo religioso e uma mensagem de esperança durante a espera por notícias do marido.

“Surgirá um testemunho tão grande que será impossível dizer que não foi Deus”, dizia a mensagem publicada por ela.

A esposa do sertanejo também divulgou um comunicado da equipe de Rick informando que familiares e assessores aguardavam informações oficiais sobre a localização do helicóptero e de seus ocupantes. A mensagem agradecia as orações e manifestações de apoio recebidas desde o desaparecimento da aeronave, ocorrido na tarde de segunda-feira (21) na Serra Catarinense.

No início da tarde da terça-feira (22), a Polícia Federal localizou o helicóptero e cinco corpos sem vida. A aeronave havia decolado de Porto Belo, no litoral catarinense, com destino a São Joaquim, na serra do estado.

As buscas mobilizaram equipes terrestres e aéreas desde segunda-feira em uma área de mata fechada e difícil acesso. Bombeiros utilizaram veículos 4×4, cães farejadores e drones com câmeras térmicas, enquanto a Força Aérea Brasileira (FAB) empregou um helicóptero H-60 Black Hawk e um avião SC-105 Amazonas na operação.

Residência nos Estados Unidos

Geralda não estava no Brasil quando o helicóptero desapareceu. Ela e Rick moravam nos Estados Unidos, onde estabeleceram residência nos últimos anos. Foi de lá que a influenciadora acompanhou as primeiras horas das buscas pela aeronave na Serra Catarinense.

Diante do desaparecimento do marido, Geralda viajou na manhã da terça-feira (22) dos Estados Unidos para o Brasil, motivada pela ausência de notícias sobre Rick, enquanto as equipes de socorro avançavam no segundo dia de operação em Santa Catarina. A previsão era que ela chegasse ainda na terça-feira.

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Cultura

Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes lançam álbum e turnê juntos

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Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes anunciaram nesta terça-feira, 22, um novo álbum e uma turnê em parceria. O projeto, intitulado “Vice-Versa”, foi lançado ao meio-dia nas plataformas digitais, acompanhado de videoclipes dirigidos pela cineasta Daniela Thomas.

Até o momento, a única colaboração entre os artistas havia sido a canção “Para Lá”, de 1998, apesar de já terem se apresentado juntos em algumas ocasiões. Agora, apresentam ao público dez músicas inéditas.

“Parece que estávamos acumulando energia todo esse tempo para agora lançar este álbum”, comentou Antunes durante o evento de lançamento, realizado na manhã de terça-feira na Pinacoteca de São Paulo.

Uma das faixas, chamada “Agora Juntos”, aborda justamente essa união. A letra diz: “Nós agora estamos juntos, com o mundo para cantar”. Outra música, “Na Minha Carne Viva”, foi composta por Antunes, Calcanhotto e Marisa Monte. Além das dez canções inéditas, o álbum inclui uma versão da música reggae “Sorriso Livro”, popularizada pela Timbalada em 2006.

A ideia de uma colaboração mais ampla entre os dois artistas surgiu em 2024, após um show conjunto no Coala Festival. “Sentimos vontade de seguir juntos numa turnê”, explicou Calcanhotto.

A compositora revelou que ambos refletiram sobre fazer algo retrospectivo ou criar material novo, optando pela segunda opção. A partir daí, passaram a se reunir para compor e, em um desses encontros na casa de Antunes, criaram três músicas.

O álbum “Vice-Versa” foi produzido pelo baterista Pupillo e conta com participações de músicos como o pianista Vitor Araújo, o guitarrista Pedro Sá e o violonista Tomé Antunes, filho de Arnaldo Antunes. Pupillo também colaborou em duas faixas com os artistas.

A turnê do projeto está prevista para começar em março de 2027. Durante a coletiva, Calcanhotto comentou: “Queria falar sobre o repertório esta noite”. Antunes acrescentou: “Já decolamos em um avião e agora estamos prontos para outro”.

A estreia será no dia 6 de março, em São Paulo, no Espaço Unimed. A produção da turnê fica por conta da 30e em parceria com o Itaú Live.

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Cultura

Destroços do helicóptero com o cantor Rick são encontrados em Santa Catarina; não há sobreviventes

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O helicóptero que transportava o cantor Rick, da dupla com Renner, foi localizado nesta terça-feira (22). Cinco corpos foram encontrados e, segundo o Corpo de Bombeiros, não há sobreviventes.

A aeronave estava desaparecida na Serra de Santa Catarina desde a tarde da segunda-feira (21). Além do cantor, estavam a bordo o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares e o piloto. A identidade do quinto corpo ainda não foi divulgada.

O helicóptero partiu de Porto Belo, no Litoral Norte, pela manhã, com destino a São Joaquim, na Serra, mas não chegou ao local previsto. A região enfrentava previsão de tempestades intensas, conforme informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Geraldo Antônio de Carvalho, conhecido como Rick, nasceu em Porto Nacional (TO) em 5 de dezembro de 1966. Mudou-se para Brasília aos seis anos e iniciou sua carreira cantando em bares ao lado de uma irmã, ainda na infância, enfrentando até problemas com o Juizado de Menores devido à sua idade.

A dupla formada por Rick e Renner surgiu nos anos 1980 em Brasília e alcançou sucesso nos anos 1990. Entre os maiores hits estão “Ela é demais” com o refrão “uma deusa, uma louca, uma feiticeira” e também “Nos bares da cidade”.

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