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Cirurgia nas amígdalas: quando é necessária para crianças

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A influenciadora Virginia Fonseca comunicou em suas redes sociais que suas filhas, Maria Alice, de 5 anos, e Maria Flor, de 3 anos, passaram por uma cirurgia para remover as amígdalas.

Ela explicou que as crianças apresentavam adenoides muito aumentadas, o que causava roncos noturnos.

Virginia afirmou que as operações transcorrem sem problemas: “Graças a Deus, tudo ocorreu conforme o esperado e foi um sucesso.”

Para acompanhar de perto a recuperação e proporcionar todo o cuidado necessário, Virginia informou que ficará ausente das redes sociais até que as filhas recebam alta médica.

De acordo com especialistas, esta cirurgia pode favorecer um sono melhor, o desenvolvimento e a qualidade de vida da criança, sendo indicada por otorrinolaringologistas.

Atualmente, o procedimento é reservado para casos específicos que afetam a saúde, o sono e o crescimento. Ele é recomendado quando sintomas persistentes e problemas respiratórios se manifestam.

Quando a cirurgia é recomendada

Uma das principais razões para a retirada das amígdalas é a ocorrência frequente de infecções na garganta. Pacientes que sofrem de amigdalites recorrentes, especialmente aquelas que demandam o uso excessivo de antibióticos, correm risco de resistência bacteriana e redução da qualidade de vida.

Além disso, infecções frequentes podem comprometer o papel imunológico das amígdalas, convertendo-as em foco contínuo de inflamação. Os sintomas incluem:

  • Cinco ou mais infecções por ano.
  • Intervalos curtos entre os tratamentos com antibióticos.
  • Dificuldade para se alimentar durante as crises.
  • Febres frequentes acompanhadas de desconforto prolongado.

Outra indicação comum é a obstrução respiratória devido ao crescimento anormal das amígdalas e adenoides, o que limita o espaço das vias aéreas superiores e dificulta a passagem do ar, principalmente durante a noite.

Essa obstrução pode ocorrer em dois locais:

  • Adenoide (na parte posterior do nariz): prejudica a entrada de ar pelo nariz.
  • Amígdalas (garganta): dificultam a passagem de ar pela orofaringe.

Isso pode resultar em sono agitado, raso e fragmentado, que não promove o descanso adequado. Os sintomas mais frequentes são:

  • Respiração barulhenta.
  • Roncos intensos durante a noite.
  • Sono fragmentado e irritabilidade.
  • Cansaço excessivo ao longo do dia.

É fundamental uma avaliação médica detalhada antes de recomendar a cirurgia, para entender o impacto real das infecções frequentes ou da obstrução respiratória na vida do paciente.

Diagnóstico da amigdalite

A amigdalite pode ser viral ou bacteriana. O diagnóstico baseia-se na história clínica e no exame físico. O primeiro passo é identificar a causa, se viral ou bacteriana.

Sinais de infecção bacteriana costumam ser:

  • Dor de garganta com início súbito.
  • Febre alta (acima de 38,5 graus) que não cede a antitérmicos comuns.
  • Ausência de sintomas de gripe.
  • Presença de placa esbranquiçada nas amígdalas.
  • Gânglio dolorido próximo à mandíbula.

Já em infecções virais, os sintomas comuns são:

  • Dor de garganta acompanhada de perda da voz.
  • Nariz entupido e sintomas gripais.
  • Febre baixa que responde a antitérmicos.
  • Ausência de placas na garganta.

Tratamento

O tratamento depende da causa da amigdalite, se viral ou bacteriana, tornando o diagnóstico preciso essencial. Em geral, recomenda-se o uso de analgésicos e antitérmicos para aliviar os sintomas.

A maioria dos casos evolui sem complicações, porém, se não tratadas, as amigdalites podem levar a problemas locais, como a formação de abscesso periamigdaliano, que necessita de procedimentos para drenagem.

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