Notícias
Dino sugere envolvimento de Mário Frias em esquema de desvio de emendas
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino revelou a existência de indícios que apontam para a participação do deputado federal Mário Frias como líder em um esquema ilegal que desviava recursos destinados a emendas parlamentares. Segundo as investigações, os recursos desviados teriam sido usados para financiar o filme Dark Horse, uma produção que dramatiza a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em despacho divulgado neste domingo (13), Dino declarou que “há repetidas referências, dentro do percurso criminoso, a um deputado federal, o Sr. Mário Frias, que, segundo as hipóteses da investigação, desempenharia papel de liderança na suposta organização criminosa”.
Dino está à frente da investigação sobre irregularidades no uso das emendas parlamentares e recebeu informações da Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores do Foro Central Criminal Barra Funda, localizada em São Paulo.
Os documentos provenientes da Justiça paulista contribuíram para formar a convicção acerca do papel proeminente de Mário Frias nesse esquema de desvio de dinheiro público.
Operação Make Up
No último dia 10, Dino autorizou a realização da Operação Make Up. Nesta ação, a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão distribuídos por São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.
Entre os alvos estavam o próprio deputado federal Mário Frias, que foi secretário da Cultura no governo Jair Bolsonaro e atuou como roteirista do filme Dark Horse, além da empresária Karina Gama.
Relatórios da Controladoria-Geral da União indicaram irregularidades na aplicação de cerca de 2 milhões de reais em emendas de Frias direcionadas a duas instituições registradas em nome de Karina Gama: o Instituto Conhecer Brasil e a Academia Nacional de Cultura.
Vínculos com o PCC
No despacho, Dino ressaltou que as investigações apontam conexão entre o desvio desses recursos e grupos ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo o ministro, além do uso de verba pública para o filme Dark Horse, os dados enviados pela Justiça de São Paulo indicam a existência de um esquema de corrupção com vínculo direto ao PCC.
“No andamento da investigação, fortalece-se a ideia de uma ligação indissociável em um elaborado esquema de destinação e desvio de recursos públicos, com ênfase nas emendas parlamentares federais e recursos destinados à prefeitura de São Paulo. Essa organização teria inclusive conexões com a facção PCC, conforme apontado na linha investigativa do processo”, destacou Dino.
A prefeitura de São Paulo foi contactada para comentar o caso e aguarda resposta. A assessoria do deputado Mário Frias também foi procurada, porém ainda não se manifestou.
Cidades
Encontro de blocos celebra o frevo no Recife Antigo
No último domingo (13), o Paço do Frevo foi palco de uma edição especial do Arrastão do Frevo, celebrando o Dia Nacional do Frevo com o encontro das tradicionais agremiações olindenses Eu Acho É Pouco e Minhocão de Olinda. O evento reuniu uma grande quantidade de foliões e fez parte de um festival especial, que acontece em comemoração à data, celebrada nesta segunda-feira (14).
Para homenagear o frevo, o museu ficará aberto de forma excepcional nesta segunda, das 10h às 18h, oferecendo aulas de dança e música, visitas guiadas, além da esperada apresentação da Orquestra Paranampuká e da Cia. Abre-Alas.
As festividades começaram às 17h com um show ao lado do Paço do Frevo, protagonizado pela Orquestra Malassombro. Paralelamente, na Avenida Rio Branco, os blocos Eu Acho É Pouco e Minhocão de Olinda promoveram um esquenta animado para o cortejo principal.
Depois, os blocos seguiram em cortejo até o Paço do Frevo: Eu Acho É Pouco percorreu a Rua da Guia acompanhado pela Orquestra Henrique Dias, enquanto o Minhocão de Olinda seguiu pela Rua do Bom Jesus ao som da Orquestra Vermelha e Amarela, regida pelo maestro Risonaldo Verçosa. O encontro dos dois grupos em frente ao museu foi marcado por muita dança, frevo e empolgação dos participantes.
