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Cultura

Usina de Arte festeja dez anos com obra permanente de Júlio Villani e lançamento de livro

A Usina de Arte, um museu de arte ao ar livre localizado em Água Preta, na Mata Sul de Pernambuco, celebra uma década de existência com a abertura do “Museu da Memória”, uma instalação permanente criada pelo artista Júlio Villani, marcada para a próxima terça-feira (13).

Essa obra ocupa o antigo depósito de açúcar da Usina e é fruto de uma residência artística feita na antiga Usina Santa Terezinha e em sua biodiversidade preservada.

Em uma área superior a 600 m², o artista montou estruturas, máquinas, ferramentas, objetos, arquivos e vestígios de uma história industrial que, por muitos anos, influenciou a vida local. Mais do que apenas resgatar itens do passado, Villani explora as histórias que eles carregam.

Durante sua estadia, o artista visitou antigas instalações, estudou documentos e conversou com moradores e pessoas ligadas ao local. Esse contato é fundamental para a criação da obra.

De acordo com a divulgação da Usina de Arte, “As peças que fazem parte do Museu da Memória são testemunhos vivos do lugar e da comunidade, atravessados por diferentes períodos e memórias.”

Sobre o Museu da Memória

A instalação contém mais de 50 objetos antigos da Usina, que ganham novos significados através das intervenções de Júlio Villani. Também fazem parte frases encontradas na estrutura do antigo armazém e inscrições em objetos que resistiram ao tempo.

Essas palavras, assim como as máquinas e ferramentas, ajudam a revelar a dimensão humana daquele local. Algumas frases são marcas de oficinas oferecidas pela própria Usina, incorporando marcas recentes de criação, aprendizado e convivência.

Bruna Pessôa de Queiroz, presidente da Usina de Arte, ressalta: “O que me emociona no trabalho de Júlio é perceber que ele olhou para as pessoas que construíram e viveram essa história, valorizando suas marcas e o processo em construção.”

A peça também dialoga intimamente com a trajetória do artista, cuja obra é marcada pela transformação de objetos cotidianos, criando uma ligação entre escultura, assemblage, memória e território.

Bruna complementa: “Esses dez anos nos mostraram que ressignificar um espaço não é apagar sua história, mas olhar para ela, reconhecê-la e criar algo novo a partir dela.”

O projeto Usina de Arte

Ao longo de uma década, o antigo complexo da Usina Santa Terezinha tornou-se um espaço que une arte contemporânea, educação, meio ambiente e desenvolvimento regional. O acervo conta com obras de artistas renomados como Marina Abramović, Artur Lescher e José Rufino, entre outros, e continua crescendo.

Além das obras, a Usina promove projetos educacionais como a Escola de Música, o FabLab Mata Sul, Biblioteca e Centro de Conhecimento, além de parcerias com instituições locais.

Bruna destaca: “Para nós, educação é sobre sonho. Queremos que jovens da região sonhem alto e encontrem caminhos para realizar seus objetivos, como muitos que agora buscam formação superior.”

Localizada em Água Preta, a Usina está inserida numa área com cerca de 6 mil habitantes. O Parque Artístico Botânico de 44 hectares é o coração do projeto, combinando arte contemporânea, paisagismo e conservação ambiental, além de fomentar o crescimento econômico e cultural local.

Lançamento do livro

O Museu da Memória será inaugurado em uma programação especial em outubro, com participação da ART.PE – Feira de Arte Contemporânea de Pernambuco, que aproxima o circuito artístico do Recife à experiência da Usina.

Em 15 de outubro, será lançado o livro “Usina de Arte – A construção de uma utopia”, escrito pelo jornalista e antropólogo Bruno Albertim. A obra, realizada em parceria com a Companhia Editora de Pernambuco (CEPE), conta a história e os projetos da Usina na última década.

O lançamento contará com a presença de Bruna Pessôa de Queiroz, Ricardo Pessôa de Queiroz e Bruno Albertim, durante a ART.PE, no Recife Expo Center, e o livro estará disponível para compra.

Sobre Júlio Villani

Júlio Villani, nascido em 1956 no Brasil, vive e trabalha na França. Sua carreira inclui experiências em diversos países e mídias, como pintura, colagem e assemblage, explorando memória, identidade e transformação.

Em sua obra na Usina, ele cria o Museu da Memória, resultado de sua residência na antiga Usina Santa Terezinha, unem arte, história e território.

Sobre a Usina de Arte

A Usina de Arte está situada no espaço onde funcionava a Usina Santa Terezinha, em Água Preta, Pernambuco. É um projeto cultural e socioambiental que promove a integração entre arte contemporânea, natureza, educação e desenvolvimento local.

