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Economia

AAJUPE desenvolve ações sociais em Pernambuco

Sandra Paes Barreto, presidente da Associação dos Amigos da Justiça de Pernambuco (AAJUPE), juntamente com a vice-presidente, Ancelma Bandeira de Melo, visitaram a Folha de Pernambuco na tarde desta segunda-feira (21) para compartilhar um resumo das atividades realizadas pela organização nos últimos anos. Acompanhadas pelas diretoras Natália Cunha e Mônica Gil, elas foram recebidas pela vice-presidente da Folha de Pernambuco, Mariana Costa, Cláudia Monteiro, esposa do presidente do Grupo EQM e fundador da Folha, Eduardo de Queiroz Monteiro, e pela editora-chefe do jornal, Leusa Santos.

Com 46 anos de história, a AAJUPE conduz projetos focados em apoiar pessoas em situação de vulnerabilidade social, incluindo mulheres, crianças, adolescentes, pessoas com deficiência, ostomizadas e famílias em dificuldade.

De acordo com Sandra Paes Barreto, o propósito da associação é aproximar o sistema de Justiça das necessidades sociais.

“A associação existe para dar suporte a indivíduos vulneráveis, atuar no território e promover mudanças sociais. Essa proximidade entre Justiça e sociedade é uma semente que plantamos para demonstrar que juntas podemos realizar ações que compete ao poder público,” explicou ela.

A organização é sustentada por doações, membros e parcerias. Todos os pedidos passam por uma análise criteriosa, além de serem promovidas campanhas e eventos durante o ano.

“Realizamos uma triagem dos pedidos e promovemos grandes eventos como o Outubro Rosa e ações natalinas, inclusive o Natal Sertanejo, onde toneladas de alimentos são destinadas ao Sertão,” explicou uma das diretoras.

Durante a visita, foi apresentada uma revista produzida pela AAJUPE que compila os projetos, campanhas e iniciativas implementadas entre 2024 e 2025, funcionando como um registro das parcerias e resultados obtidos.

Esta publicação também visa ampliar o reconhecimento do trabalho da associação e atrair novos colaboradores para suas ações sociais.

Entre os destaques está um projeto de capacitação profissional para adolescentes acolhidos em casas de proteção, que busca facilitar sua entrada no mercado de trabalho.

“Este projeto promove uma transformação real na vida dessas pessoas, indo além da mera distribuição de ajuda material,” enfatizou uma das integrantes da diretoria.

A AAJUPE também realiza campanhas para arrecadação de recursos que possibilitam a compra de bolsas para tratamento de pessoas ostomizadas, já beneficiando 2 mil indivíduos com este suporte.

Outra iniciativa abrange mulheres privadas de liberdade, com coleta de kits de higiene e outras ações de apoio.

Sandra ressaltou: “Nós devemos mostrar que estas pessoas merecem uma chance, pois muitas vezes são deixadas de lado pela sociedade.”

Na área da inclusão, a associação vem desenvolvendo trabalhos voltados para pessoas com autismo e suas famílias, abordando desafios em diagnóstico, acesso a terapias e integração social.

“O desconhecimento é grande, tanto para quem enfrenta o problema quanto para a sociedade,” destacou uma das participantes.

A inclusão, segundo a AAJUPE, também depende da preparação da comunidade para conviver harmoniosamente com pessoas autistas. “O desafio atual é tornar a sociedade mais apta a aceitar e conviver naturalmente. Isso é inclusão,” complementou.

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Economia

Brasil Recebe Cota de Carne do Uruguai para Exportar à China

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta segunda-feira que o Uruguai transferiu uma parte da cota de exportação de carne bovina destinada à China para o Brasil, devido ao esgotamento da cota nacional brasileira para este ano.

“Agradeci a permissão concedida ao Brasil para utilização do excedente da cota uruguaia de carne bovina exportada à China“, afirmou Lula em uma publicação no X.

Lula reuniu-se com o presidente uruguaio Yamandú Orsi em Nova York durante a Assembleia Geral da ONU, que ocorrerá nesta terça-feira. A conversa tratou de assuntos bilaterais, especialmente relacionados à infraestrutura e ao comércio agrícola.

