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Crise no STF domina eleições e atrapalha debate de propostas

A intensa crise institucional e política que assola o Supremo Tribunal Federal (STF) tem ocupado o centro das atenções na mídia nacional, desviando o foco das discussões sobre as propostas eleitorais, a menos de um mês do primeiro turno das eleições para presidente, governadores, deputados estaduais e membros do Congresso Nacional.

Desde a deflagração da Operação Compliance Zero, no final de 2025, conduzida pela Polícia Federal (PF), que investiga o envolvimento de autoridades — inclusive ministros do STF — com o empresário do antigo Banco Master, Daniel Vorcaro, as ligações entre o banqueiro e membros dos poderes têm causado grande repercussão na opinião pública.

Durante a campanha eleitoral, decisões isoladas de ministros do STF, como o afastamento temporário do comando da Polícia Federal, e as divergências sobre até onde as quebras de sigilo devem ir nas investigações, têm gerado disputas acaloradas entre os magistrados, monopolizando as notícias e discussões nas redes sociais.

Intensificação da crise

Especialistas consultados pela Folha de Pernambuco destacam que as investigações refletem o momento de instabilidade na política nacional. O professor, cientista político e colunista da Folha de Pernambuco, Luiz Otávio Cavalcanti, avalia que essa crise é complexa, envolvendo aspectos políticos, morais e institucionais, e vem se acumulando há vários anos, resultando do acúmulo e abuso de poder dentro do Supremo Tribunal Federal.

Luiz Otávio enfatiza que o problema ultrapassa o contexto eleitoral e ameaça o futuro do país, apontando diversos desvios legais e éticos que vêm sendo tolerados pelos magistrados da Corte Suprema.

Ele sugere três medidas para reduzir essa crise: que o presidente do STF, Edson Fachin, assuma a relatoria das investigações, que os processos instaurados pela Polícia Federal avancem sem interferências, e que haja total transparência sobre as apurações e decisões.

Disputa por espaço nas eleições

O professor e cientista político Alvaro Azevedo Neto ressalta que essa crise surge num momento sensível da democracia brasileira, desviando a atenção dos temas centrais das eleições, como economia, emprego, segurança, saúde e educação, para um julgamento político das instituições.

Para Alvaro, a gravidade maior está no envolvimento de autoridades em diferentes esferas, o que ampliou o conflito para dentro do próprio Supremo Tribunal Federal.

O episódio do Banco Master transcendeu uma simples investigação financeira, pois documentos, mensagens e contratos revelam conexões preocupantes entre agentes públicos e privados, tomando uma dimensão institucional significativa.

Reflexos na percepção pública

Alvaro Azevedo destaca os resultados da Pesquisa Datafolha, realizada entre 8 e 10 de setembro, que mostram que 85% dos entrevistados afirmaram que as acusações contra Alexandre de Moraes não influenciaram seu voto para presidente, e 86% disseram o mesmo em relação a André Mendonça. Todavia, 76% acreditam que os ministros do STF têm poder excessivo, 77% percebem o Supremo como mais desacreditado do que no passado, ainda que 71% considerem a Corte fundamental para a democracia.

O cientista político observa que os efeitos dessa crise ainda não estão claramente definidos, embora as estratégias políticas possam integrar o acontecimentos institucionais na campanha. Ele indica que um lado poderá defender a necessidade de limites ao Supremo e o equilíbrio entre os poderes, enquanto o outro buscará preservar a estabilidade institucional e a investigação dos fatos para evitar que uma crise interna no Judiciário se transforme em uma crise democrática mais ampla.

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Cidades

Professor Lupércio visita moradores em Sapucaia

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O Professor Lupércio, candidato a deputado estadual pelo PSD, esteve em Sapucaia nesta segunda-feira (14/09) realizando um atendimento porta a porta com os habitantes da região. Durante a visita, o ex-prefeito de Olinda dialogou com a comunidade, relembrando as mais de 90 ruas que foram asfaltadas em Sapucaia e também no bairro de Aguazinha durante seu mandato. Lupércio recebeu uma recepção calorosa dos moradores, que reconheceram e apoiaram o trabalho realizado na localidade.

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Economia

Limite de crédito para estados e municípios cresce em 2026

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Em 2026, estados, o Distrito Federal e municípios terão a possibilidade de contratar mais operações de crédito. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em uma reunião extraordinária, um aumento de R$ 2 bilhões no limite total anual de crédito autorizado, elevando-o de R$ 26,625 bilhões para R$ 28,625 bilhões.