O Parque Artístico Botânico ocupa 44 hectares e reúne obras de arte em meio à recuperação da paisagem, mantendo a estrutura industrial como parte da experiência e do diálogo entre memória, arte e futuro.

Nos últimos dez anos, a Usina tornou-se um ponto de encontro para artistas, pesquisadores, estudantes, moradores e visitantes, abrindo novas formas de conexão com a arte e o território.

Administra a iniciativa a Associação Socioambiental e Cultural Jacuípe, organização sem fins lucrativos que envolve a comunidade e apoia o projeto através de diversos parceiros.

Informações para visitação

Parque Artístico Botânico da Usina de Arte

Local: Antiga Usina Santa Terezinha, Água Preta, Mata Sul de Pernambuco, a cerca de 130 km do Recife.

Horário: Aberto todos os dias, das 5h30 às 18h.

Entrada gratuita.

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Cultura

Concerto gratuito marca o Dia das Crianças no Teatro Luiz Mendonça

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Na data especial de 12 de outubro, as crianças serão homenageadas por talentosos músicos instrumentistas de Pernambuco, membros da Orquestra Criança Cidadã, especialmente da Orquestra Sinfônica Infantil, em um concerto inaugural oficial.

O evento ocorre nesta segunda-feira, Dia das Crianças, no Teatro Luiz Mendonça, localizado no Parque Dona Lindu, Boa Viagem. A entrada é gratuita, com ingressos disponíveis para retirada online.

Os instrumentistas, com idades entre 7 e 15 anos, serão regidos pelo maestro Ramón Perez.

No palco, mais de 90 jovens artistas dividirão o espetáculo com o Coro da OCC e do Núcleo Popular. A primeira parte do concerto será conduzida pela maestrina Amilca Aniceto, que lidera o curso de Canto Coral ao lado do maestro Jadson Días.

O repertório incluirá músicas que remetem às lembranças afetivas do universo infantil, como “Faça uma Careta”, “Dó, Ré, Mi”, “O Caderno” e “História de uma Gata”, todas interpretadas pela orquestra.

Orquestra Sinfônica Infantil

Na segunda etapa da apresentação, os membros da Orquestra Sinfônica Infantil da OCC se reunirão com o Coro e a banda do Núcleo Popular para ampliar a presença no palco e conduzir o público.

Serão apresentadas obras e canções tais como “Ode à alegria”, de Beethoven, “Fazendinha”, do Mundo Bita, e sucessos do Trem da Alegria, incluindo “Uni Duni Tê”.

“Este concerto é dedicado às crianças, mas também para os adultos que guardam memórias de sua infância. São músicas que evocam sentimentos e lembranças, proporcionando aos nossos alunos uma experiência musical rica, desafiadora e especial”, destaca o maestro Ramón Perez.

Importante mencionar que os arranjos do concerto foram preparados pela pianista venezuelana Maribel Puentes, que atua como coordenadora pedagógica musical da Orquestra Criança Cidadã.

Informações do evento

  • O que: Concerto de Dia das Crianças da Orquestra Criança Cidadã (OCC), com a Orquestra Sinfônica Infantil
  • Quando: Segunda-feira, 12 de outubro, às 17h
  • Onde: Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu) – Avenida Boa Viagem, s/n
  • Entrada: Gratuita, com retirada de ingressos online
  • Contato e informações: Instagram @criancacidada
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Cultura

Feteag comemora 45 anos com espetáculos em Recife e Agreste

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Há 45 anos foi criado o Festival de Teatro do Agreste em Caruaru (Feteag), com foco formativo, unindo jovens estudantes ao universo das artes cênicas e fortalecendo a produção teatral pelas diversas regiões de Pernambuco.

Na edição de 2026, que vai até 31 de outubro, as cidades de Caruaru e Recife recebem uma programação diversificada que inclui espetáculos, atividades formativas, intercâmbios artísticos e a estreia da iniciativa ‘Caruaru Conectada – Rodada de Negócios’, dedicada à circulação e profissionalização da arte no Nordeste.

O festival mantém o compromisso de valorizar a cena cultural, dentro e fora dos palcos, promovendo movimentos que exaltam a produção artística de todas as suas edições.

Fabio Pascoal, idealizador, produtor e curador do Feteag, relata: “Desde 2010, promovemos essa dinâmica, trazendo espetáculos como ‘Kelbilim, o cão da divindade’ do Lume (SP), e envolvendo o público local. Em 2018 apresentamos ‘Batucada’ do Piauí, e em 2021 ‘Gala’, de Jérôme.”

Literatura

Durante o festival serão lançados livros que celebram as memórias da comunidade LGBTQIAPN+, como Lantejoulas no Mangue, de Márcio Bastos, que recupera a trajetória do grupo teatral Vivencial.