No início de 2026, a China adotou cotas para importação de carne bovina para proteger seus agricultores locais. O Brasil, maior exportador mundial desse produto, já atingiu o limite de 1,1 milhão de toneladas estabelecido na cota. Quantidades adicionais estão sujeitas a uma tarifa de 55%.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) considera positiva a negociações para novas cotas. Entretanto, destaca que o impacto dessas medidas na exportação em 2026 será reduzido devido ao tempo necessário para negociações, embarques e transporte da mercadoria até o destino.

Além disso, a partir de novembro, as exportações para a China deverão respeitar as cotas de 2027, visto que o transporte marítimo demora entre dois e três meses.

Para 2027, essa estratégia pode se mostrar uma alternativa fundamental, principalmente, considerando a cota brasileira estimada em 1,128 milhão de toneladas e o risco de que essa seja rapidamente consumida no início do ano, caso o ritmo atual de vendas permaneça, conforme salientou a ABIEC.

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Economia

BNDES libera 200 milhões para projeto de restauração na Amazônia

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) autorizou um financiamento de R$ 200 milhões por meio do Fundo Clima para um projeto de recuperação ambiental liderado pelo grupo Mombak, especializado em iniciativas de carbono.

O projeto visa restaurar 7,2 mil hectares de terras degradadas na região amazônica, com foco principalmente no estado do Pará, e conta com um investimento total previsto de R$ 457 milhões.

Os recursos provêm do Fundo Clima – Florestas Nativas e Recursos Hídricos, destinado a projetos que envolvem o plantio de espécies nativas, sistemas agroflorestais e recuperação da vegetação nativa, entre outros. A operação terá um prazo de pagamento de 25 anos, sendo que o BNDES contribuirá com cerca de 44% do valor total; o restante será financiado pelo grupo Mombak através de outras fontes.

De acordo com informações do BNDES, o trabalho deverá permitir a remoção de mais de 4,7 milhões de toneladas de CO2 equivalente da atmosfera em um período de 50 anos. Essa iniciativa faz parte da estratégia do banco para o setor florestal, área em que já foram investidos R$ 14,6 bilhões para o plantio de 354 milhões de árvores, gerando 89 mil empregos relacionados à sustentabilidade e reduzindo 68 milhões de toneladas de dióxido de carbono da atmosfera.

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Economia

Greve na Caixa segue após rejeição de nova proposta pelos bancários

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Os funcionários da Caixa Econômica Federal recusaram a nova oferta do banco, liderada pelo comando nacional de greve, e a paralisação em todo o país continua.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), vinculada à Central Única dos Trabalhadores, recomendou aos sindicatos da categoria que aprovassem o acordo em assembleias realizadas entre 11h e 18h desta segunda-feira, porém a proposta não foi aceita.

A greve, que já dura 11 dias, impacta as operações do banco, incluindo financiamentos habitacionais, área em que a Caixa domina o mercado.

A negociação sobre o reajuste salarial foi feita pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) com empregados de todos os bancos. A convenção coletiva estabeleceu aumento salarial baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais um ganho real de 0,6%, totalizando 4,60%. Os benefícios também serão atualizados pelo mesmo índice.

Funcionários do Banco do Brasil também entraram em greve, mas a paralisação foi breve e já terminou. Os trabalhadores seguiram orientações do comando de greve. Um dos progressos foi a antecipação do pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). No entanto, a proposta da Caixa manteve inalteradas as regras da PLR.

Entre os pontos da oferta da Caixa rejeitada pelos trabalhadores estão o fim do limite de idade dos filhos para o uso das horas destinadas ao acompanhamento familiar. Além disso, o banco sugeriu flexibilizar a jornada e a mobilidade no trabalho para empregados com deficiência.

A Caixa propôs mudanças no plano de saúde, reduzindo o teto anual para coparticipação a R$ 4,7 mil e o valor do pronto-socorro para R$ 120, o que continua sendo um dos maiores entraves para o acordo.

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