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Esporte

Ancelotti está satisfeito com Data Fifa e vê futuro promissor para o Brasil

Carlo Ancelotti avaliou de forma positiva o desempenho da seleção brasileira durante a Data Fifa de novembro. Para o treinador, este período foi essencial para ampliar as opções do time e testar jogadores ainda não experimentados anteriormente.

Em três jogos amistosos, o Brasil empatou em 1 a 1 e venceu por 4 a 2 a Austrália, antes de superar a Índia por 4 a 0 neste sábado, 3, em Calcutá.

“Terminamos este ciclo com a sensação de que os jogadores têm potencial para um desempenho ainda melhor. Cada atleta possui suas características e, no final, estamos satisfeitos com o que vimos. O importante não é o nível do jogo em si, mas sim fazer o melhor, considerando a condição e a pressão existente”, afirmou Ancelotti em entrevista coletiva.

O técnico utilizou os 26 convocados e experimentou diferentes esquemas táticos. Nove dos atletas chamados para essa Data Fifa foram convocados pela primeira vez.

Contra a Índia, Ancelotti reconheceu que o time enfrentou dificuldades para marcar o primeiro gol, mas destacou a mudança no jogo após o tento de Estêvão.

“Foi complicado abrir o placar, mas a partir do gol de Estêvão, conseguimos controlar melhor a partida”, disse.

O treinador também elogiou alguns jogadores que ganharam oportunidades durante a Data Fifa. Citou nominalmente Jair, Bontempo, Breno Bidon, Arthur Dias e os goleiros, reforçando a importância de dar continuidade ao desenvolvimento dos jovens talentos.

No entanto, Ancelotti apontou a falta de ritmo como um desafio para os atletas com poucos minutos em suas equipes de clube.

“É fundamental dar chances a esses jogadores, pois fica evidente que aqueles com menos tempo de jogo enfrentam mais dificuldades em partidas competitivas, como é o caso de Estêvão e Endrick”, explicou.

Este ciclo marcou o 20º jogo de Carlo Ancelotti no comando da seleção brasileira, com um histórico de 12 vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Ainda há uma Data Fifa agendada para 2024, entre 9 e 17 de novembro.

No dia 14, o adversário será o Japão, novamente rival do Brasil nas fases seguintes da Copa do Mundo, com o confronto previsto para acontecer em Singapura. Em seguida, o Brasil enfrenta o time local no dia 17.

Ancelotti comentou: “Esse período foi muito produtivo. Agora tenho uma noção mais clara para a próxima convocação, que provavelmente não terá grandes alterações, mas quero analisar outros jovens que ainda não estavam prontos para essa etapa da Data Fifa”.

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Esporte

Vasco busca Arena da Amazônia para jogo decisivo contra Boca Juniors

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Em meio ao impasse sobre o local para as semifinais da Sul-Americana, o Vasco procurou a administração da Arena da Amazônia para realizar o jogo. O clube avaliou a possibilidade de utilizar o estádio tanto para o confronto contra o Boca Juniors, pela competição continental, quanto para a partida contra o Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro.

De acordo com a Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (Sedel), o contato foi feito nesta segunda-feira (5). A busca pelo estádio ocorreu no mesmo dia em que o Vasco teve novamente recusado o pedido para mandar o jogo da Sul-Americana no Maracanã.

O confronto entre Vasco e Boca Juniors está marcado para 20 de outubro, pela partida de volta da semifinal da Sul-Americana, enquanto o time carioca enfrenta o Flamengo em 29 de outubro, na 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Pedido para jogar no Maracanã negado

O Vasco também tentou garantir o Maracanã via Justiça. O clube entrou com ação para obrigar a Fla-Flu Serviços S.A., concessionária do estádio, a liberar o local para o duelo contra o Boca Juniors, mas teve o pedido de liminar recusado nesta segunda-feira (5).

A decisão foi proferida pela juíza Adriana Marques dos Santos Laia Franco, da 2ª Vara Cível da Capital. Segundo a magistrada, os documentos apresentados pelo Vasco e pela administração do estádio divergem acerca das condições do gramado e sua recuperação para os próximos jogos previstos no Maracanã.

