Esporte
Clube tenta no STF suspender fim dos patrocínios das casas de apostas
A publicação da Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que decretou o encerramento das operações das casas de apostas de quota fixa e a proibição imediata da veiculação de seus patrocínios, causou uma forte reação no futebol brasileiro.
Diante da ameaça de perda de receitas bilionárias e de eventuais cancelamentos por parte das patrocinadoras principais, clubes de elite do país decidiram recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar os efeitos da medida ou tentar suspender seu impacto no esporte.
O Flamengo foi um dos primeiros a movimentar-se no STF. O clube solicitou participação na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8027, ajuizada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que pede a suspensão da MP. O rubro-negro carioca mantém acordo com a Betano, patrocinadora também do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil, com valor anual de R$ 268,5 milhões.
O argumento do Flamengo é que o fim dos patrocínios relacionados às loterias de apostas de quota fixa causaria a perda direta do contrato principal. Estima-se uma perda orçamentária entre R$ 400 milhões e R$ 430 milhões para 2027, com impacto global de R$ 2,5 bilhões para o futebol brasileiro. Estes valores foram divulgados em declarações do presidente Luiz Eduardo Baptista.
Além disso, o clube ingressou com ação na ADI 7721, iniciada em 2024 pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), contra a regulamentação das apostas promulgada em 2023, incluindo a MP após sua publicação. A participação do Flamengo foi aprovada pelo ministro Luiz Fux, relator do processo no STF. O Fluminense também é parte interessada nesse processo.
O Botafogo acompanhou o rival e também entrou no STF para pressionar o fim do veto às apostas. O clube pediu para ingressar como amicus curiae na ADI 8027. No pedido, o alvinegro carioca argumenta que a supressão imediata do mercado de apostas compromete severamente receitas de patrocínio essenciais para o desenvolvimento do esporte nacional.
O Botafogo destaca ainda a importância da manutenção de suas obrigações financeiras durante sua recuperação judicial. O clube tem contrato até o fim de 2027 com a VBet, cujo patrocínio principal anual é de R$ 55 milhões.
Existe ainda a ADI 8024, movida pela Associação Nacional pela Segurança Jurídica dos Jogos e Apostas (Anseja), que busca derrubar a MP e ainda não possui relatoria definida, sem clubes envolvidos neste processo até o momento.
Além dos clubes cariocas, São Paulo, Ponte Preta, Vitória, Guaraní e Portuguesa também pediram para participar das ações 8027 e 7721. Alegam que a medida impacta contratos de patrocínio já firmados e o planejamento financeiro dos times, pleiteando a suspensão dos efeitos da MP e a criação de um período de transição para os contratos vigentes.
Segundo o documento da ação conjunta, a MP determina a retirada da publicidade e patrocínios relacionados às apostas em um prazo de dez dias, e o fim das autorizações para operação de apostas de quota fixa em trinta dias. Para os clubes, esses prazos são insuficientes para adaptar os contratos em vigor.
O veto às apostas
Espera-se que mais clubes brasileiros ingressem nas ações. Em 2025, os patrocínios das casas de apostas representaram R$ 1 bilhão em receitas para os clubes da Série A, equivalente a 7,9% das receitas totais das vinte equipes. As empresas também investiam em naming rights de campeonatos como o Brasileirão e a Copa do Brasil, além de placas publicitárias e inserções em transmissões televisivas.
A MP fixou o dia 5 de outubro como prazo para remoção dos sinais de patrocínio e publicidade relacionados às apostas em todo o país. O Santos e a Novibet suspenderam seus contratos, e a 7k notificou o Vitória sobre a rescisão.
O Botafogo já retirou a marca Vbet dos uniformes de treino e das redes sociais. O Flamengo fez o mesmo com a Betano. Não há confirmações oficiais sobre suspensão de contratos.
Desde a assinatura da MP em 25 de setembro, o Congresso Nacional possui 120 dias para decidir se a converte em lei federal, o que deve ocorrer apenas após as eleições presidenciais.
Esporte
Paulinho deixa o Mirassol com orgulho e segue para gigante brasileiro
Paulinho, ex-volante, anunciou sua saída do Mirassol após quase dois anos atuando inicialmente como coordenador e posteriormente como executivo de futebol.
Em comunicado publicado nas redes sociais neste sábado (03), o ex-jogador do Corinthians e da seleção brasileira expressou sua gratidão pela oportunidade dada pelo clube do interior de São Paulo.
“Comecei como coordenador técnico e tive a chance de assumir o cargo de executivo de futebol. Aprendi, evoluí, cometi erros e acertos, tomei decisões, superei desafios e vivi experiências que jamais imaginaria ao aceitar esse convite”.
“Encerro esse ciclo com muito orgulho. Orgulho do trabalho que realizamos, do caminho trilhado e da certeza de ter dado meu melhor todos os dias”.
Embora ainda não haja confirmação oficial, Paulinho deve acertar com o Cruzeiro nos próximos dias, conforme informações de portais do país. As negociações estão avançadas para que ele atue como coordenador técnico do clube mineiro.
Essa vaga está disponível desde dezembro de 2024, quando o ex-zagueiro Edu Dracena deixou a função.
Paulinho encerrou a carreira em setembro de 2024 devido a lesões, após passagens notáveis por Corinthians, seleção brasileira e futebol chinês. Seu último time como jogador foi o gigante paulista, despedindo-se em 27 de maio na partida contra o Racing pela Copa Sul-Americana.
