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Brasil

O “fantasma”que ameaça quase 70 mil animais marinhos por dia no Brasil

Relatório estima que 70% do litoral brasileiro sofre com restos de equipamentos de pesca “projetados para matar”, incluindo áreas de proteção ambiental

São Paulo – Nossa relação com o mar foi fundamental para o desenvolvimento socioeconômico do mundo. Agora os oceanos pedem ajuda, sufocados pela poluição gerada por atividades humanas e, principalmente, por lixo plástico. No ritmo atual, segundo a ONU, haverá mais plástico do que peixe nos mares em 2050.

Na lista de ameaças ao ecossistema marinho, além da má gestão do lixo nas cidades e indústria, há uma  prática que passa quase despercebida, mas que traz graves prejuízos à vida marinha: a chamada pesca fantasma, que consiste na perda de equipamentos de pesca, como redes, cabos, linhas de nylon e amarrações, em sua maioria feitos de plásticos, que demoram até 600 anos para se degradar.

Segundo a ONG World Animal Protection (Proteção Animal Mundial), a cada ano, cerca de 640 mil toneladas de equipamentos são deixadas nos mares, colocando em risco a vida de milhares de seres que acabam presos no emaranhado de plástico.

No Brasil, a “pesca  fantasma” pode impactar até 69 mil animais marinhos por dia, segundo estudo inédito apresentado pela ONG nesta sexta-feira em evento em São Paulo promovido em parceria com a ONU Meio Ambiente.

O levantamento “Maré Fantasma – Situação atual, desafios e soluções para a pesca fantasma no Brasil” estima que 70% do litoral brasileiro é afetado pela prática, incluindo áreas de proteção ambiental, como unidades de conservação.

É uma triste realidade, mas a pesca fantasma tem muita relação com atividades ilegais, de capturas predatórias e métodos que não respeitam a legislação ambiental e que acontecem em áreas de proteção ambiental”, explicou a Diretora Executiva da Proteção Animal Mundial, Helena Pavese. “Quando o infrator teme ser flagrado na atividade criminosa nessas regiões acaba abandonando os equipamentos no mar”.

Os custos ecológicos são altos. De 5 a 30% do declínio de algumas espécies marinhas pode ser atribuído aos petrechos fantasmas, inclusive de populações ameaçadas de boto-cor-de-rosa e tucuxi, na Amazônia, número que tende a aumentar se nada for feito.

“Os equipamentos de pesca são projetados para matar, no momento que você perde esse equipamento no meio ambiente ele continua exercendo sua função. Muitos animais morrem de forma lenta e dolorida: 92% dos que entram em contato com esses materiais, ou se emaranham e acabam mutilados e sufocados, ou ingerem o resíduo e acabam morrendo por inanição”, alertou João Almeida, gerente de Vida Silvestre da Proteção Animal Mundial.

Falta de conhecimento

Segundo o relatório, mais de 6 mil toneladas de redes de pesca são produzidas ou importadas por ano no Brasil. Com base nisso, e utilizando estimativas de perda de equipamentos publicadas, a ONG estima que mais de meia tonelada (580 kg) desses materiais podem ser abandonados ou perdidos nos mares brasileiros diariamente.

Os números são aproximados e não foi fácil chegar a eles. “Existe uma lacuna de conhecimento sobre o tema no Brasil. Apenas São Paulo e Santa Catarina concentram os poucos projetos e bancos de dados sobre a pesca fantasma. Nos desdobramos para encontrar números que nos ajudassem a entender a escala do problema. Cruzamos dados de produção de redes disponibilizados pelo IBGE e os de importação de redes do Ministério da Indústria”, afirmou Almeida.

Para reverter essa situação, a Proteção Animal Mundial promove a campanha Sea Change que visa chamar a atenção para o problema e conscientizar o governo, o setor privado e a população para que medidas comecem a ser tomadas no Brasil.

Da perspectiva de governo, o estudo destaca que é necessário investir em pesquisa, gerar conhecimento e materiais mais biodegradáveis, e criar regulamentação que cobre uma gestão mais responsável de resíduos de pesca e fiscalização de maior abrangência, além de aderir a convenções e iniciativas internacionais de combate à pesca fantasma.

“Já a indústria da pesca precisa urgentemente internalizar a gestão responsável à estratégia corporativa, além de investir na utilização de apetrechos de pesca identificados com produção de origem e com localizadores [GPS]”, destacou Almeida.

Monitorar esses materiais, segundo a ONG, é uma forma de mitigar o problema. Felizmente, países membros da ONU terão que identificar todas as suas redes de pesca até 2025 de forma que será possível saber a origem de uma rede encontrada em uma ilha deserta, por exemplo, e cobrar responsabilização.

