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Democratas criticam ação ilegal na Venezuela; republicanos apoiam intervenção

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Parlamentares dos partidos democrata e republicano nos Estados Unidos mostraram opiniões contrárias neste sábado, 3, acerca da legalidade da intervenção promovida pelo governo americano na Venezuela. Os democratas afirmam que a operação foi ilícita por não ter recebido autorização do Congresso.

A deputada Melanie Stansbury, do Novo México e membro do Partido Democrata, declarou que o presidente dos EUA não pode conduzir ataques militares sem a aprovação do Congresso, e pediu que seus colegas bloqueiem as ações governamentais na Venezuela.

“Fica claro que estes ataques são ilegais. O presidente não possui autoridade para declarar guerra nem realizar operações militares amplas sem a aprovação do Congresso. O Congresso deve agir para conter essa situação imediatamente”, afirmou ela em sua conta na rede social X (antigo Twitter).

Jim McGovern, deputado democrata de Massachusetts, também colocou em dúvida a legalidade do ataque e criticou a destinação de recursos públicos para uma nova ação militar em meio a cortes em programas sociais nos Estados Unidos.

“Sem aval do Congresso — e com a maioria esmagadora dos americanos contra ações militares — o presidente Trump promoveu um ataque injustificado e ilegal contra a Venezuela. Ele alega falta de recursos para a saúde pública, mas consegue dinheiro ilimitado para a guerra?”, questionou.

O senador democrata Andy Kim, de Nova Jersey, acusou os secretários Marco Rubio (Relações Exteriores) e Peter Hegseth (Defesa) de terem mentido ao Congresso ao afirmar que as ações americanas na Venezuela não visavam a mudança de governo.

“O presidente Trump rejeitou o processo de autorização constitucional para conflitos armados porque sabe do forte sentimento contrários dos cidadãos americanos ao risco de mais um conflito bélico”, comentou no X.

Por sua vez, o senador republicano Mitch McConnell, de Kentucky, declarou que o presidente tem respaldo constitucional e histórico para realizar o uso limitado da força militar. O presidente da Câmara, também republicano da Louisiana, Mike Johnson, elogiou a decisão de Trump, classificando a ação como “decisiva e justificada”.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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