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Eduardo Leite: ‘Volume grande de doações pode impactar o comércio do RS’

Governador do Rio Grande do Sul vem sendo criticado após afirmar que doações em excesso podem afetar comércio local

O Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), disse que o restabelecimento do comércio local pode ser afetado pelo grande volume de doações que estão sendo feitas aos gaúchos. Em sua fala, Leite ressalta que não está “desprezando” as doações, mas pontua que o impacto das doações é uma preocupação do estado. A declaração do governador gaúcho vem sendo criticada nas redes sociais.

“Pedi à nossa equipe aqui que ajude a estruturar, na medida do possível, ferramentas e canais para que aquelas pessoas de outros locais que queiram fazer doações possam fazer essas doações também ajudando o comércio local, que está impactado. Na verdade, quando você tem um volume tão grande de doações físicas chegando ao estado, há um receio, como nós já observamos em outras situações, sobre o impacto que isso terá no comércio local”, disse Eduardo Leite em entrevista à BandNews, nessa terça-feira (14/5).

“O reerguimento desse comércio fica dificultado na medida em que você tem uma série de itens que estão vindo de outros lugares do país. Não quero ser entendido como alguém que está desprezando isso, pelo contrário, muito bem recebido, mas inclusive isso também gera uma preocupação aqui para nós sobre os impactos em comércio local aqui do Rio Grande do Sul”, continuou

Pedido de desculpas

Horas após o ocorrido, Eduardo Leite usou suas redes sociais para pedir desculpa pela declaração. O governador voltou a dizer que não teve a intenção de desprezar as doações e pontuou que a preocupação com o comércio será em outro momento. Leite ainda disse que as últimas semanas têm sido “brutais” e pediu compreensão à ocasião. “Ninguém está livre de errar”, disse.

Em sua fala, também agradeceu a todos pela mobilização e solidariedade em favor da população gaúcha.

“Em nenhum momento eu tive a menor intenção de inibir ou desprezar as inúmeras doações que o Brasil e o mundo estão fazendo para ajudar o nosso Rio Grande do Sul nessa reconstrução. São todas as doações muito importantes e bem-vindas. Eu peço que entendam, entre tantas preocupações que a tragédia nos traz, está também a situação dos nossos pequenos comerciantes. Aqueles que tinham uma lojinha, um pequeno armazém, um bazar, que perderam tudo. E também daqueles que não perderam, mas que viram a sua atividade despencar por conta da situação que a gente está vivendo aqui no nosso estado. Ao falar sobre essa situação, eu acabei misturando com a questão das doações”, pontuou o governador.

“O impacto nos comércios locais vai ser preocupação para um outro momento, e não durante essa onda de solidariedade que está nos abraçando. O nosso desafio enquanto governo é o de lidar com essa complexa logística com relação às inúmeras doações que não param de chegar, fazendo com que elas cheguem de fato a quem mais precisa. E também de encontrar mecanismos para ajudar os comerciantes locais a se reerguerem. Portanto, o meu mais sincero pedido de desculpas pela confusão que possa ter causado no entendimento de algumas pessoas”, concluiu.

Fala foi criticada

Em suas redes sociais, a deputada federal Fernanda Melchionna (Psol-MG) criticou o posicionamento do governador e afirmou que “o momento exige socorro a quem perdeu tudo”. “O RS está em calamidade. Nosso povo afetado faz apelo publicamente para que, quem puder, ajude com doações, seja em dinheiro, alimentos e itens necessários. É um absurdo o governador sugerir que doações estão impactando no comércio local”, criticou.

“Já outros internautas afirmaram que o governador está mais preocupado com empresários e com o comércio do que com os moradores que precisam de auxílio. “Eduardo Leite sugere que doações físicas são prejudiciais, pois afetam o comércio local. Ele está pouco se lixando se as pessoas que perderam tudo estão precisando com urgência, o que não pode acontecer é afetar o lucro dos empresários. Agora, quando a doação física vem do Elon Musk, ele só tem a agradecer!”, criticou um internauta, no X (antigo Twitter).

“Será que o Eduardo Leite sabe que o comércio local também foi afetado e precisa de doações? Ou ele tá preocupado com empresários? Que bizarro reclamar do volume de doações, que fala, no mínimo, mal formulado de um governador nessa situação”, comentou outro usuário.