Esse aumento possibilita mais espaço para que governos estaduais e municipais realizem empréstimos visando financiar projetos e investimentos, sempre respeitando as normas fiscais vigentes para 2026. As operações podem contar ou não com a garantia da União.

O incremento não representa aumento de despesa federal, pois foi obtido por meio de um levantamento feito pela Secretaria do Tesouro Nacional, que avaliou a situação fiscal dos entes que participam de programas de ajuste fiscal.

Foi identificado um espaço fiscal de aproximadamente R$ 7,87 bilhões que não estava previsto para uso até o final de 2026, composto por:

  • R$ 3 bilhões que já haviam sido remanejados anteriormente;
  • R$ 4,87 bilhões disponíveis;
  • Desse montante, R$ 2 bilhões foram alocados para os novos limites de crédito.

Segundo o CMN, a realocação era necessária devido à proximidade do esgotamento dos limites de crédito dos governos subnacionais.

Novos limites estabelecidos

A resolução do CMN eleva dois sublimites, que são partes específicas do limite total destinadas a tipos determinados de operação:

  • Com garantia da União: de R$ 7 bilhões para R$ 8,5 bilhões;
  • Sem garantia da União: de R$ 6 bilhões para R$ 6,5 bilhões.

Dessa forma, os dois grupos passam a contar com R$ 15 bilhões em limites de crédito para estados, Distrito Federal e municípios.

A garantia da União significa que o governo federal assume determinadas responsabilidades caso a entidade pública não cumpra com a dívida, reduzindo o risco da operação e facilitando a obtenção do crédito.

Outros limites permanecem

A decisão do CMN não modifica os demais sublimites já estabelecidos, que continuam com os seguintes valores:

  • Programa de Aceleração do Crescimento (PAC): R$ 2,8 bilhões com garantia da União e R$ 2,2 bilhões sem garantia;
  • Correios: R$ 8 bilhões;
  • Órgãos e entidades da União: R$ 625 milhões.

A resolução passou a valer a partir da data de sua publicação.

O papel do CMN

O Conselho Monetário Nacional é o órgão encarregado de definir diretrizes gerais para as políticas monetária, creditícia e cambial do país.

Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o conselho é composto também pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

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Brasil

Ibge vai acionar PF e Agu por notícias falsas sobre pesquisa de saúde

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) comunicou na última segunda-feira (14) que vai solicitar apoio à Polícia Federal e à Advocacia-Geral da União (AGU) para investigar a propagação de notícias falsas na internet relacionadas à Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2026).

O IBGE detectou uma campanha de desinformação nas redes sociais que sugere, incorretamente, que a pesquisa visa criar um “banco de DNA estatal”, informação que o instituto refuta veementemente.

Em comunicado oficial, o órgão esclareceu que a coleta de sangue e urina na pesquisa é feita exclusivamente para fins científicos e que os materiais serão descartados após os exames. O estudo analisa aspectos como os níveis de glicose, colesterol e creatinina da população.

Nos últimos dias, o IBGE destacou que a circulação dessas informações falsas tem prejudicado a realização da pesquisa em todo o território nacional, o que justificou a tomada das medidas legais para identificação dos responsáveis.

Sobre a pesquisa

O instituto explicou que a pesquisa é feita em parceria com o Ministério da Saúde e busca fornecer dados que auxiliem no planejamento de ações preventivas, serviços de saúde, campanhas de vacinação e na promoção de hábitos alimentares saudáveis.

Trata-se da terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde, iniciada em julho, que pretende visitar 140 mil residências para coletar dados sobre os hábitos de vida e o acesso a serviços de saúde da população brasileira.

Além da coleta de materiais biológicos, os agentes também medem peso, pressão arterial e altura de alguns entrevistados, até o fim de novembro.

A coleta de sangue e urina, feita por profissionais capacitados, envolverá entre 15 mil e 20 mil pessoas com 35 anos ou mais.

O IBGE afirmou: “Ao participar da PNS 2026, o cidadão não está apenas respondendo a uma pesquisa, mas colaborando para que o Brasil conheça melhor seu povo e possa planejar, agora e no futuro, cuidados em saúde adequados às necessidades da população brasileira.”

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