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China reage com represália após medidas comerciais dos EUA
A China declarou, nesta quarta-feira (5), que vai restringir exportações de drones para os Estados Unidos e adicionou seis empresas americanas em uma lista negativa. Essa ação ocorre em resposta às imposições comerciais feitas por Washington sob a justificativa de segurança nacional e combate ao trabalho forçado.
Segundo um porta-voz do Ministério do Comércio, as medidas adotadas pelo governo Trump afetaram gravemente os direitos e interesses legítimos da China.
China não tem outra alternativa senão aplicar contramedidas, afirmou o porta-voz.
No fim de julho, os EUA proibiram o uso de robôs humanoides e quadrúpedes, muitos produzidos na China, citando preocupações de segurança nacional.
Para garantir a segurança nacional, a China informou que intensificará o controle sobre a exportação para os EUA de produtos de uso duplo relacionados a drones, que podem ter fins civis e militares.
Os Estados Unidos também incluíram cerca de 40 entidades chinesas em sua lista negra para impedir o trabalho forçado, especialmente envolvendo a comunidade uigur na região de Xinjiang.
Como retaliação, Pequim proibiu transações e qualquer cooperação com seis empresas americanas, entre elas a Applied DNA Sciences e a Stratum Reservoir.
O vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, expressou sérias preocupações ao secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na semana passada, sobre as novas restrições comerciais.
Ao longo do ano passado, China e Estados Unidos estiveram envolvidos em um intenso conflito comercial, mas firmaram uma trégua em outubro, quando o então presidente Donald Trump recebeu o líder chinês Xi Jinping.