Economia
Carteira de dividendos: veja os papéis mais recomendados para julho
A Petrobras foi a empresa mais indicada pelas instituições financeiras consultadas pela CNN para compor a carteira de melhores pagadoras de dividendos em julho.

Fernando Frazão/Agência Brasil
O levantamento considerou as avaliações de Santander, Empiricus, XP, Guide, Ativa e BTG Pactual.
Os papéis mais recomendados foram:
- 5 recomendações: Petrobras;
- 4 recomendações: Banco do Brasil, CPFL e Vale;
- 3 recomendações: BB Seguridade, Eletrobras e Itaú.
Após um impasse sobre o pagamento ou não de dividendos extraordinários, o conselho de administração da Petrobras aprovou em abril o repasse de 50% do valor total, referente ao exercício de 2023.
Com a distribuição, a equipe de analistas do Santander avalia manter o peso dos papéis da estatal em sua carteira. Já o BTG, optou por ampliar sua exposição à estatal.
“Embora a companhia esteja sinalizando maiores investimentos, a verdadeira questão para nós é se esse aumento em potencial poderia sacrificar a capacidade da empresa de distribuir dividendos substanciais, e acreditamos que não”, aponta a equipe do BTG em relatório.
Momento de incertezas
O Ibovespa encerrou o pregão de sexta-feira (28), o último de junho, em queda de 0,32% no dia. Apesar de ter acumulado alta de 1,47% no mês, o índice caiu 7,66% no primeiro semestre deste ano.
O que se avalia é que as incertezas se mantém e o mercado seguirá se pautando por elas.
“O cenário local segue girando em torno da dificuldade do governo em convencer o mercado quanto ao seu comprometimento fiscal”, aponta a Ativa Investimentos em relatório.
O governo trabalha com a meta de zerar o déficit neste ano e no próximo — após alterar a meta de 2025, o que não foi favorável para a imagem de responsabilidade fiscal.
Apesar de o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assegurar que o arcabouço será cumprido, o mercado vê o déficit primário em 0,7% do Produto Interno Bruto neste ano.
Lula se reuniu nesta quarta-feira (3) com ministros da área econômica do governo. Após o encontro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou que o presidente mantém seu compromisso com as contas públicas.
“A primeira coisa que o presidente determinou é ‘cumpra-se o arcabouço fiscal’. Não há discussão sobre esse respeito. Em 2024, 2025, 2026, o compromisso nosso é de cumprimento das leis complementares de finanças públicas”, comentou Haddad.
Segundo o chefe da equipe econômica, o governo realiza desde março um estudo entre os ministérios buscando despesas que podem ser cortadas. De acordo com Haddad, foram identificados R$ 25,9 bilhões em despesas obrigatórias, cujo corte, segundo o ministro, já foi autorizado pelo presidente.
O economista-chefe da XP Inc., Caio Megale, apontou em entrevista ao WW de terça-feira (2) que além da questão fiscal, outro imbróglio do cenário doméstico também segue na mira do mercado: a questão monetária.
“Essa transição para o próximo presidente [do BC] é uma espada, de fato, na cabeça. A gente não sabe exatamente quem vai ser a próxima ou o próximo presidente, qual vai ser a visão de política monetária que essa pessoa vai ter na hora de conduzir a taxa de juros, de tomar as decisões”, pontuou Megale.
“Acho que dar uma clareza e maior transparência de como vai ser a gestão da política monetária depois da transição do Roberto Campos e medidas efetivas no sentido de controlar as despesas do lado fiscal, eu acho que é o que vai trazer uma tranquilidade [para o mercado].”
Economia
Ibovespa avança com interesse em ativos de risco e atenção à eleição
O Ibovespa iniciou a semana com um desempenho positivo, fechando a sessão desta segunda-feira (21) em alta de 0,74%, chegando próximo dos 187 mil pontos (186.595,60 pontos). O cenário favorável no mercado local foi parcialmente influenciado pela maior disposição dos investidores a assumirem riscos no exterior, com o petróleo em queda significativa, e pelas expectativas acerca da possível mudança de governo nas eleições.
