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Cultura

Alabama Shakes lança música nova e revela álbum inédito I Must Be Dreaming

A banda Alabama Shakes revelou a data de lançamento de seu muito esperado terceiro álbum de estúdio, “I Must Be Dreaming”. O primeiro álbum da banda em mais de dez anos será disponibilizado nas plataformas digitais no dia 28 de agosto, através da gravadora Island Records.

O novo single, “I Feel Hope Coming”, foi lançado na última sexta-feira (10) como uma prévia para os fãs. As pré-vendas e opções de pre-save do álbum já estão disponíveis, incluindo formatos físicos na UMusic Store.

Sobre o álbum

Produzido em colaboração entre a banda Alabama Shakes e Shawn Everett, seis vezes ganhador do Grammy, “I Must Be Dreaming” é a continuação do aclamado álbum “Sound & Color”. Gravado em Nashville, nos estúdios Sound Emporium e Blackbird, o trabalho traz uma mistura de soul psicodélico com letras que exploram temas como amor, mortalidade, conexões humanas e as complexidades da vida moderna.

O single “I Feel Hope Coming” define o tom do novo álbum. “Essa nova geração me enche de esperança porque consegue ver além das falsas promessas políticas; esta música trata de manter a esperança e não desistir”, compartilha Brittany Howard. Seu colega Heath Fogg acrescenta: “Estou muito feliz que essa música exista. Nasceu de um momento de colaboração cheia de alegria e representa tudo que amo nesse renascimento da banda”.

Esse lançamento sucede os sucessos “Another Life” e “American Dream”, que exibiram diferentes lados do álbum. Enquanto “Another Life” fala do amor duradouro e “American Dream” aborda a queda de ideais, o novo single traz uma mensagem de otimismo, construindo um quadro emocional que valoriza a luta pela esperança, amor e comunidade.

Sobre o título do álbum, Brittany Howard comenta: “O nome tem um significado duplo. Pode significar que estou sonhando porque o mundo parece louco, mas também porque o mundo é incrivelmente lindo. Ambas as interpretações podem coexistir”.

Após uma reunião em 2024, a banda criou “I Must Be Dreaming” em um processo criativo espontâneo que permitiu que as músicas evoluíssem naturalmente. Renovando a química que destacou Alabama Shakes no rock contemporâneo, Brittany Howard, Heath Fogg e Zac Cockrell incorporaram instrumentos como flauta, cravo e cítara, além de elaborados arranjos vocais, resultando no álbum mais ousado e emocional até agora.

Originária de Athens, Alabama, a banda se tornou uma das mais influentes da última década no cenário do rock. Seu álbum de estreia “Boys & Girls” foi certificado platina e destacou o hit “Hold On”. “Sound & Color”, lançado em 2015, alcançou o topo da Billboard 200 e ganhou três Grammys, incluindo o de Melhor Álbum de Música Alternativa.

Lista de faixas:

  1. Tea Time
  2. Another Life
  3. Garden
  4. I Feel Hope Coming
  5. Time
  6. Friends
  7. Easy
  8. How Love’s Supposed To Go
  9. Waist Deep
  10. American Dream
  11. Tied To You

Sobre a banda

Alabama Shakes é reconhecida como uma força dominante do rock moderno, combinando rock alternativo, blues, soul e música raiz com uma identidade única. O trio, composto por Brittany Howard (vocal e guitarra), Heath Fogg (guitarra) e Zac Cockrell (baixo), foi agraciado com quatro prêmios Grammy, acumulando bilhões de reproduções em plataformas de streaming e se apresentando em grandes palcos mundialmente.

Desde seu início em Athens, Alabama, a banda conquistou grande destaque com seu álbum debut, que recebeu certificado de platina, impulsionado pelo sucesso “Hold On”, premiado e reconhecido internacionalmente.

Posteriormente, “Sound & Color” também alcançou certificado platina e recebeu o Grammy de Melhor Álbum de Música Alternativa, enquanto o single “Don’t Wanna Fight” ganhou prêmios de Melhor Performance de Rock e Melhor Canção de Rock, reforçando a relevância da banda na cena musical.

O grupo participou ainda do documentário “The American Epic Sessions” e contribuiu para trilhas sonoras de filmes premiados com o Oscar, além de se apresentar em locais icônicos como a Casa Branca e no programa “Saturday Night Live”.

Agora, mais de uma década depois, Alabama Shakes retorna com “I Must Be Dreaming”, seu álbum mais ambicioso, ousado e emocional, que combina soul psicodélico com profundas reflexões sobre amor, mortalidade, esperança e a singular beleza da vida contemporânea.

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Cultura

Destroços do helicóptero com o cantor Rick são encontrados em Santa Catarina; não há sobreviventes

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O helicóptero que transportava o cantor Rick, da dupla com Renner, foi localizado nesta terça-feira (22). Cinco corpos foram encontrados e, segundo o Corpo de Bombeiros, não há sobreviventes.

A aeronave estava desaparecida na Serra de Santa Catarina desde a tarde da segunda-feira (21). Além do cantor, estavam a bordo o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares e o piloto. A identidade do quinto corpo ainda não foi divulgada.

O helicóptero partiu de Porto Belo, no Litoral Norte, pela manhã, com destino a São Joaquim, na Serra, mas não chegou ao local previsto. A região enfrentava previsão de tempestades intensas, conforme informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Geraldo Antônio de Carvalho, conhecido como Rick, nasceu em Porto Nacional (TO) em 5 de dezembro de 1966. Mudou-se para Brasília aos seis anos e iniciou sua carreira cantando em bares ao lado de uma irmã, ainda na infância, enfrentando até problemas com o Juizado de Menores devido à sua idade.

