Notícias
Daniella Marques rebate estereótipos sobre mulheres de direita na disputa pela vice de Flávio
Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, figura entre as possíveis candidatas a vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL). Neste início de semana, ela criticou a tentativa do PT de associar mulheres conservadoras à submissão, destacando que as propostas do grupo de Flávio buscam ampliar a independência financeira das mulheres.
Em uma transmissão ao vivo no canal do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Daniella Marques também desmentiu rumores sobre a distribuição em larga escala de celulares pela pré-campanha.
Daniella salientou que as mulheres de direita frequentemente enfrentam estereótipos políticos criados pelo PT que as rotula como submissas, refutando essa ideia e ressaltando a igualdade entre os gêneros conforme preceitos religiosos.
O grupo de pré-campanha está desenvolvendo um pacote de ações focadas nas mulheres, incluindo segurança pública, acesso a crédito, saúde feminina e cuidados a idosos, com a proposta de integrar esses recursos em uma plataforma acessível, facilitando a utilização pelos cidadãos.
Daniella Marques enfatizou a relação entre a dependência financeira e a permanência de mulheres em contextos de violência doméstica, defendendo que o aumento da inserção no mercado de trabalho e o crédito acessível possam ajudar a modificar essa realidade.
Ela abordou também uma proposta de Flávio Bolsonaro para ampliar o acesso à internet e serviços digitais para pessoas de baixa renda, envolvendo até 70 milhões de mulheres, mas esclareceu que a ideia não contempla a distribuição gratuita de celulares em massa.
As discussões focam em alternativas para facilitar o uso de plataformas digitais, com possibilidades como bônus de dados móveis, reservando o fornecimento de aparelhos para situações específicas e dependentes da viabilidade financeira.
Daniella está entre as cotadas para a vice-presidência na chapa de Flávio Bolsonaro. Filiada recentemente ao Republicanos, ela integra a equipe de elaboração de políticas para o desenvolvimento econômico e social das mulheres.
Durante a transmissão, Eduardo Bolsonaro criticou o PT, acusando o partido de usar programas sociais com fins eleitorais, e defendeu investimentos em inteligência artificial para aumentar a competitividade do Brasil.
No evento de lançamento do plano Brasil Por Elas, ocorrido em 16 de junho, Daniella voltou a estar ao lado de Flávio Bolsonaro. O senador reafirmou a intenção de escolher uma mulher para a vice, além de considerar nomes como as deputadas federais Simone Marquetto e Clarissa Tércio.
Daniella Marques presidiu a Caixa Econômica Federal durante o governo de Jair Bolsonaro e atualmente é cofundadora do Grupo Pra Elas, iniciativa dedicada à capacitação e fortalecimento da autonomia financeira das mulheres.
Esporte
Uefa e clubes europeus debatem futuro do Mundial de Clubes em crise com a Fifa
A batalha política entre a Uefa e a Fifa ganha um novo capítulo nesta semana. O líder da organização europeia, Aleksander Ceferin, e o chefe da Associação Europeia de Clubes (ECA), Nasser Al Khelaïfi, estão reunidos em Salzburgo para avaliar o panorama do futebol mundial diante da desgastada administração de Gianni Infantino.
De acordo com a rádio britânica talkSPORT, um dos assuntos discutidos será o destino do Mundial de Clubes de 2029.
Nos bastidores, cresce a possibilidade de que os principais clubes europeus abandonem a competição, repetindo a resistência adotada por diversas federações nacionais do continente europeu contra a Fifa.
Existem ainda rumores sobre a criação de um campeonato internacional alternativo, organizado fora do controle da entidade máxima do futebol.
Apesar das especulações, fontes consultadas pelo jornal espanhol AS garantem que não há nenhum acordo formal entre a ECA e a Fifa para a edição de 2029. Assim, não há até o momento uma decisão oficial ou processo de boicote em curso.
O clima, contudo, é de ascendente insatisfação. Segundo o AS, vários clubes buscaram a ECA para manifestar descontentamento pela demora no pagamento das verbas de participação e dos recursos do mecanismo de solidariedade referentes ao Mundial de Clubes de 2025.
Essas reivindicações aumentam a pressão sobre a Fifa justamente em um período de grande tensão institucional.
A crise se agravou depois que Gianni Infantino tentou transferir parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo e de outras competições da Fifa para uma nova empresa, num movimento que previa a venda de 20% da subsidiária a fundos ligados ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A proposta enfrentou resistência intensa de federações e confederações, principalmente da UEFA, e foi retirada após a mobilização de dirigentes europeus, da Concacaf e de parte da Confederação Asiática de Futebol (AFC).
Desde então, a UEFA aumentou sua articulação política para fragilizar a candidatura de Infantino à reeleição para o comando da Fifa, prevista para 18 de março de 2027, em Rabat, Marrocos.
Países como País de Gales, Inglaterra, Finlândia, Romênia e Sérvia já declararam que não apoiarão o líder suíço. A Alemanha também sinalizou voto contrário, enquanto a Noruega é citada como outra federação que deseja votar contra sua permanência no cargo.