Com a marcação, as agências de controle conseguirão realizar fiscalizações mais eficientes e estabelecer punições às empresas e aos pescadores que não mudarem suas operações. Fonte-Portal Exame

Brasil

Novo ciclone pode se formar no Sul

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Um ciclone extratropical está em processo de possível formação entre o litoral do Rio Grande do Sul e o Uruguai, previsto para acontecer nesta sexta-feira, 23, podendo afetar as condições climáticas no Sul do Brasil durante o fim de semana. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) está monitorando a situação e informou que espera o surgimento de uma área de baixa pressão atmosférica no leste da Argentina na manhã de sexta-feira (16).

De acordo com o Inmet, este sistema deverá seguir em direção ao Oceano Atlântico, com potencial para se transformar em ciclone. Se isso ocorrer, o fenômeno atmosférico aumentará a instabilidade no Sul, principalmente a partir de sábado, 24.

Já há previsão de chuvas para os próximos dias na região. O Inmet mantém alerta laranja, que significa perigo, para tempestades no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Nas outras partes da Região Sul, o alerta vigente é amarelo, indicando risco potencial para eventos do mesmo tipo.

Espera-se que as chuvas continuem em grande parte da região, acompanhadas de possíveis aguaceiros e trovoadas em pontos isolados.

Quanto às temperaturas, em Curitiba os termômetros devem registrar entre 15 °C e 16 °C. Em Porto Alegre, a variação deve ficar entre 15 °C e 24 °C, enquanto Florianópolis terá mínimas de 16 °C e máximas de 23 °C.

De acordo com a classificação do Inmet, o ciclone extratropical é um sistema formado por uma área de baixa pressão atmosférica fora das regiões tropicais, geralmente nas latitudes médias e altas.

Também conhecido como tempestade extratropical, este sistema pode se mover e provocar mudanças bruscas no clima local, como chuvas intensas e ventos fortes.

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Antaq prevê melhora na navegação na região Norte em novembro

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O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Frederico Dias, revelou nesta quinta-feira, 22, que a circulação nos canais da região Norte do Brasil tende a se normalizar no final de novembro. Isso se deve à desaceleração da queda do nível dos rios.

“As projeções da agência indicam, em um cenário médio, recuperação das condições de navegação a partir da quarta semana de novembro. Há duas semanas, a diminuição era de 13 cm por dia, mas agora caiu para 7 cm”, explicou durante a abertura da reunião da diretoria colegiada da autarquia.

De acordo com ele, o Rio Negro ainda está em período de vazante e já apresenta limitações para a navegação. Em 21 de outubro, o nível registrado em Manaus era de 16,97 metros, valor superior ao do mesmo dia nos anos anteriores, quando o rio estava 4,07 metros (2023) e 4,34 metros (2024) abaixo do nível atual. Na quinta-feira, a queda foi de 7 centímetros, contra 11 centímetros em 2023.

Frederico Dias também destacou que as dragagens feitas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no trecho entre Manaus e Itacoatiara aumentaram em 1,2 metro a profundidade do ponto crítico, reduzindo os efeitos negativos da vazante para a navegação.

Sobre a cobrança da taxa de seca, o diretor informou que a agência avaliou todos os pedidos de cobrança até o momento. As decisões foram variadas entre aprovações com condições e rejeições, após análise criteriosa das informações técnicas, operacionais e econômicas fornecidas pelas empresas.

Ele acrescentou que o trabalho de fiscalização continua, incluindo reavaliações conforme novas informações são obtidas. As cobranças aprovadas seguem monitoradas e podem ser revistas se surgirem novos dados.

Nosso compromisso é assegurar que quaisquer cobranças adicionais estejam justificadas e proteger o consumidor contra taxas indevidas, afirmou Frederico Dias.

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CNBB pede que eleitores analisem candidatos no segundo turno das eleições

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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta quarta-feira (21) uma mensagem dirigida ao povo brasileiro acerca do segundo turno das eleições presidenciais. No texto, a CNBB solicita que os eleitores reflitam sobre o histórico dos candidatos, suas ações e compromissos com a democracia e o bem-estar da população.

A entidade ressalta a importância de defender a Constituição, o Estado Democrático de Direito e respeitar o resultado das urnas.

Assinada pelo Conselho Permanente da CNBB, a mensagem reconhece o voto como um direito livre e secreto, condenando qualquer tentativa de coação ou ameaça aos eleitores, classificando tais atos como inaceitáveis.

Além disso, destaca que o país necessita de trabalho digno, alimentação, moradia, saúde, educação e segurança de qualidade, e que essas urgências devem ser prioridades para os eleitores ao escolherem seus representantes.

“O Brasil precisa preservar o meio ambiente, garantir os direitos humanos e promover a paz. O desenvolvimento deve oferecer uma vida digna e justa para todos, bem como oportunidades para as futuras gerações”, acrescenta o documento.

A mensagem também enfatiza a importância da participação ativa da população após as eleições, reiterando que os cidadãos continuam responsáveis por fiscalizar, reivindicar e participar dos processos democráticos. A crítica construtiva e o diálogo aberto são fundamentais para fortalecer a democracia, além de exigir informações confiáveis, liberdade de expressão e proteção para quem denuncia injustiças.

O segundo turno acontecerá no domingo, 25 de outubro, com a disputa entre o atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

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