A dupla formada por Rick e Renner surgiu nos anos 1980 em Brasília e alcançou sucesso nos anos 1990. Entre os maiores hits estão “Ela é demais” com o refrão “uma deusa, uma louca, uma feiticeira” e também “Nos bares da cidade”.

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Cultura

Hayden Panettiere morre por overdose acidental de fentanil, confirma legista

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A atriz americana Hayden Panettiere faleceu em 16 de agosto, aos 36 anos, em Greenville, Carolina do Sul, nos Estados Unidos, em decorrência de uma overdose acidental envolvendo fentanil. A confirmação da causa da morte foi feita nesta terça-feira (22) pelo Gabinete do Médico Legista do Condado de Greenville.

A autópsia identificou que a causa da morte foi a combinação tóxica das substâncias fentanil, 4-ANPP, alprazolam, metocarbamol e quetiapina. Conforme informado pela CBS News, o 4-ANPP é um composto usado na fabricação de fentanil, enquanto o alprazolam é o componente ativo do medicamento Xanax. A morte foi classificada como acidental pelo órgão responsável.

Equipes de emergência foram acionadas para o local onde Panettiere estava hospedada na tarde do dia 16 de agosto. Apesar das tentativas de reanimação e suporte avançado cardíaco, a atriz foi declarada morta no local. O exame não indicou qualquer trauma que possa ter contribuído para o óbito.

Trajetória profissional

Reconhecida principalmente por seu trabalho no cinema e televisão na década de 2000, Hayden Panettiere participou de filmes como Sonhos no Gelo (2005), As Apimentadas: Tudo ou Nada (2006) e Eu Te Amo, Beth Cooper (2009). Além disso, ganhou destaque pela atuação na série Heroes. A atriz deixa sua filha, Kaya Evdokia Klitschko, de 11 anos, fruto do relacionamento com o ex-lutador ucraniano Wladimir Klitschko.

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Cultura

Documentário mestre zu mostra a vida de zuenir ventura

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A trajetória de Zuenir Ventura é celebrada no documentário “Mestre Zu”, dirigido por Zelito Viana, cineasta e amigo próximo do jornalista que faleceu aos 95 anos. O filme foi exibido no Festival “É Tudo Verdade” e apresenta depoimentos de familiares, amigos e colegas que remontam uma carreira de quase 60 anos, marcada por uma cobertura profunda das transformações sociais, culturais e políticas do Brasil.

A obra mistura conversas informais na casa do cineasta a imagens de arquivo e entrevistas, incluindo participações de Flávio Pinheiro, Arthur Dapieve, Guguta Brandão, Paulinho da Viola, Tina Correia, Mauro Ventura, Elisa Ventura e os colunistas do jornal O Globo, Ancelmo Gois, Joaquim Ferreira dos Santos e Míriam Leitão. O próprio Zuenir aparece em várias fases da sua vida por meio de entrevistas.

Um tributo baseado na amizade

A ideia do documentário surgiu com Elisa Ventura. Inicialmente dirigido por Marcos Vinicius, que faleceu na pandemia, o projeto foi assumido por Zelito Viana. Ele optou por contar esta história devido à sua ligação pessoal com Zuenir.

Segundo Zelito, “Cheguei a uma fase da vida em que desejo realizar filmes que só eu posso fazer. Qualquer pessoa faria um filme sobre Zuenir, mas só eu poderia fazer este, que reflete nossa amizade”.

Da infância humilde ao jornalismo

Zuenir Ventura enfrentou dificuldades na infância em Nova Friburgo, região serrana do Rio de Janeiro. Sem acesso a livros e jornais em casa, estudou em escola de padres graças ao trabalho da mãe que lavava batinas para conseguir uma bolsa. Pensou em seguir a carreira religiosa, mas começou a trabalhar cedo para ajudar a família.

Na faculdade, conseguiu emprego noturno como arquivista no jornal Tribuna da Imprensa. Seu texto sobre o escritor Albert Camus chamou atenção e o projetou para a redação, por onde passou em vários veículos importantes, como Correio da Manhã, Fatos & Fotos, O Cruzeiro, Visão e IstoÉ. Na revista Visão, trabalhou com o jornalista Vladimir Herzog, assassinado pela ditadura.

Jornalismo cultural e legado

Em 1985, reformulou o caderno de cultura do Jornal do Brasil e participou da criação do caderno literário Ideias. Heloísa Teixeira destaca Zuenir como mestre do jornalismo cultural do Rio, que introduziu balanços anuais da cena cultural e apresentou nomes internacionais pouco conhecidos no Brasil, como Susan Sontag e Edgar Morin.

Zuenir também inovou ao tratar comportamentos sociais, popularizando expressões como “vazio cultural” e “amizade colorida”. Joaquim Ferreira dos Santos ressalta sua habilidade única de balancear erudição com humor e irreverência, preferindo pautas culturais e comportamentais, marcando profundamente o jornalismo brasileiro e incentivando novas gerações.

Documentando a história brasileira

O documentário apresenta Zuenir como um jornalista atento às divisões sociais e políticas do país, abordando desde a ditadura militar e a contracultura até os conflitos urbanos das décadas recentes.

Seus trabalhos mais notáveis incluem “1968: o ano que não terminou”, que relata a repressão da ditadura, e o livro “Cidade partida”, que aborda violência no Rio de Janeiro e a cultura do funk carioca.

Zelito Viana enfatiza a importância do filme para que as novas gerações compreendam o valor do jornalismo exemplar de Zuenir Ventura e seu impacto na defesa da democracia e da cultura.

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