Dentro desse cenário, a aproximação entre Uefa e ECA adquire grande importância estratégica. Apesar de a entidade que reúne os clubes europeus ter apoiado integralmente a posição da UEFA na recente crise com a Fifa, uma eventual saída das principais equipes do continente do Mundial de Clubes causaria um impacto ainda maior para Infantino.
Os times europeus detêm grande parte do poder de atração comercial e esportivo do torneio, o que torna sua participação imprescindível para o êxito da competição.
Notícias
Justiça do Trabalho alerta para assédio eleitoral no trabalho
Com a proximidade das eleições, a Justiça do Trabalho destaca uma prática que tenta influenciar a liberdade dos eleitores na escolha de seus candidatos e no voto secreto: o assédio eleitoral no ambiente laboral. Em vários casos, empregadores ou pessoas em posição de autoridade tentam pressionar os trabalhadores a votar em um candidato específico, por vezes prometendo vantagens ou ameaçando o emprego.
Essa conduta é ilegal e pode acarretar sanções nas áreas trabalhista, eleitoral e até criminal.
O assédio eleitoral acontece quando alguém usa seu poder no local de trabalho para coagir, pressionar ou manipular os empregados a votar, deixar de votar ou apoiar um candidato, partido ou ideologia política.
Essas situações podem resultar em processos trabalhistas, principalmente quando há ameaça, constrangimento, discriminação ou abuso de poder por parte do empregador, com possibilidade de indenizações por danos.
Exemplos práticos
Uma empresa de embalagens em Rio Verde (GO) foi penalizada por coação política durante o segundo turno das eleições de 2022. Ficou comprovado que a empresa realizou reuniões para forçar empregados a apoiar um candidato, oferecendo folgas caso o candidato vencesse. A Justiça determinou indenização de R$ 1.000,00 por trabalhador ativo naquele período.
Outro caso ocorreu em Vitória (ES), onde uma empresa de coaching foi condenada a indenizar uma vendedora por assédio eleitoral. Os funcionários eram pressionados a manifestar apoio ao então presidente da República, candidato à reeleição. A vendedora que optou por não declarar suas escolhas foi demitida pouco antes do segundo turno, junto de outros colegas. Documentos e testemunhas confirmaram a pressão exercida pela empresa, que foi condenada a pagar R$ 8.000,00 de indenização.
Como identificar o assédio eleitoral
Nem toda discussão política no trabalho é assédio. O problema surge quando há pressão, ameaças ou constrangimentos relacionados ao emprego.
- Ameaçar demissão ou punição se o empregado não votar em alguém;
- Oferecer benefícios em troca de votos;
- Forçar participação em atos ou campanhas políticas;
- Exigir divulgação de candidatos nas redes sociais;
- Constranger a revelar o voto;
- Humilhar ou discriminar por opiniões políticas;
Tais práticas configuram abuso da relação empregatícia para influenciar a escolha do trabalhador nas eleições.
Como denunciar
Quem for vítima ou testemunhar esse tipo de assédio deve guardar provas, como mensagens, áudios, vídeos ou colher depoimentos. A denúncia pode ser feita ao Tribunal Superior do Trabalho, Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) ou Ministério Público do Trabalho (MPT), podendo ser mantido o anonimato do denunciante.
O CSJT criou uma página informativa para esclarecer dúvidas sobre assédio eleitoral, exemplos e penalidades.
Consequências para o empregador
O empregador que pratica assédio eleitoral pode sofrer multas, rescisão indireta do contrato (onde o empregado pode sair com todos os direitos trabalhistas), indenizações por danos morais e até punições criminais, que podem incluir prisão, dependendo da gravidade.
Para evitar esses problemas, o ideal é respeitar a liberdade política de cada trabalhador e não usar o ambiente de trabalho para influenciar votos, promovendo um local justo e sem pressões.
Mundo
Incêndio avança em reserva natural nos Países Baixos
Os bombeiros enfrentam desafios nesta terça-feira (4) para controlar um fogo que se espalha em uma reserva natural no sudeste dos Países Baixos, atingindo uma área de 100 hectares durante a noite, conforme informado pelas autoridades.
Este episódio representa o mais recente entre vários incêndios que têm ocorrido no oeste europeu, consequência de ondas de calor intensas que secaram rios e vegetação, fenômenos climáticos extremos que cientistas associam às mudanças climáticas causadas pela atividade humana.
O fogo iniciou por volta do meio-dia de segunda-feira em uma reserva próxima à localidade de Oostrum, na província de Limburgo, próxima à fronteira com a Alemanha.
As chamas consumiram 100 hectares no início da manhã de terça e ainda não foram completamente controladas, segundo a administração regional.
Os ventos, que mudam frequentemente de direção, aceleram a propagação do fogo, disse um porta-voz regional à agência de notícias ANP.
Quase 300 pessoas dos serviços de emergência atuaram no combate ao incêndio durante a noite. Helicópteros devem reiniciar as operações nesta terça-feira pela manhã, de acordo com as autoridades.
Como parte das medidas de precaução, um acampamento próximo foi evacuado e o transporte ferroviário na região foi interrompido temporariamente.
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