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Economia

BNDES libera R$ 102 milhões para renovar frota de ônibus na Região Metropolitana do Recife

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) concedeu um financiamento de R$ 102,1 milhões para atualizar a frota de ônibus do transporte público na Região Metropolitana do Recife. Os fundos serão utilizados pelas empresas Transportadora Itamaracá e Cidade Alta Transportes e Turismo para adquirir 126 novos ônibus movidos a diesel com tecnologia Euro 6, que reduz significativamente a emissão de poluentes.

Esses veículos atenderão aproximadamente 168,5 mil passageiros em linhas da capital pernambucana e dos municípios de Olinda, Paulista, Abreu e Lima, Araçoiaba, Itapissuma, Itamaracá e Igarassu. Os novos ônibus substituirão modelos antigos e terão ar-condicionado, plataformas elevatórias para acessibilidade, câmeras de segurança e sistemas de GPS.

Do valor financiado, cerca de R$ 53 milhões serão direcionados para a Transportadora Itamaracá, que adquirirá 66 ônibus, enquanto a Cidade Alta receberá R$ 49,1 milhões para a compra de 60 veículos. Entre esses, 32 serão ônibus modelo BRT, com cinco portas e capacidade para até 110 passageiros; os demais terão três portas, capacidade para 82 passageiros, e serão usados em corredores exclusivos e linhas alimentadoras.

Com essa renovação, a frota de ônibus Euro 6 da Itamaracá aumentará de 80 para 146 veículos, um crescimento de 85%. Já a frota da Cidade Alta passará de 49 para 109 veículos, um aumento de 122%.

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, declarou que essa iniciativa substitui os ônibus antigos e poluentes por veículos modernos, com padrão Euro 6, trazendo melhorias ambientais e benefícios para milhares de usuários do transporte público da região.

O padrão Euro 6 reduz a emissão de óxidos de nitrogênio, material particulado e ruídos em comparação com gerações anteriores de ônibus movidos a diesel. Além disso, esses veículos são compatíveis com combustíveis mais ecológicos, como biodiesel e HVO.

A Transportadora Itamaracá e a Cidade Alta fazem parte do Consórcio Conorte, que é o responsável pelo Sistema de Transporte Público de Passageiros da Região Metropolitana do Recife. Juntas, as duas empresas transportam cerca de 168 mil passageiros diariamente.

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Economia

Taxa de juros é principal causa do endividamento, diz Durigan

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta quinta-feira, 6, que os números divulgados pelo Banco Central indicam que o aumento da dívida pública desde 2024 não é resultado da gestão do governo, mas sim causado pela taxa de juros elevada. A entrevista foi concedida à Globonews.

“Não digo isso apenas do meu ponto de vista, pois, durante esta administração, as três maiores agências de classificação de risco melhoraram a avaliação do Brasil”, afirmou o ministro.

Durigan ressaltou o compromisso do governo com a melhoria fiscal e o ajuste das contas públicas.

O ministro da Fazenda esclareceu que o governo está controlando seus gastos sem ultrapassar a arrecadação e que atualmente não existe risco do Tesouro enfrentar problemas para honrar suas dívidas. “Não há risco de substituição do Tesouro por ativos reais”, complementou.

Ele também expressou preocupação com o volume da dívida pública. “Nossa dívida já foi maior no passado e teve uma redução recentemente. Precisamos continuar trabalhando para reduzir a taxa de juros com medidas fiscais rigorosas, de forma a diminuir ou estabilizar o endividamento do país e garantir uma situação fiscal mais estável no médio e longo prazo”, concluiu Durigan.

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Economia

Governo faz ajuste fiscal de 2 pontos do PIB e mantém compromisso por 4 anos

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reiterou nesta quinta-feira, 6, que a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aprimorou as finanças públicas, alcançando um ajuste de dois pontos percentuais (pp) do Produto Interno Bruto (PIB) no déficit primário. Ele afirmou que essa meta será mantida nos próximos quatro anos, caso Lula seja reeleito.

“Seguiremos com esse compromisso pelos próximos quatro anos, buscando aprimorar as contas públicas”, declarou Durigan durante entrevista à GloboNews. “Reconhecendo o progresso atual, o objetivo é avançar ainda mais na estabilidade fiscal.”

