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EUA transferem até 7.000 prisioneiros do grupo Estado Islâmico da Síria para o Iraque
Os Estados Unidos iniciaram nesta quarta-feira (21) uma ação que pode resultar na movimentação de até sete mil detidos associados ao grupo extremista Estado Islâmico da Síria para o Iraque, conforme informado pelo Exército americano.
O objetivo dessa iniciativa, que teve início com a transferência de 150 combatentes, é garantir que esses terroristas permaneçam sob custódia em locais de detenção seguros, conforme comunicado pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), órgão responsável pelas operações militares no Oriente Médio e em partes da Ásia Central.
Brad Cooper, comandante do CENTCOM, destacou em rede social a coordenação estreita com parceiros regionais, incluindo o governo do Iraque.
Segundo ele, facilitar a transferência organizada e segura dos detidos do Estado Islâmico é essencial para evitar escapes que poderiam representar ameaças diretas aos Estados Unidos e à estabilidade regional.
Recentemente, um acordo envolvendo um cessar-fogo e a incorporação da administração curda ao Estado foi firmado entre o presidente sírio, Ahmed al Sharaa, e o líder das Forças Democráticas Sírias (FDS), Mazloum Abdi. Conforme o pacto, o governo da Síria assumiria a responsabilidade pelos prisioneiros acusados de ligação com o Estado Islâmico.
Atualmente, milhares de ex-jihadistas encontram-se detidos em sete prisões sob controle curdo no norte e leste da Síria. Além disso, dezenas de milhares de familiares destes combatentes vivem nos campos de Al Hol e Al Roj.
Durante a guerra civil que assolou a Síria de 2011 a 2024, os curdos estabeleceram uma região autônoma no norte e nordeste do país. Suas forças, com o apoio de uma coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, conseguiram derrotar o Estado Islâmico.
No entanto, os Estados Unidos esclarecem que o propósito da aliança com as FDS foi concluído após a derrota do grupo extremista. Atualmente, o apoio está direcionado às novas autoridades islâmicas da Síria, que buscam restabelecer o controle total do país depois de anos em conflito.