O Consórcio Fla-Flu informou à Justiça que o estádio receberia três partidas em cinco dias se o jogo entre Vasco e Boca Juniors fosse realizado lá. A administração ressaltou que essa sequência prejudicaria o tempo necessário para recuperação do gramado, comprometendo sua qualidade.

O Vasco não poderá usar o estádio de São Januário porque o local não atende ao requisito da Conmebol para as semifinais continentais, que exigem capacidade mínima para 30 mil espectadores, enquanto São Januário tem pouco mais de 21 mil lugares. O clube obteve parecer favorável do Corpo de Bombeiros para ampliar a capacidade para cerca de 24 mil torcedores, mas esse número ainda é inferior ao exigido.

O prazo para comunicar à Conmebol qual estádio sediará o jogo contra o Boca Juniors encerra-se nesta segunda-feira, dia 5, caso a partida seja realizada fora do Rio de Janeiro. Para estádios localizados na capital fluminense, a decisão pode ser tomada até 10 de outubro, dez dias antes do confronto agendado para 20 de outubro.

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Esporte

Náutico enfrentará melhor ataque da Série B; veja números

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O rival do Náutico na partida de quinta-feira (8), nos Aflitos, pela Série B do Brasileirão, Novorizontino, possui o ataque mais eficiente da competição, com 52 gols marcados. Este é um ponto que exige cuidado dos alvirrubros no confronto que pode garantir simbolicamente a manutenção do Timbu na divisão.

O CRB, detentor do segundo melhor ataque da competição, marcou seis gols a menos que o Novorizontino. O Náutico marcou 39 gols, ocupando a sétima posição nesse quesito, empatado com Atlético-GO e Londrina.

A Ponte Preta, com apenas 17 gols, apresenta o pior ataque da Série B. O clube está perto do rebaixamento matemático para a Série C, acumulando apenas 13 pontos em 31 jogos e um aproveitamento de 13%.

Destaques

Um dos segredos ofensivos do Novorizontino está no atacante Robson, de 35 anos, com passagens por clubes como Fortaleza, Coritiba e São Paulo. Ele marcou 16 gols na Série B, compartilhando o posto de artilheiro do campeonato com Mikael, do CRB.

No ano, Robson marcou 24 gols em 44 jogos e contribuiu com sete assistências, vivendo sua melhor temporada até hoje. Anteriormente, seu ano mais produtivo havia sido em 2021 pelo Fortaleza, com 15 gols.

Outro jogador importante do time paulista é o meia Rômulo, de 24 anos, contratado pelo Palmeiras e emprestado ao clube do interior até o fim de 2026. Na Série B, ele já marcou 10 gols.

Recentemente, Rômulo recebeu uma oferta de 4 milhões de dólares do futebol russo (aproximadamente R$ 20 milhões), mas preferiu continuar no Novorizontino para ajudar a equipe na busca pela Série A. O time está atualmente em terceiro lugar, com 54 pontos.

Reencontro

No primeiro turno, no estádio Jorge Ismael de Biasi, Novorizontino e Náutico empataram por 1 a 1. Dodô, que já não pertence mais ao Timbu, marcou os dois gols visitantes, enquanto Robson e Juninho marcaram pelo mandante. Na ocasião, ambos os times estavam entre os seis primeiros colocados, mas só o time paulista permaneceu nessa colocação.

O Náutico, atualmente na 13ª posição com 42 pontos, está 10 pontos atrás do Atlético-GO, que ocupa a sexta posição e é o primeiro dentro do G6. Conforme o site Chance de Gol, o Náutico tem apenas 0,3% de chances matemáticas de terminar entre os seis primeiros para disputar o mata-mata de acesso à Série A. Uma vitória contra o Novorizontino levaria os pernambucanos a 45 pontos, praticamente garantindo a permanência na Série B.

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Esporte

Novos jogadores e antigos desafios para o Brasil de Ancelotti

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O Brasil experimentou jogadores inéditos na lista do FIFA, marcou a aposentadoria de Neymar da seleção e, mesmo assim, repetiu os problemas antigos que o afetaram na Copa do Mundo de 2026.

Após vencer a Índia por 4 a 0 no sábado e finalizar a série de amistosos, a equipe comandada por Carlo Ancelotti enfrentou novamente dificuldades para dominar o meio-campo, enquanto busca renovar posições essenciais.