De acordo com Júlio César de Paula, gestor de renda variável da Selo Capital, a queda no preço do petróleo foi provocada por uma indicação da Arábia Saudita para disponibilizar mais barris, buscando minimizar os impactos na oferta da commodity após ataques árabes contra os houthis no Iêmen. Esse movimento influenciou diretamente a rentabilidade dos títulos do Tesouro dos EUA e os ativos de risco globalmente, como o EEM, o maior ETF de mercados emergentes negociado em Nova York, que subiu 2,69%.
Guilherme Miranda, head de Execução e Trading da Angatu Private, explica que a redução no preço do petróleo reflete uma inflação mais baixa, o que tende a reduzir as taxas de juros e beneficia os ativos de risco em geral.
Por outro lado, os investidores ajustaram suas carteiras, reduzindo a exposição à Petrobras, pois preços menores do petróleo implicam margens de lucro menores para a empresa. Essa queda na petrolífera (-0,99% ações ON e -1,03% ações PN) limitou a valorização do Ibovespa no dia, juntamente com a baixa de 1,12% nas ações da Vale.
Além das influências externas, fatores internos continuam a impactar o mercado. Nesta segunda-feira, informações sobre o plano econômico do possível governo de Flávio Bolsonaro (PL), que inclui o fim de impostos criados durante a gestão do presidente Lula (PT), também contribuíram para o desempenho positivo do Ibovespa.
As propostas econômicas dos concorrentes à Presidência ganham cada vez mais destaque à medida que o mercado financeiro aguarda novas pesquisas eleitorais que apontem para uma possível troca de poder, com esperanças de que uma vitória da chapa de direita resulte em maior disciplina fiscal.
Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, ressalta a expectativa de novos levantamentos de intenção de voto, como os previstos para esta semana. Ele afirma: “Pesquisas recentes confirmam o favoritismo do Flávio, o que contribui para perspectivas fiscais mais promissoras. Com isso, observamos a queda nas taxas de juros de longo prazo e a valorização dos ativos de risco no Brasil”.
Economia
Exploração na Margem Equatorial surpreende positivamente, mas licenciamento ambiental é demorado
Os resultados da exploração do primeiro poço na Bacia da Foz do Amazonas, que faz parte da Margem Equatorial, foram surpreendentemente positivos, afirmou nesta segunda-feira Sylvia Anjos, diretora-executiva de Exploração e Produção da Petrobras, ao destacar a relevância de explorar novas áreas para garantir a reposição das reservas de petróleo e gás da companhia. A executiva também comentou sobre os atrasos nas aprovações para o licenciamento ambiental.
— Foi uma resposta muito positiva, aguardada há mais de uma década. A obtenção da licença foi um processo bastante complexo — declarou Sylvia durante uma mesa-redonda sobre reposição de reservas na ROG.e, o principal evento do setor petrolífero brasileiro, realizado no Rio de Janeiro até esta quinta-feira.
A Petrobras anunciou no mês anterior a descoberta de hidrocarbonetos no poço Morpho, localizado a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá, dentro de um bloco na Bacia da Foz do Amazonas.
Sylvia destacou que a empresa recentemente conseguiu a licença ambiental para a perfuração de mais três poços no mesmo bloco onde o primeiro foi feito.
Essas novas perfurações são fundamentais para confirmar se a presença dos hidrocarbonetos poderá resultar em petróleo que seja economicamente viável para produção. Com esses três poços, será possível delimitá-lo com maior precisão.
— Espero que a área seja suficientemente grande para que possamos continuar o trabalho de exploração nessa região — concluiu a diretora.
