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Como justificar sua ausência nas eleições 2026 pelo celular

O eleitor que estiver fora de sua cidade no dia da votação das Eleições 2026 poderá usar o aplicativo e-Título para justificar sua ausência de forma prática pelo celular.

O primeiro turno ocorrerá no domingo, dia 4, das 8h às 17h no horário de Brasília.

Esse recurso ajuda a diminuir a espera nas seções eleitorais, pois permite a justificativa rápida e direta pelo smartphone ou tablet no dia da votação.

Caso o eleitor não compareça aos dois turnos, deverá justificar separadamente cada ausência conforme os prazos exigidos.

Justifique pela palma da mão

O Tribunal Superior Eleitoral informa que não é preciso apresentar documentos que provem o motivo da ausência quando a justificativa for feita no dia da eleição.

O aplicativo verifica a localização do eleitor via geolocalização para confirmar se ele está em uma cidade diferente da que está registrado.

Essa opção está disponível para títulos regulares ou suspensos.

Entrega presencial

Se não conseguir justificar pelo app, o eleitor pode preencher um formulário em PDF para justificar sua ausência.

O documento impresso deve ser entregue na seção eleitoral mais próxima ou nos locais indicados pelos Tribunais Regionais Eleitorais e cartórios eleitorais.

É necessário levar um documento oficial com foto, mesmo que esteja vencido.

O formulário pode ser obtido online nos sites do Tribunal Superior Eleitoral e dos Tribunais Regionais Eleitorais, ou impresso nas unidades eleitorais no dia da eleição.

Eleitores no exterior

Quem tem domicílio eleitoral no Brasil e estiver fora do país no dia da eleição deve justificar a ausência pelo app e-Título ou nas mesas eleitorais com urna eletrônica no exterior.

Pós-eleição

Justificativas realizadas por formulário deverão ser lançadas no cadastro eleitoral até 9 de dezembro pelo juízo responsável.

Prazo para justificar

Quem não votou nem justificou no dia da eleição pode fazê-lo em até 60 dias após cada turno, apresentando documentos que comprovem a ausência.

As opções para justificar nesse prazo são:

  • Aplicativo e-Título;
  • Internet, via autoatendimento nos sites da Justiça Eleitoral;
  • Presencialmente em qualquer cartório eleitoral.

O prazo final para justificar o primeiro turno é 3 de dezembro e para o segundo turno é 8 de janeiro de 2027.

Penalidades

Eleitores com voto obrigatório podem justificar quantas vezes for necessário.

A ausência em três eleições consecutivas sem justificar ou pagar multa pode levar ao cancelamento do título.

Sem regularizar a situação, o eleitor não poderá:

  • Obter documentos como identidade ou passaporte;
  • Participar de concursos ou posse em cargos públicos;
  • Renovar matrícula em estabelecimentos oficiais de ensino;
  • Fazer empréstimos em bancos públicos;
  • Participar de licitações públicas;
  • Receber salários em cargos públicos;
  • Realizar atos que exijam certidão de quitação eleitoral.

Obrigatoriedade do voto

O voto é obrigatório para brasileiros alfabetizados entre 18 e 70 anos. Para jovens de 16 a 18 anos, maiores de 70 e analfabetos, o voto é facultativo.

Este ano, jovens que completam 16 anos até a eleição puderam se alistar.

Pessoas com deficiência que não podem votar podem solicitar isenção das sanções eleitorais.

Não podem se alistar estrangeiros, quem cumpre serviço militar obrigatório e quem tem direitos políticos suspensos por condenação criminal definitiva.

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Presidente do TRE-PE destaca segurança das urnas nas Eleições 2026

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Começou às 8h da manhã deste domingo (4) o primeiro turno das Eleições 2026 em todo o Brasil. Em Pernambuco, 7.225.744 eleitores estão habilitados para votar nas diversas regiões do estado, incluindo a Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata, Agreste e Sertão.

Durante uma coletiva de imprensa para marcar o início da votação, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), desembargador Fernando Cerqueira Norberto dos Santos, ressaltou a confiabilidade das urnas eletrônicas, mencionando que em três décadas não houve nenhum incidente registrado envolvendo as urnas. “As urnas possuem total confiança da sociedade”, destacou o desembargador.

No seu pronunciamento, o magistrado também mencionou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começará a divulgar a apuração por volta das 17h03, porém, ainda não há previsão para que o eleitor saiba se será necessário um segundo turno.

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Flávio Bolsonaro vota no Rio de Janeiro

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O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, deu seu voto às 8h16 deste domingo (4).

Ele estava acompanhado de sua esposa, Fernanda Bolsonaro, e votou na Escola Municipal Barão Homem de Mello, situada em Vila Isabel, no Rio de Janeiro, logo após a abertura dos locais de votação.

Como o primeiro candidato à presidência a votar, Flávio Bolsonaro deve observar a contagem dos votos em Brasília, em um local que será definido posteriormente.

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Quase 40% dos eleitores estão desanimados com a eleição

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A imagem de 2008 do então governador de São Paulo, José Serra (PSDB), ‘vacinando’ o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou marcada na memória da arquiteta Paula Falcão. Hoje, com 30 anos, ela lembra claramente da fotografia que viu aos 12 anos, destacando o tom descontraído com que os adversários políticos posaram para promover uma campanha de vacinação. Uma cena que, para ela, parece improvável de se repetir.