Antes disso, a seleção brasileira disputou duas partidas na Austrália, resultando em um empate de 1 a 1 e uma vitória por 4 a 2.

Ancelotti reconheceu que seus atletas “podem apresentar um desempenho melhor”, embora tenha exaltado talentos promissores como o meio-campista Gabriel Bontempo (Santos) e os zagueiros Jair Cunha (Nottingham Forest) e Arthur Dias (Athletico-PR).

Análise do retorno da Seleção após eliminação precoce

Meio-campo em dificuldades

Após um empate desapontador no começo, Bontempo foi titular nos dois jogos seguintes.

A equipe melhorou ao atuar com três meio-campistas de ofício, mas ainda falta maior fluidez no estilo de jogo, uma questão longe de se resolver com a saída de Neymar.

“O primeiro jogo dele foi superior ao segundo”, comentou Ancelotti sobre o jovem santista de 21 anos.

Um dos jogadores que saiu mais fortalecido foi Danilo Santos, um dos nove remanescentes da convocação da Copa do Mundo.

Com a ausência de Casemiro, que não faz mais parte dos planos, Ancelotti aposta em Danilo como pilar do meio ao lado de Bruno Guimarães.

Danilo foi titular nos três jogos, teve o maior tempo em campo entre todos os jogadores nos amistosos, ultrapassando 200 minutos.

“Começar esse novo ciclo com sequência e confiança do treinador é motivo de muita alegria. Quero aproveitar todas as oportunidades”, declarou Danilo.

Vinícius Júnior com desempenho discreto

Vinícius Júnior brilhou na Copa do Mundo, mesmo com a eliminação brasileira, marcando quatro gols no torneio, mas agora seu momento ruim no Real Madrid refletiu na seleção.

Ele mostrou lampejos de qualidade no segundo confronto, contribuindo decisivamente para um gol e sofrendo um pênalti que converteu, mas nada além disso.

No jogo do sábado, enfrentou dificuldades contra a defesa adversária. Samuel Lino entrou em seu lugar e marcou dois gols.

Ancelotti, entretanto, declarou publicamente seu apoio ao atacante do Real Madrid.

Preocupações e alternativas no ataque

Ancelotti esperava contar com João Pedro, que vive boa fase no Chelsea, mas uma lesão comprometeu essa possibilidade.

No segundo jogo, surgiu a novidade de Raphinha atuando como ‘falso 9’, função em que tem se destacado pelo Barcelona, porém não repetiu o desempenho do clube, e problemas musculares o afastaram da última partida.

É importante observar a falta de ritmo de jogo entre jovens promessas como Estêvão (Chelsea) e Endrick (Real Madrid), que limita seu desempenho.

“Alguns atletas enfrentam mais desafios para competir em alto nível por falta de minutos em seus clubes, como Estêvão e Endrick”, afirmou o treinador candidamente.

Rotações na posição de goleiro

Hugo Souza e os novatos Otávio e Pedro Morisco se revezaram na meta, cada um jogando uma partida.

Sob críticas, Souza e Otávio sofreram gols, enquanto Morisco teve uma atuação tranquila contra a Índia, que pouco o exigiu.

Um dos objetivos de Ancelotti é descobrir o sucessor de Alisson, que ocupou a posição de titular nos últimos anos.

Defesa em busca de soluções

Ancelotti direcionou sua atenção para as laterais da defesa, onde há escassez de opções constantes.

Mauro Júnior, do PSV Eindhoven, estreou na Seleção aos 27 anos. Apesar de não brilhar, mostrou potencial para disputar a vaga de lateral-esquerdo com Douglas Santos, devido à sua capacidade ofensiva.

No lado direito, convocou Wesley, cortado por lesão, com Matheuzinho destacando-se. Contudo, os jogos contra a Austrália mostraram fragilidades defensivas nas laterais.

No centro da zaga, Vitor Reis, Jair Cunha e Arthur Dias alternaram a titularidade junto a Marquinhos e Gabriel Magalhães. Ancelotti elogiou: “Jair jogou muito bem” e “Arthur Dias também”.

Nos próximos meses, o Brasil enfrentará Japão e Singapura. Ancelotti sinalizou que manterá uma lista semelhante, mas deseja observar outros jovens talentos.

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