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Economia

Casa Branca vai suspender exportação de diesel dos EUA por 90 dias

A Casa Branca está organizando um plano para interromper as exportações de diesel por um período de 90 dias, buscando diminuir o custo do combustível dentro do país, segundo informações obtidas pelo site americano Politico com cinco fontes.

Essa iniciativa conta com o apoio do presidente Donald Trump, porém não é unânime dentro do governo e enfrenta críticas do setor petrolífero. Se a proibição for implementada, isso poderá impactar o Brasil, que importa cerca de 30% do diesel que consome.

O processo legal para estabelecer a restrição das vendas de diesel para o mercado externo ainda está sendo elaborado. Recentemente, Trump afirmou que apoiaria a ação, visando atender interesses político-eleitorais.

Senadores que disputarão as eleições de meio de mandato em novembro estão pressionando a aprovação do veto, argumentando que ele contribuiria para a redução do preço do diesel.

De acordo com o Politico, qualquer suspensão nas exportações representaria a primeira restrição desde que o governo de Barack Obama revogou, em 2015, uma proibição que durava décadas sobre a exportação de petróleo.

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Economia

Embraer investiga falha no GPS: saiba por que aviões conseguem voar e pousar sem esse sistema

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Uma falha tecnológica inesperada causou transtornos para companhias aéreas em várias partes do mundo nesta terça e quarta-feira, levando ao cancelamento de dezenas de voos.

O problema afetou os sistemas de GPS dos jatos modernos da família E2 (E190-E2 e E195-E2), a nova geração de aviões comerciais da Embraer. No Brasil, a Azul precisou cancelar mais de 80 voos, mas o impacto alcançou também países como Canadá e algumas regiões da Europa, ainda que em menor grau.

Para superar a situação, a fabricante brasileira estabeleceu uma sala de crise em parceria com a americana Honeywell, que fornece os componentes eletrônicos das aeronaves.

Mas, afinal, como opera esse sistema, que interrompeu momentaneamente a frota global de mais de 200 aviões, e por que uma falha no satélite não coloca a aeronave em risco?

Para compreender o problema, é necessário observar o painel dos aviões, pois os jatos da linha E2 contam com um sistema eletrônico avançado chamado Primus Epic 2.0.

Esse equipamento foi desenvolvido pela Honeywell e passou a equipar os aviões da Embraer após um acordo milionário firmado em 2013, ainda na fase de projeto das aeronaves.

A grande vantagem desse sistema é oferecer a aviões regionais menores uma tecnologia de ponta semelhante à de aeronaves maiores que atravessam oceanos.

Na prática, o sistema transforma a cabine de comando, substituindo botões tradicionais por grandes telas e dispositivos semelhantes a mouses, que permitem aos pilotos modificar rotas em tempo real, como em um mapa interativo.

O computador exibe imagens tridimensionais do terreno, avisa sobre montanhas, projeta virtualmente a pista de pouso e conta com radar meteorológico inteligente para monitorar tempestades em diferentes altitudes. Para funcionar com precisão elevada, depende fortemente do sinal do GPS.

Avião pode voar sem GPS? Questão de segurança

A resposta curta é: sim, e com total segurança. Fotos do painel de alguns aviões E2 afetados pela falha mostraram alertas indicando a perda do sinal em ambos os receptores de GPS.

Isso impede que os pilotos utilizem o procedimento chamado “RNP AR”, que é uma aproximação de pouso guiada por satélite e exige alta precisão, especialmente em aeroportos com pistas curtas ou terrenos difíceis, como Congonhas.

No entanto, a ausência do GPS não deixa o avião “cego”. Os aviões comerciais possuem múltiplos sistemas de navegação redundantes, como sensores inerciais que calculam o movimento a partir de um ponto inicial e navegação por rádio baseada em antenas terrestres. Ou seja, mesmo sem GPS, a aeronave sabe sua posição e como chegar ao destino.

Na prática, o motivo pelo qual companhias aéreas como a Azul optaram por manter os aviões no solo não é o risco de se perderem no ar, mas sim protocolos operacionais rigorosos.

Voar sem o GPS limita as rotas, as condições meteorológicas permitidas para pouso e desrespeita normas legais para determinados voos.

É uma precaução operacional, não um perigo imediato que comprometa a segurança do voo.

Em comunicado, a Embraer informou que recebeu relatos de instabilidade no sistema GPS que afeta alguns tipos de aviões, inclusive a linha E2, e acompanha o caso junto a operadores e ao fabricante dos equipamentos.

“A empresa está oferecendo suporte técnico aos clientes e tomando as medidas necessárias para solucionar o problema. Embora o ocorrido possa impactar a programação das companhias, não há risco à segurança dos voos”, destacou a Embraer.

Reinício do sistema e investigação

Enquanto não se encontra uma solução permanente, os técnicos estão apostando no método clássico da informática: reiniciar o sistema. Conforme um boletim interno da Embraer divulgado pelo portal Aeroin, a recomendação temporária tem sido realizar uma reinicialização completa, conhecida como “cold restart”.

Isso consiste em desligar a energia dos módulos de navegação, utilizando os disjuntores, para limpar a memória e reiniciar o computador do zero.