“Antes havia uma cordialidade entre os concorrentes políticos, um respeito, mesmo que não fosse sincero. Atualmente, o cenário é de constante ataque entre eles. A política virou mais sobre derrotar o adversário do que fazer algo positivo para a sociedade”, relatou a arquiteta, que está desanimada com o andamento da disputa presidencial deste ano.

Esse sentimento de Paula é compartilhado por um segmento significativo do eleitorado. De acordo com a pesquisa Travessia, elaborada com exclusividade para o Estadão, quase quatro em cada dez eleitores expressaram sentimentos de “descrença”, “revolta” ou “desânimo” em relação à corrida presidencial. Por outro lado, 42,5% mostraram “esperança” com a eleição; 5,1% citam “alegria”; 12,6% não sentem nada específico; e 3% não souberam ou preferiram não responder.

Paula recorda que quando votou em Lula em 2022, chegou às urnas com a esperança de que o país melhorasse. Quatro anos depois, percebe poucas mudanças positivas e sente que as crises são muitas e simultâneas. Ela admite ter dificuldade para acompanhar as notícias.

Embora pretenda votar novamente no petista devido à falta de alternativas convincentes, Paula disse que sua escolha é mais motivada pela rejeição ao bolsonarismo do que pela expectativa de melhorias sob um novo governo de Lula. “É um sentimento de desânimo, de ‘tem que votar para não piorar’. Não acredito que nada vá melhorar.”

O voto por rejeição atinge quase metade dos brasileiros, segundo a pesquisa Travessia, em que 46% afirmam que votarão em alguém apenas para evitar a vitória de outro candidato. Essa porcentagem é maior entre eleitores com renda de até dois salários mínimos (49,8%) e moradores da região Norte (51,2%). Já 49,4% dizem que escolherão seu candidato baseado em propostas ou admiração pelo presidenciável.

O nutricionista Joás Garcia, 22 anos, afirma ter pouca identificação com o plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Concorda com ele apenas em segurança pública e corte de impostos. Seu voto em Flávio é, na verdade, um voto anti-PT.

“Meu voto em Flávio é 70% contra o PT. É um voto útil”, declarou Joás Garcia. “Não voto nele por convicção, mas por me sentir preso a um ciclo sem saída, dominado por um projeto autoritário do PT.”

Garcia, que viveu a maior parte da vida sob governos petistas, acredita que o país estagnou ou regrediu em vários índices importantes para o progresso nacional. “Especialmente neste mandato, de 2023 a 2026, minha vida e de minha família foram diretamente impactadas pelo aumento e criação de impostos, sem benefícios claros no meu dia a dia.”

Ele também expressou preocupação com a possibilidade de Lula indicar mais ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF), lembrando que o presidente já indicou seu advogado e amigo de longa data, Cristiano Zanin, para uma vaga na Corte.

Na visão de Garcia, essas indicações favoreceram decisões para o petista, o que ele considera totalmente antiético e inconstitucional.

“Se Lula indicar mais ministros caso ganhe, isso selaria o projeto de poder do PT”, disse o nutricionista.

Descrença

Para o cientista político Renato Dorgan, CEO do Travessia Pesquisas, a população brasileira demonstra descrença nas instituições e na classe política, ampliada pelo escândalo do Banco Master, que envolveu os Três Poderes da República.

“O banqueiro Daniel Vorcaro revelou uma corrupção desenfreada que já existia no Legislativo e Executivo há muito tempo, mostrando que quem tem dinheiro controla a política, os juízes, a mídia e outros setores. Isso foi um choque para a sociedade”, explicou o especialista, que também observa o desgaste causado pela repetição de promessas não cumpridas nas eleições.

Apesar da elevada porcentagem de esperança, Dorgan ressalta que esse sentimento não está necessariamente vinculado à política. “O brasileiro é alegre e sempre espera o melhor, mas esperança na política é algo diferente.”

Desânimo

O desinteresse dos eleitores preocupa as campanhas, que têm dificuldade para distribuir material e atrair apoiadores a eventos. Dorgan atribui esse desânimo, em parte, à escolha das campanhas em abandonar o debate de propostas e focar nas redes sociais.

“As redes sociais simplificaram a disputa e uma nova geração de marqueteiros acha que o público não quer propostas, mas só conteúdo rápido e ideologia. Isso não é verdade. As pessoas ainda querem ouvir propostas, mesmo desacreditando nas que se repetem.”

O especialista acredita que esse desengajamento pode elevar a abstenção, já historicamente alta no Brasil. Conforme a pesquisa Travessia, 78,5% dos eleitores afirmam que votarão com certeza este ano, enquanto 20,2% ainda estão incertos e 1,3% não responderam.

Essa incerteza é alta considerando que o voto é obrigatório, e muitos eleitores podem se sentir constrangidos em admitir que podem não votar.

A disposição para votar é menor entre eleitores com renda até dois salários mínimos que vivem na Região Sudeste: 64,9% garantem que votarão com certeza, enquanto 31,5% não demonstram essa convicção.

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