Foi anunciado pelo Mirassol em dezembro do mesmo ano e colaborou para conquistas importantes do clube, como a classificação para a Copa Libertadores da América, fruto da histórica campanha no Campeonato Brasileiro.
Paulinho teve papel fundamental na formação do elenco do time paulista.
“Sou grato também à cidade e à torcida do Mirassol pelo afeto e por me fazerem sentir parte desta trajetória. Aqui encontrei muito mais do que um clube. Conheci pessoas que se tornaram amigas, famílias que se aproximaram e laços que levarei para sempre comigo”.
Esporte
Ancelotti está satisfeito com Data Fifa e vê futuro promissor para o Brasil
Carlo Ancelotti avaliou de forma positiva o desempenho da seleção brasileira durante a Data Fifa de novembro. Para o treinador, este período foi essencial para ampliar as opções do time e testar jogadores ainda não experimentados anteriormente.
Em três jogos amistosos, o Brasil empatou em 1 a 1 e venceu por 4 a 2 a Austrália, antes de superar a Índia por 4 a 0 neste sábado, 3, em Calcutá.
“Terminamos este ciclo com a sensação de que os jogadores têm potencial para um desempenho ainda melhor. Cada atleta possui suas características e, no final, estamos satisfeitos com o que vimos. O importante não é o nível do jogo em si, mas sim fazer o melhor, considerando a condição e a pressão existente”, afirmou Ancelotti em entrevista coletiva.
O técnico utilizou os 26 convocados e experimentou diferentes esquemas táticos. Nove dos atletas chamados para essa Data Fifa foram convocados pela primeira vez.
Contra a Índia, Ancelotti reconheceu que o time enfrentou dificuldades para marcar o primeiro gol, mas destacou a mudança no jogo após o tento de Estêvão.
“Foi complicado abrir o placar, mas a partir do gol de Estêvão, conseguimos controlar melhor a partida”, disse.
O treinador também elogiou alguns jogadores que ganharam oportunidades durante a Data Fifa. Citou nominalmente Jair, Bontempo, Breno Bidon, Arthur Dias e os goleiros, reforçando a importância de dar continuidade ao desenvolvimento dos jovens talentos.
No entanto, Ancelotti apontou a falta de ritmo como um desafio para os atletas com poucos minutos em suas equipes de clube.
“É fundamental dar chances a esses jogadores, pois fica evidente que aqueles com menos tempo de jogo enfrentam mais dificuldades em partidas competitivas, como é o caso de Estêvão e Endrick”, explicou.
Este ciclo marcou o 20º jogo de Carlo Ancelotti no comando da seleção brasileira, com um histórico de 12 vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Ainda há uma Data Fifa agendada para 2024, entre 9 e 17 de novembro.
No dia 14, o adversário será o Japão, novamente rival do Brasil nas fases seguintes da Copa do Mundo, com o confronto previsto para acontecer em Singapura. Em seguida, o Brasil enfrenta o time local no dia 17.
Ancelotti comentou: “Esse período foi muito produtivo. Agora tenho uma noção mais clara para a próxima convocação, que provavelmente não terá grandes alterações, mas quero analisar outros jovens que ainda não estavam prontos para essa etapa da Data Fifa”.
Esporte
Mulher de 65 anos conquista três vezes o título mundial em levantamento de peso após dois anos de treino
Aos 65 anos, a britânica Martine Barons alcançou seu terceiro título mundial em levantamento de peso (powerlifting), menos de três anos após iniciar os treinamentos.
A atleta, residente em Stratford-upon-Avon, Inglaterra, competiu na categoria de 65 a 85 anos no Campeonato Mundial da AWPC, recebendo o troféu no dia 14 do mês passado.
Martine começou seus treinos durante o período de restrições provocadas pela pandemia da Covid-19 no Reino Unido, motivada por um seminário sobre a importância da atividade física na menopausa.
No evento, recebeu a recomendação para que mulheres dessem mais atenção aos exercícios de força. Pouco tempo depois, uma colega da Universidade de Warwick, que também é treinadora pessoal, a instruiu na técnica do levantamento terra (deadlift).
Conhecida popularmente como “The Deadlifting Grandma” (a avó do levantamento terra), Martine expressou surpresa com as mudanças que o treinamento trouxe a seu corpo.
“Notei uma transformação incrível no meu físico e nas minhas habilidades. Estou certa de que meu corpo está pelo menos 20 anos mais jovem”, afirmou em entrevista à BBC.
Esse terceiro título mundial foi obtido na competição da AWPC realizada em setembro, que reuniu mais de 450 atletas de 16 países, conforme dados da BBC.
Martine já havia conseguido títulos globais anteriormente e, em pouco mais de dois anos, participou de 16 eventos de powerlifting.
Ela relata que, além das vitórias nas competições, o treino gerou melhorias em sua rotina diária.
“Se preciso mudar móveis em casa, consigo. Posso lançar meus netos ao ar e brincar com eles”, declarou.
Além disso, acrescentou: “Minha postura melhorou e me sinto mais capaz e confiante em minhas atividades diárias”, relatou.
De acordo com Martine, a prática física aumentou sua mobilidade, força e segurança. Ela sugere que aqueles com receio de ir a uma academia comecem de modo gradual em casa, utilizando faixas de resistência e um programa de exercícios adequado.
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