De acordo com Sylvia, a reposição das reservas é crucial e deve ser constante, pois o processo exploratório normalmente exige tempo, frequentemente cerca de uma década.
— Não podemos abrir mão de nenhuma fonte de energia, especialmente do petróleo. A principal receita do país com comércio exterior provém da exportação de petróleo, portanto, renunciar a essa receita não seria vantajoso — ressaltou Sylvia, enfatizando a importância do licenciamento ambiental, que tem sofrido atrasos.
Economia
AAJUPE desenvolve ações sociais em Pernambuco
Sandra Paes Barreto, presidente da Associação dos Amigos da Justiça de Pernambuco (AAJUPE), juntamente com a vice-presidente, Ancelma Bandeira de Melo, visitaram a Folha de Pernambuco na tarde desta segunda-feira (21) para compartilhar um resumo das atividades realizadas pela organização nos últimos anos. Acompanhadas pelas diretoras Natália Cunha e Mônica Gil, elas foram recebidas pela vice-presidente da Folha de Pernambuco, Mariana Costa, Cláudia Monteiro, esposa do presidente do Grupo EQM e fundador da Folha, Eduardo de Queiroz Monteiro, e pela editora-chefe do jornal, Leusa Santos.
Com 46 anos de história, a AAJUPE conduz projetos focados em apoiar pessoas em situação de vulnerabilidade social, incluindo mulheres, crianças, adolescentes, pessoas com deficiência, ostomizadas e famílias em dificuldade.
De acordo com Sandra Paes Barreto, o propósito da associação é aproximar o sistema de Justiça das necessidades sociais.
“A associação existe para dar suporte a indivíduos vulneráveis, atuar no território e promover mudanças sociais. Essa proximidade entre Justiça e sociedade é uma semente que plantamos para demonstrar que juntas podemos realizar ações que compete ao poder público,” explicou ela.
A organização é sustentada por doações, membros e parcerias. Todos os pedidos passam por uma análise criteriosa, além de serem promovidas campanhas e eventos durante o ano.
“Realizamos uma triagem dos pedidos e promovemos grandes eventos como o Outubro Rosa e ações natalinas, inclusive o Natal Sertanejo, onde toneladas de alimentos são destinadas ao Sertão,” explicou uma das diretoras.
Durante a visita, foi apresentada uma revista produzida pela AAJUPE que compila os projetos, campanhas e iniciativas implementadas entre 2024 e 2025, funcionando como um registro das parcerias e resultados obtidos.
Esta publicação também visa ampliar o reconhecimento do trabalho da associação e atrair novos colaboradores para suas ações sociais.
Entre os destaques está um projeto de capacitação profissional para adolescentes acolhidos em casas de proteção, que busca facilitar sua entrada no mercado de trabalho.
“Este projeto promove uma transformação real na vida dessas pessoas, indo além da mera distribuição de ajuda material,” enfatizou uma das integrantes da diretoria.
A AAJUPE também realiza campanhas para arrecadação de recursos que possibilitam a compra de bolsas para tratamento de pessoas ostomizadas, já beneficiando 2 mil indivíduos com este suporte.
Outra iniciativa abrange mulheres privadas de liberdade, com coleta de kits de higiene e outras ações de apoio.
Sandra ressaltou: “Nós devemos mostrar que estas pessoas merecem uma chance, pois muitas vezes são deixadas de lado pela sociedade.”
Na área da inclusão, a associação vem desenvolvendo trabalhos voltados para pessoas com autismo e suas famílias, abordando desafios em diagnóstico, acesso a terapias e integração social.
“O desconhecimento é grande, tanto para quem enfrenta o problema quanto para a sociedade,” destacou uma das participantes.
A inclusão, segundo a AAJUPE, também depende da preparação da comunidade para conviver harmoniosamente com pessoas autistas. “O desafio atual é tornar a sociedade mais apta a aceitar e conviver naturalmente. Isso é inclusão,” complementou.
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