Embora essa ação permita que o software volte a captar o sinal e elimine a mensagem de erro, é apenas uma solução provisória.

Diante do risco, várias companhias preferiram manter suas aeronaves no solo até que seja desenvolvida uma solução definitiva.

O problema será completamente solucionado quando os engenheiros da Honeywell liberarem uma atualização de software, que deverá ser instalada pelas equipes de manutenção em cada avião.

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Economia

Prazo final: empresas do Simples têm até 30 de setembro para escolher como pagar tributos

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Empresas que optaram pelo Simples Nacional estão chegando ao prazo final para decidir a forma de pagamento do IBS e da CBS. Até 30 de setembro, precisam escolher entre continuar pagando os tributos na guia única do Simples ou adotar um modelo híbrido. Em Pernambuco, essa decisão afeta mais de 160 mil Microempresas (MEs) e Empresas de Pequeno Porte (EPPs).

O Sebrae/PE recomenda que os empresários aproveitem este momento para analisar as características e o funcionamento do seu negócio, garantindo uma escolha mais segura. Aqueles que optarem agora poderão revisar a decisão até 30 de novembro. A opção escolhida entrará em vigor oficialmente a partir de janeiro de 2027.

Segundo Cleto Paixão, especialista em Finanças do Sebrae/PE, a possibilidade de mudar a decisão posteriormente torna o momento especialmente importante para os empresários.

“Quem fizer a escolha em setembro terá até o final de novembro para cancelar se perceber que o modelo não é o mais adequado para seu negócio. Quem não optar até este mês, permanecerá com o IBS e a CBS incluídos no Simples Nacional, sem possibilidade de alteração posteriormente”, explicou.

Por isso, é fundamental reunir informações sobre as operações da empresa antes de decidir, pois a escolha pode influenciar custos, formação de preços e competitividade.

“Um fator essencial a considerar é o perfil dos clientes. Empresas que atendem outras empresas (mercado B2B) podem achar vantagem no modelo híbrido, principalmente devido à dinâmica dos créditos tributários na cadeia produtiva”, destacou Cleto Paixão.

Já aquelas que vendem diretamente ao consumidor final, como restaurantes, lanchonetes e lojas de varejo, podem se beneficiar de manter IBS e CBS integrados ao Simples, dependendo do tipo de operação.

O prazo não é válido para Microempreendedores Individuais (MEIs), que seguem regulamentos próprios.

Para facilitar a decisão, o Sebrae oferece gratuitamente o Simulador da Reforma Tributária, que permite comparar diferentes cenários e obter uma primeira análise dos possíveis impactos de cada alternativa.

O Sebrae/PE também disponibiliza consultorias individualizadas, onde consultores analisam o perfil e faturamento da empresa junto ao empresário, apresentam os cenários possíveis e orientam sobre as opções de recolhimento.

Com o prazo se aproximando, o Sebrae/PE aconselha os empresários a não deixarem para decidir na última hora e a utilizarem as ferramentas disponíveis. Além do simulador e das consultorias, recomenda acompanhar seus canais oficiais para informações sobre as mudanças, prazos e fases da Reforma Tributária.

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Economia

Pernambuco é líder no avanço econômico do Brasil em 2026

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Pernambuco destacou-se como a unidade da Federação com o maior crescimento econômico entre as 17 regiões monitoradas pelo Banco Central, no período de janeiro a julho de 2026. Conforme o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), o estado alcançou um avanço de 5,32% comparado ao mesmo intervalo de 2025.

Esse desempenho supera em mais de três vezes o crescimento nacional, que foi de 1,50%, e é o dobro do aumento registrado na região Nordeste, que foi de 2,67%. Logo após Pernambuco, vêm Rio de Janeiro, com crescimento de 4,94%; Espírito Santo, 4,53%; e Mato Grosso do Sul, 4,50%.

Considerando os últimos 12 meses, de agosto de 2025 a julho de 2026, Pernambuco acumulou um incremento de 3,63%, ficando em quarto lugar entre os estados acompanhados pelo Banco Central, além de ser o maior do Nordeste. Durante este mesmo período, o Brasil alcançou crescimento de 1,48%.

Para a Danielle Jar Souto, secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, esse progresso é resultado da contribuição dos diversos setores da economia local.

“Os números indicam uma trajetória positiva para a atividade econômica do estado ao longo do ano, com destaque para a indústria e o comércio. Seguimos monitorando a evolução dos setores, especialmente aqueles com resultados mais moderados, para entender os movimentos da economia e promover um ambiente propício para a atividade econômica e novos investimentos.”

De janeiro a julho, o setor industrial de Pernambuco teve um crescimento de 16,5%, a segunda maior alta entre os estados brasileiros. No comércio varejista restrito, o aumento foi de 10,4%, o maior registrado em todo o país.

Entre maio e julho, Pernambuco apresentou crescimento trimestral de 0,59%, em contraste com a retração de 0,30% observada no Brasil. Também em julho, foram criadas 14.590 novas empresas no estado, o maior número desde 2012 para o mês. O total de empresas ativas ultrapassou pela primeira vez a marca de 800 mil.

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