Mundo
Eua mudam acusação contra Maduro sobre cartel de drogas
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) alterou a acusação contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que antes o vinculava como líder do suposto Cartel de Los Soles. A nova denúncia, apresentada após a captura de Maduro pelos EUA, não menciona mais essa liderança.
Na primeira acusação, o termo “Cartel de Los Soles” aparecia repetidamente, e Maduro era chamado de chefe dessa organização. A peça dizia que Nicolás Maduro Moros ajudou e liderou o cartel enquanto consolidava seu poder na Venezuela.
A nova denúncia destaca que o Cartel de Los Soles é mencionado apenas duas vezes, sem ligação direta com Maduro. Em vez disso, descreve que Maduro e seu antecessor, o ex-presidente Chávez, participam de um sistema corrupto onde elites se beneficiam do tráfico de drogas e da proteção a criminosos.
O documento oficial dos EUA fala de um sistema de clientelismo comandado por pessoas no topo, identificadas como o Cartel de Los Soles, referindo-se a um símbolo militar venezuelano.
Essa mudança de abordagem reflete as dificuldades em provar a existência formal do cartel, já que nem a ONU nem órgãos americanos como a DEA mencionam esse grupo em seus relatórios.
Especialistas indicam que, ao desconsiderar o cartel como uma organização formal, o Departamento de Justiça aposta em acusações baseadas em atos individuais comprováveis de narcotráfico, corrupção e associação criminosa, o que pode fortalecer as acusações contra Maduro.
Mesmo com a mudança, Maduro continua acusado de crimes relacionados ao tráfico de drogas, incluindo cooperação com grupos armados na Colômbia e cartéis mexicanos.
Em depoimento, Maduro declarou sua inocência e se definiu como prisioneiro de guerra após ser capturado por militares dos EUA. O governo venezuelano alega que as acusações são usadas para justificar uma intervenção militar que visa controlar as vastas reservas de petróleo do país.
O ex-presidente Donald Trump teria pressionado o novo governo da presidente interina Delcy Rodríguez para ter acesso aos campos petrolíferos. Em encontro da Organização dos Estados Americanos, o embaixador dos EUA afirmou que os recursos do país não podem estar nas mãos de adversários do hemisfério ocidental, mencionando o Irã, Rússia, Hezbollah, China e agências cubanas como influências negativas.
Segundo o diplomata, não será permitido que a Venezuela se torne uma base de operações para esses Estados e grupos, ressaltando a importância estratégica da região para os EUA.
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EUA registram aumento no volume de petróleo passando pelo Estreito de Ormuz
O volume de petróleo bruto, carga e gás natural liquefeito que cruzou o Estreito de Ormuz nas últimas duas semanas alcançou o maior patamar dos últimos seis meses, de acordo com um comunicado divulgado neste sábado (19) pelo Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), uma das unidades de combate do Departamento de Defesa americano, na plataforma X.
De acordo com o Almirante Brad Cooper, comandante do Centcom, as forças armadas dos EUA ajudaram no transporte de mais de um bilhão de barris de petróleo pelo Estreito de Ormuz nos últimos dois meses, enquanto o Irã não movimentou nenhum barril desde julho. Ele também indicou que os militares americanos ofereceram proteção a mais de dois mil navios comerciais que navegaram pela área.
“Estamos colaborando com todos os parceiros da região para fortalecer a defesa aérea, criar uma nova equipe de drones de ataque e garantir que o Estreito de Ormuz e suas águas próximas permaneçam abertos e livres de perigos”, afirmou Cooper em seu comunicado em vídeo.
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Pedro Porro não joga pela seleção espanhola por lesão
O lateral-direito Pedro Porro não poderá participar dos próximos jogos da seleção da Espanha na Liga das Nações da Uefa devido a uma lesão, conforme comunicado pela Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) neste sábado (19).
O atleta do Tottenham sofreu a lesão na partida contra o Aston Villa, que terminou com derrota de 3 a 1 para o Tottenham, válida pela 5ª rodada do Campeonato Inglês, realizada na manhã deste sábado.
Porro, integrante do time espanhol campeão da Copa do Mundo de 2026, precisou ser substituído ainda no começo do jogo, aos 19 minutos.
Até o momento, não foi divulgado um substituto para o jogador.
A seleção espanhola, por enquanto, mantém uma lista com 25 jogadores, segundo informações oficiais.
Porro havia sido convocado pelo técnico Luis de la Fuente para os primeiros jogos da Liga das Nações.
