Brasil
Durigan: dívida pública cresce por causa dos juros; governo Lula controlou gastos
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (8) que o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve disciplina fiscal, não extrapolando os gastos, ao contrário do governo de Jair Bolsonaro e das propostas de seu filho, Flávio Bolsonaro.
“É fundamental acabar com a ideia de que o governo gastou além do previsto, uma percepção que a oposição tenta impor e que o mercado por vezes aceita”, declarou Durigan em entrevista à CNN Brasil. “Neste ano, foram contingenciados R$ 16 bilhões e estamos promovendo corte de benefícios fiscais, aplicando um corte linear de 10% em benefícios infraconstitucionais”, completou o ministro.
“Além da queda em 2023, que resultou do pagamento das contas de 2022, em 2024, 2025 e 2026 a receita aumentou mais do que as despesas, e dados do Banco Central indicam que o crescimento da dívida pública é consequência dos juros, e não do resultado primário”, destacou Durigan.
Durigan ressaltou que ele e o ex-ministro da Pasta, Fernando Haddad, foram responsáveis pela organização da política fiscal do país, assumindo um passivo referente a precatórios não pagos do governo Jair Bolsonaro. Ele também reforçou o compromisso do governo de alcançar o centro da meta fiscal e gerar superávits primários crescentes a partir de 2027.
“Constantemente revisamos os gastos tributários e primários”, afirmou Durigan. “Essa medida precisa ser mantida, como uma rotina diária. Não basta afirmar que está cuidando das finanças e ainda assim manter uma situação preocupante, como ocorre com o Flávio Bolsonaro. É necessário continuar a manter os gastos sob controle para garantir a saúde das contas públicas”, concluiu.
O ministro também aproveitou para defender o reajuste no programa Bolsa Família, explicando que ele foi possível graças à comprovação de espaço fiscal adequado, diferentemente da proposta da PEC Kamikaze apresentada por Jair Bolsonaro, que desorganizou o cadastro do programa.