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Polícia Civil investiga queda de balão tripulado que matou uma pessoa

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Aeronave levava mais de 30 pessoas

Agência Brasil

Polícia Milita de SP/Divulgação
Versão em áudio

A Polícia Civil investiga a queda de um balão tripulado, ocorrida na manhã de domingo (15), em Capela do Alto, São Paulo, causando uma morte. A aeronave carregava mais de 30 pessoas. O caso está sendo investigado como homicídio culposo, segundo informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP).

Segundo a pasta, o piloto do balão foi preso em flagrante, e os exames periciais, assim como o laudo necroscópico, estão em elaboração e serão analisados para determinar tanto as causas do acidente quanto a causa da morte da vítima.

“Durante o voo, o piloto realizou tentativas mal sucedidas de pouso em áreas inadequadas, o que resultou na queda dos ocupantes. Uma das vítimas, uma mulher, foi socorrida e levada a um hospital em Sorocaba, mas não resistiu aos ferimentos”, diz nota da SSP.

A Guarda Civil Municipal prestou os primeiros socorros no local.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) também apura o caso.

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Avião dá voltas sobre o mar e 1º voo Recife-Madri é cancelado de novo

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Na madrugada desta sexta (13/6), o avião voltou ao aeroporto da capital de Pernambuco, depois de passar algumas horas sobrevoando o mar

Diario de Pernambuco

Reprodução

Pela segunda vez consecutiva, o voo inaugural da rota Recife-Madri (Espanha), da Azul Linhas Aéreas em parceria com a empresa euro Atlantic, registrou problemas. Na madrugada desta sexta (13/6), o avião voltou ao Recife, depois de passar algumas horas dando voltas sobre o mar.

O incidente já tinha acontecido na terça-feira (10/6), quando a mesma aeronave já havia forçado o cancelamento do voo. Naquele dia, teria sido alegado um problema técnico. O novo problema começou ainda na noite desta quinta-feira (12/6). O avião, segundo informações de passageiros, decolou depois das 23h, com atraso de duas horas.

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Principais restrições do calendário eleitoral começam em julho

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Primeiro turno das eleições municipais será no dia 6 de outubro

 

Marcelo Camargo/Agência Brasil

A partir deste mês, começam a valer as principais restrições previstas no calendário eleitoral para impedir o uso da máquina pública a favor de candidatos às eleições municipais de outubro. As vedações estão previstas na Lei das Eleições (Lei 9.504/1997).

No dia 6 de julho, três meses antes do pleito, começam as restrições para contratação e demissão de servidores públicos. A partir do dia 20, os partidos podem realizar suas convenções internas para a escolha dos candidatos aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereadores.

O primeiro turno das eleições será no dia 6 de outubro. O segundo turno da disputa poderá ser realizado em 27 de outubro nos municípios com mais de 200 mil eleitores, nos quais nenhum dos candidatos à prefeitura atingiu mais da metade dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos, no primeiro turno.

Confira as principais restrições

6 de julho 

Nomeação de servidores – a partir do próximo sábado (6), três meses antes do pleito, os agentes públicos não podem nomear, contratar e demitir por justa causa servidores públicos. A lei abre exceção para nomeação e exoneração de pessoas que exercem função comissionada e a contratação de natureza emergencial para garantir o funcionamento de serviços públicos essenciais.

Concursos  – A nomeação de servidores só pode ocorrer se o resultado do concurso foi homologado até 6 de julho.

Verbas  – Os agentes públicos também estão proibidos de fazer transferência voluntária de recursos do governo federal aos estados e municípios. O dinheiro só pode ser enviado para obras que já estão em andamento ou para atender situações de calamidade pública.

Publicidade estatal – A autorização para realização de publicidade institucional de programas de governo também está proibida. Pronunciamentos oficiais em cadeia de rádio e televisão e a divulgação de nomes de candidatos em sites oficiais também estão vedados e só podem ocorrer com autorização da Justiça Eleitoral.

Inauguração de obras – Também fica proibida a participação de candidatos em inaugurações de obras públicas.

20 de julho

Convenções – A partir do dia 20 de julho, os partidos políticos e as federações poderão escolher seus candidatos para os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador. O prazo para realização das convenções termina em 5 de agosto.

Gastos de campanha – Na mesma data, o TSE divulgará o limite de gastos de campanha para os cargos que estarão em disputa.

Direito de resposta – Também começa a valer a possiblidade de candidatos e partidos pedirem direito de resposta contra reportagens, comentários e postagens que considerarem ofensivas na imprensa e nas redes sociais.

 

Agência Brasil

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