Durante a conversa, Durigan também destacou que o arcabouço fiscal “é permanente” e que o mercado reconhece a eliminação do déficit pelo governo, apesar das críticas sobre algumas exceções no arcabouço. Ele acrescentou: “Precisamos fortalecer nossa política fiscal para que no próximo mandato o país possa realizar esforços para reduzir a taxa de juros.”

Gestão orçamentária e da dívida

Na mesma entrevista, o ministro da Fazenda esclareceu que o governo não está gastando além do que arrecada e que a gestão do orçamento está controlada.

“O Brasil possui uma dívida que precisa ser rolada, ou seja, pago o passivo antigo emitindo novos títulos para quitá-lo — prática comum mundial. Esse aumento da dívida refere-se à rolagem e não a um descontrole nos gastos anuais do governo. Em um ano eleitoral, como este, há um bloqueio orçamentário de R$ 17 bilhões”, explicou Durigan.

Ele ainda enfatizou que, para o futuro, há discussões sobre como administrar os juros e reduzir o endividamento, mas garantiu que atualmente não existe uma crise fiscal no país.

Finalizou afirmando que o governo continuará com o esforço fiscal consistente realizado nos últimos quatro anos, mantendo a mesma intensidade de controle e responsabilidade nas contas públicas.

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Economia

Ibovespa cai com alta dos juros e atenção a balanços e cenário externo

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As dúvidas sobre os próximos passos do Comitê de Política Monetária (Copom) e rumores de que o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, pode aumentar os juros em setembro influenciam o Ibovespa na manhã desta quinta-feira, 6. Junto a essas questões, investidores assimilam os resultados financeiros, como os do Bradesco, enquanto aguardam o balanço da Petrobras após o fechamento do mercado. A queda do principal índice da B3 ocorre mesmo com a valorização das commodities e a tendência positiva da maioria dos índices nas bolsas de Nova York.

O conflito no Oriente Médio também está no radar, enquanto investidores acompanham possíveis negociações para reabrir o Estreito de Ormuz. O The Wall Street Journal destaca que Irã e Omã finalizam um acordo para abrir novamente a rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Apesar disso, o petróleo Brent sobe para cerca de US$ 80 por barril, elevando as preocupações com inflação e juros altos globalmente, principalmente nos EUA.

“O mercado reage mais ao cenário externo e aos balanços do que à decisão de política monetária”, comenta Luan Aral, trader e especialista em dólar da Genial Investimentos.

Relatos do Financial Times indicam que o presidente do Fed, Kevin Warsh, estaria disposto a aumentar os juros em setembro caso os índices de inflação ultrapassem as expectativas. Os rendimentos dos títulos públicos dos EUA sobem, impactando os juros futuros no Brasil.

Aqui, as taxas ainda assimilam o resultado do Copom. Ontem, o Banco Central reduziu a Selic de 14,25% para 14% ao ano, conforme o esperado, mas sinalizou que pode ajustar as próximas decisões conforme os dados econômicos.

Segundo Fabiano Guerra, CEO da Alumni Investimentos, a Selic permanece alta e a inflação pressionada, o que mantém o custo do dinheiro elevado e um ambiente seletivo para empresas endividadas, que precisam reorganizar suas finanças para preservar valor.

Às 10h50, o Ibovespa estava em queda de 0,51%, aos 176.811 pontos, após abrir em alta e atingir máxima aos 177.720 pontos. Para Luan Aral, a oscilação é moderada e sem sinais de alarme.

Sem indicadores econômicos relevantes sendo divulgados, o foco está nos balanços das empresas brasileiras, especialmente o Bradesco, cujo lucro recorrente do segundo trimestre cresceu 16,2%, dentro das expectativas.

O ROAE, métrica principal de rentabilidade do Bradesco, subiu para 16,2%, acima dos 14,6% ao fim de junho de 2025. Entretanto, houve aumento nas provisões e piora na inadimplência, o que provocou queda nas ações do banco, enquanto Itaú e Santander tiveram valorizações moderadas.

Após o fechamento da B3, a Petrobras anunciará seu balanço, com lucro previsto acima de US$ 8 bilhões, quase o dobro em relação a um ano atrás, e maior que o registrado no início de 2026, consolidando a petroleira como uma das mais lucrativas do mundo. As ações da estatal apresentavam leve valorização.

Ontem, o Ibovespa encerrou em baixa de 0,09%, aos 177.726 pontos. O petróleo Brent subiu 1,75%, cotado a US$ 80,84 o barril, enquanto o minério de ferro fechou em alta de 2,57% na cidade chinesa de Dalian.

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