Outro lançamento é Copi: a desmesura de uma vida meteórica, de Renata Pimentel, que retrata o escritor, dramaturgo e quadrinista argentino. Esta obra estará disponível para compra no evento. O livro de Márcio Bastos será lançado em 16 de outubro no Teatro Lycio Neves, em Caruaru.

Mostras de espetáculos

Na edição 2026 do festival, criado em 1981 pelo Teatro Experimental de Arte (TEA), serão exibidas as mostras Argemiro Pascoal, Mostra PE, a Mostra Erenice Lisboa (antiga Mostra Infantil) e a Mostra Respira de Música Autoral.

Formação e intercâmbio

Até 11 de outubro, o Teatro Lycio Neves abriga oficinas de interpretação, dramaturgia, direção e produção, além de outras atividades como Cine-Corpografia, Corpo Imagem – oficina de fotografia e experimentação corporal, e iniciativas de intercâmbio artístico com a Selvática Produções de Curitiba.

Programação destacada

  • 15 de outubro (quinta-feira): às 20h, no Teatro Hermilo Borba Filho, apresentação da peça ‘Josefina’, do grupo Cangaias. A obra inspira-se na literatura de Franz Kafka, unindo clássicos e elementos da vida urbana da Região Metropolitana de Fortaleza.
  • 16 de outubro (sexta-feira): às 20h, no Teatro Rui Limeira Rosa, em Caruaru, a performance ‘Mimosa’ de Flávia Pinheiro. A apresentação explora temas relacionados a processos de nomeação e classificação do mundo vegetal, a partir da planta Mimosa pudica, conhecida por fechar suas folhas ao toque.
  • 18 de outubro (domingo): às 19h, no Teatro Rui Limeira Rosal, em Caruaru, a dança urbana contemporânea do espetáculo ‘Obaque’, que aborda a fisicalidade e possibilidades de reinvenção do corpo periférico.
  • 24 de outubro (sábado): no Teatro Lycio Neves, em Caruaru, a performance de dança ‘From This Comes’ da artista Valentina Parravicini, que propõe uma coleção de fragmentos e relações em movimento constante.
  • 20 e 29 de outubro: apresentação da peça ‘Cabaré da Vida Pequena’, pela Cia. Rústica com direção de Patrícia Fagundes, no Teatro Lycio Neves. Uma mostra que enfatiza a criação artística livre entre afetos, desejos e risadas.

O Festival de Teatro do Agreste é promovido pelo Teatro Experimental de Arte em parceria com o Ministério da Cultura, com apoio de diversas instituições culturais e governamentais, reafirmando seu papel de destaque na cena cultural pernambucana.

Informações do evento

36ª edição do Festival de Teatro do Agreste (Feteag 2026)

Quando: até 31 de outubro

Onde: Caruaru e Recife

Contato: @feteag | www.feteag.com.br

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Cultura

Passeio no Recife para estimular a escrita criativa

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O projeto Café pra escrever, criado pelo escritor, dramaturgo e ator Cleyton Cabral, acontecerá neste sábado (10), das 14h às 17h, no Bairro do Recife. Nesta segunda edição, a ideia é levar os participantes para as ruas com a atividade “Escrever a cidade”, uma imersão em escrita criativa durante um passeio.

A proposta é desenvolver a escrita a partir da vivência direta com o ambiente urbano. Durante três horas, os inscritos irão caminhar pelo bairro, observar a paisagem, prestar atenção nas pessoas, nos detalhes e nas histórias que permeiam o local. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo Instagram @cafepraescrever ou diretamente com Cleyton Cabral.

Escrever a cidade

O exercício incentiva a escrita baseada em uma caminhada pelo Bairro do Recife, transformando as experiências encontradas em criação literária. “Desta vez, vamos iniciar pela rua, não pela mesa. Caminharemos, observaremos, escreveremos pelo percurso e recolheremos histórias, imagens, palavras e detalhes. No fim, chegaremos a um café para sentar e transformar tudo em texto”, explica Cleyton.

O encontro inicial será na Bodega de Véio, no Recife Antigo, que marca o começo da atividade. O projeto mantém seu foco em pequenos grupos para experimentar a escrita por meio de estímulos do dia a dia, sem exigir experiência ou formação literária prévia.

Lançado em 2026, o Café pra escrever promove encontros de escrita criativa em cafés diferentes do Recife. A primeira edição teve como tema as listas, com o evento “Toda lista esconde uma história”. Esta nova edição amplia a experiência ao espaço urbano, convidando a olhar para o Recife como fonte de inspiração para a escrita.

Informações

  • Café pra escrever | Encontro #02 | Escrever a cidade
  • Quando: sábado (10), das 14h às 17h
  • Onde: ponto de encontro na Bodega do Véio (Rua Mariz e Barros, 328 – Bairro do Recife)
  • Inscrições limitadas pelo Instagram @cafepraescrever
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