A equipe espanhola está no Grupo A3 e fará sua estreia na competição enfrentando a Inglaterra em Wembley no dia 26 de setembro. Em seguida, jogará contra a Croácia em Sevilha três dias depois, prosseguindo para a partida contra a República Tcheca no dia 3 de outubro, e encerrando essa fase contra a Croácia em Split, no dia 6 de outubro.
Mundo
Alerta de ataque aéreo em Riade com incêndio próximo ao aeroporto
Fumaça e chamas foram vistas no sábado (19) perto do aeroporto internacional de Riade, onde pela primeira vez desde a retomada do conflito no Iêmen entre os houthis e o governo apoiado pela Arábia Saudita, foi ativado um alerta de ataque aéreo.
Os residentes da capital saudita foram despertados por duas fortes explosões durante a madrugada, afetando significativamente o funcionamento do aeroporto pela manhã.
Correspondentes da AFP notaram que um depósito da empresa petrolífera estatal Aramco próximo ao aeroporto estava em chamas, enquanto os bombeiros se empenhavam para controlar o fogo.
Moradores relataram também uma grande coluna de fumaça visível nas imediações do aeroporto.
Pela manhã, o site especializado Flightradar24 anunciou que vários voos foram cancelados ou atrasados em Riade, mas no período da tarde o tráfego aéreo voltou à normalidade.
As autoridades sauditas não forneceram qualquer informação sobre as explosões e ignoraram os pedidos de comentário da AFP. Já os houthis não assumiram responsabilidade por qualquer ação recente.
Alerta e receios
A retomada do conflito no Iêmen fez com que os ataques contra a Arábia Saudita por parte dos houthis, grupo pró-Irã que controla grande parte do Iêmen, aumentassem.
Recentemente, Riade acusou os houthis de terem atacado Meca, cidade sagrada do islã que recebe milhões de peregrinos anualmente, acusação que o grupo pró-iraniano chamou de “mentira”.
Os ataques houthis até então tinham como alvo principalmente instalações petrolíferas e bases militares no sul do país e na costa do Mar Vermelho, sem jamais atingir a capital.
Uma mensagem enviada aos habitantes de Riade antes das 3h locais (21h00 de sexta-feira, no horário de Brasília) os alertou sobre uma “ameaça aérea hostil” e orientou que permanecessem em casa.
“Ouvi o alarme e minhas janelas tremeram”, relatou à AFP um jovem de 27 anos da zona norte da cidade. “Foi realmente assustador. Eu não esperava isso.”
Outro morador descreveu o episódio como “aterrorizante” e disse ter ficado especialmente preocupado porque, ao contrário de vezes anteriores, o sinal de fim do alerta demorou a chegar.
Contexto e escalada
O conflito no Iêmen começou em 2014, quando os houthis tomaram a capital Sanaa e outras áreas, provocando, em março de 2015, uma intervenção militar liderada pela Arábia Saudita.
Uma trégua delicada obtida em 2022 foi quebrada em julho, após os houthis desafiarem o controle aéreo saudita permitindo que um avião iraniano pousasse no país.
O grupo também declarou bloqueio naval contra a Arábia Saudita e iniciou ataques a navios na região do Mar Vermelho.
Este mês, os houthis avançaram rapidamente, tomando o controle da costa do Mar Vermelho, incluindo o estratégico Estreito de Bab el-Mandeb, rota vital que conecta Ásia e Europa pelo Canal de Suez, e importante para a Arábia Saudita, especialmente após o Irã ter bloqueado o Estreito de Ormuz.
Embora isso tenha causado preocupação nos mercados globais, os houthis afirmam não ameaçar o tráfego marítimo, exceto a Arábia Saudita, que é um dos maiores exportadores de petróleo do mundo.
Nos últimos confrontos entre forças pró-Irã e governamentais, 48 pessoas foram mortas, sendo 17 soldados e 31 combatentes houthis, segundo fontes militares.
Para Anna Jacobs, do Arab Gulf States Institute em Washington, Arábia Saudita e houthis estão “presos em uma espiral de escalada”, e apesar de Riade planejar reagir aos ataques, ela acredita que a única solução para o conflito é a negociação.
Desde a retomada das hostilidades, a ONU calcula que mais de 112.000 pessoas foram forçadas a abandonar suas residências e quase 3.000 fugiram pelo mar para Djibouti, na outra margem do Estreito de Bab el-Mandeb.
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