Economia
Excesso de restrições à IA pode beneficiar China, alerta presidente da Câmara dos EUA
O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, alertou neste domingo (13) que agir com demasiada pressa para limitar o avanço da inteligência artificial (IA) pode fazer com que os Estados Unidos sejam ultrapassados pela China na disputa tecnológica.
As falas de Johnson acontecem em meio a um aumento no número de líderes e especialistas em IA que acreditam que o desenvolvimento descontrolado dessa tecnologia pode trazer danos sérios para a humanidade.
“Se o Congresso agir precipitadamente em uma sessão especial para regulamentar a IA, perderemos a corrida para a China, o que representa um risco para todos os americanos”, disse Johnson à CNN neste domingo.
“Precisamos administrar esta nova tecnologia da mesma forma que fizemos com outras no passado, garantindo que façamos tudo de maneira responsável para proteger a inovação nos Estados Unidos”, acrescentou.
O líder republicano sugeriu organizar um encontro no Congresso com os principais líderes do setor para definir a melhor forma de regulamentar a IA, ideia que discutiu anteriormente com o presidente Donald Trump.
Dario Amodei, CEO da Anthropic, pediu no sábado uma desaceleração no progresso da IA, diante das crescentes preocupações sobre os perigos representados por sistemas “superinteligentes”.
Recentemente, o pesquisador de IA Jacob Coxon, ex-funcionário da OpenAI e Anthropic, declarou que deixaria o setor, acusando ambas as empresas americanas de “brincar com vidas humanas” em sua corrida para criar modelos de autoaperfeiçoamento.
Sam Altman, CEO da OpenAI, e Elon Musk, dono da xAI, rapidamente concordaram com a opinião de Dario Amodei.
Economia
Brics lança sistema unificado para evitar pandemias e melhorar ações em desastres
A preparação para futuras emergências de saúde e meio ambiente foi destaque no segundo e último dia da 18ª Cúpula do Brics, realizada em Nova Délhi, Índia.
Um Sistema Integrado de Alerta para doenças contagiosas, junto com novas diretrizes para gerenciamento de catástrofes naturais, foi apresentado neste domingo (13) pelo primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, que defendeu uma colaboração entre os países para enfrentar riscos que ultrapassam fronteiras.
Segundo ele, “pandemias, desastres ambientais e interrupções nas cadeias de suprimentos demonstram que em um mundo interconectado nenhuma crise se restringe a uma única área.”
Este sistema facilitará a troca de dados entre os países para detectar surtos de forma rápida e implementar ações eficazes de prevenção e resposta. A base de dados também incluirá informações sobre eventos climáticos e desastres naturais.
Esta iniciativa faz parte do eixo de Resiliência, considerado central na agenda do Brics em 2026, sob a presidência da Índia.
Outro progresso anunciado foi a criação de um Marco de Cooperação para Logística e Cadeias de Suprimentos, que busca garantir rotas comerciais mais seguras e minimizar falhas causadas por crises mundiais.
Para a Índia, fortalecer a preparação conjunta é fundamental diante do aumento de pandemias, enchentes, ondas de calor e outros eventos extremos que impactam diretamente as pessoas e as economias dos países em desenvolvimento.
Economia
Nova rede digital usa IA para ajudar agricultores do Brics
A agricultura foi um dos temas principais discutidos na 18ª cúpula do Brics, realizada no domingo (13), em Nova Délhi, na Índia. O bloco internacional anunciou um novo projeto chamado Rede de Agricultura Digital, que pretende integrar inteligência artificial, tecnologia geoespacial e infraestrutura digital pública para apoiar os agricultores dos países membros.
O projeto foi apresentado pelo primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, durante a cúpula e está inserido no pilar de inovação do encontro.
A iniciativa busca colaboração entre os países para criar ferramentas que melhorem o monitoramento das plantações, aumentem a produção agrícola e tornem as decisões mais acertadas diante de condições climáticas severas.
Narendra Modi declarou que essa rede trará novas possibilidades para os agricultores, conectando tecnologia avançada com as demandas reais das comunidades rurais.
Os detalhes operacionais ainda estão sendo acordados entre as nações, mas o projeto já mostra um avanço na convergência entre tecnologia e segurança alimentar, um tema vital para países que são grandes produtores agrícolas.
Além disso, a presidência indiana revelou a criação de centros especializados em agroecologia e agricultura regenerativa. Esses centros terão o propósito de combinar o conhecimento tradicional com a ciência moderna, promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis, adaptáveis e capazes de resistir às mudanças climáticas como secas e enchentes.
Economia
Fundo do Brics apoia startups e inovação em países emergentes
A criação de um fundo de inovação para startups dos países membros do Brics foi um dos principais temas econômicos da 18ª cúpula realizada neste domingo (13), em Nova Délhi, Índia.
O principal objetivo dessa iniciativa é financiar soluções tecnológicas com potencial de expansão e fortalecer o ecossistema empreendedor entre as nações que compõem o bloco.
Este fundo faz parte da prioridade de inovação dentro do Brics, que engloba também resiliência, cooperação e sustentabilidade. Além desse recurso financeiro, foi lançada a Rede de Incubadoras do Brics, que visa conectar incubadoras, aceleradoras e startups para promover a troca de conhecimento, investimentos e trabalho colaborativo.
Durante a cerimônia de abertura, Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia, destacou que é fundamental democratizar o acesso às novas tecnologias para que elas não agrave as desigualdades sociais.
“A militarização da tecnologia e dos minerais essenciais pode atrasar nosso avanço conjunto. Por isso, reforçamos a necessidade de inclusão ao adotar novas tecnologias”, afirmou Narendra Modi.
Essa proposta integra uma crescente agenda de colaboração em inovação entre países emergentes. Juntando nações com grandes populações e mercados em crescimento, o Brics busca criar maneiras alternativas de financiar empresas tecnológicas, reduzindo a dependência dos centros globais comuns de investimentos.
De acordo com a presidência indiana, espera-se que este fundo impulsione projetos em áreas como inteligência artificial, infraestrutura digital, saúde, energia limpa e soluções para os desafios urbanos e ambientais.
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