Comemoração e união
Luciana Veras, integrante do Eu Acho É Pouco, destacou que embora a agremiação seja de Olinda, desfilou por muitos anos no Recife. Ela ressaltou a alegria de participar da programação ao lado do parceiro Minhocão, formando um momento especial de celebração do frevo.
Sandro Valongueiro, presidente do Minhocão de Olinda, descreveu a festa como um encontro emocionante entre amigos e defensores da cultura popular, ressaltando a importância de realizar a celebração no Paço do Frevo, considerado o templo do frevo.
Valorização do frevo
A diretora do Paço do Frevo, Luciana Félix, comentou sobre a expansão das comemorações do Dia Nacional do Frevo para um festival maior, com diversas atividades como empreendedorismo, música, dança e gastronomia, promovendo o frevo em diferentes aspectos além da data oficial.
A secretária de Cultura do Recife, Milu Megale, reforçou o compromisso da prefeitura em incentivar a arte e a cultura ao longo do ano, especialmente a valorização do frevo. Ela destacou a importância do evento na formação de novas plateias e no ensino às crianças sobre os diferentes estilos do frevo, contribuindo para a preservação dessa tradição cultural da cidade.
Economia
Brics lança sistema unificado para evitar pandemias e melhorar ações em desastres
A preparação para futuras emergências de saúde e meio ambiente foi destaque no segundo e último dia da 18ª Cúpula do Brics, realizada em Nova Délhi, Índia.
Um Sistema Integrado de Alerta para doenças contagiosas, junto com novas diretrizes para gerenciamento de catástrofes naturais, foi apresentado neste domingo (13) pelo primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, que defendeu uma colaboração entre os países para enfrentar riscos que ultrapassam fronteiras.
Segundo ele, “pandemias, desastres ambientais e interrupções nas cadeias de suprimentos demonstram que em um mundo interconectado nenhuma crise se restringe a uma única área.”
Este sistema facilitará a troca de dados entre os países para detectar surtos de forma rápida e implementar ações eficazes de prevenção e resposta. A base de dados também incluirá informações sobre eventos climáticos e desastres naturais.
Esta iniciativa faz parte do eixo de Resiliência, considerado central na agenda do Brics em 2026, sob a presidência da Índia.
Outro progresso anunciado foi a criação de um Marco de Cooperação para Logística e Cadeias de Suprimentos, que busca garantir rotas comerciais mais seguras e minimizar falhas causadas por crises mundiais.
Para a Índia, fortalecer a preparação conjunta é fundamental diante do aumento de pandemias, enchentes, ondas de calor e outros eventos extremos que impactam diretamente as pessoas e as economias dos países em desenvolvimento.
Economia
Nova rede digital usa IA para ajudar agricultores do Brics
A agricultura foi um dos temas principais discutidos na 18ª cúpula do Brics, realizada no domingo (13), em Nova Délhi, na Índia. O bloco internacional anunciou um novo projeto chamado Rede de Agricultura Digital, que pretende integrar inteligência artificial, tecnologia geoespacial e infraestrutura digital pública para apoiar os agricultores dos países membros.
O projeto foi apresentado pelo primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, durante a cúpula e está inserido no pilar de inovação do encontro.
A iniciativa busca colaboração entre os países para criar ferramentas que melhorem o monitoramento das plantações, aumentem a produção agrícola e tornem as decisões mais acertadas diante de condições climáticas severas.
Narendra Modi declarou que essa rede trará novas possibilidades para os agricultores, conectando tecnologia avançada com as demandas reais das comunidades rurais.
Os detalhes operacionais ainda estão sendo acordados entre as nações, mas o projeto já mostra um avanço na convergência entre tecnologia e segurança alimentar, um tema vital para países que são grandes produtores agrícolas.
Além disso, a presidência indiana revelou a criação de centros especializados em agroecologia e agricultura regenerativa. Esses centros terão o propósito de combinar o conhecimento tradicional com a ciência moderna, promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis, adaptáveis e capazes de resistir às mudanças climáticas como secas e enchentes.
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