Brasil
Idosos votam primeiro: conheça quem tem prioridade nas eleições
Neste domingo (4), os 158,7 mil eleitores que vão às urnas deverão votar para cinco cargos em disputa no primeiro turno: deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente da República. Caso haja fila nas seções de votação, a lei determina grupos prioritários que podem votar antes dos demais.
Idosos com mais de 80 anos
A prioridade máxima é dada aos eleitores com idade acima de 80 anos. Independentemente do momento em que chegaram, eles têm o direito de furar a fila e essa prioridade se estende ao acompanhante do eleitor idoso.
Outros grupos também têm prioridade para votar. Veja quem são:
- idosos com 60 anos ou mais;
- pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida;
- pessoas doentes;
- pessoas com transtorno do espectro autista;
- pessoas obesas;
- mulheres grávidas;
- mães que estão amamentando;
- pessoas que estão acompanhadas de crianças pequenas no colo;
- doadores de sangue.
Além disso, profissionais que atuam na organização das eleições também têm prioridade para votar. Entre eles estão:
- candidatas e candidatos;
- juízes eleitorais e seus assistentes;
- servidores da Justiça Eleitoral;
- promotores eleitorais;
- militares e agentes de segurança que estejam em serviço.
Brasil
Marinho afirma que adversários e Centrão são bem-vindos na campanha de Flávio Bolsonaro
Senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador político do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), anunciou nesta segunda-feira (5) que a campanha já iniciou as negociações para ampliar o apoio ao candidato no segundo turno. Conforme declarou, os adversários e partidos do Centrão que optaram por ficar neutros no primeiro turno serão acolhidos na campanha daqui para frente.
“Este período que precede o início da campanha será dedicado justamente a dialogar com nossos aliados e com os que estão chegando, todos são bem-vindos, especialmente aqueles que acreditam na importância de derrotar o PT”, afirmou ele a jornalistas em Brasília.
De acordo com Marinho, a campanha está em contato com partidos que não apoiaram formalmente Flávio na primeira fase da disputa, como o PP, União Brasil, Republicanos e Podemos. A expectativa é que as principais negociações se concluem até quinta-feira (8), e os apoios serão divulgados conforme forem oficializados.
Flávio e seus aliados planejam estar em Goiás nesta terça-feira (6) para conversar com o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e seu grupo político. Estão previstas também reuniões com o partido Novo e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Augusto Cury (Avante) também foi contatado. Marinho preferiu não comentar se a campanha buscou o apoio de Renan Santos (Missão), que já declarou que não apoiará Flávio.
Marinho explicou que a iniciativa visa conquistar eleitores que não votaram em Flávio no primeiro turno. “Sabemos que nada está garantido. Estamos confiantes, assim como estivemos no primeiro turno, mas cientes da necessidade de atrair aqueles que não nos apoiaram inicialmente”, comentou.
O senador também mencionou que Flávio deverá receber em breve uma comitiva de parlamentares do setor do agronegócio.
A formação dessas alianças acontece paralelamente à organização das atividades de rua para o segundo turno, que devem começar na sexta-feira (9), principalmente na cidade de São Paulo.
Rogério Marinho ainda comentou o aumento da bancada do PL, atribuindo-o parcialmente à insatisfação popular com o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, membros da Corte assumiram papel central na política: “O que ocorreu no Brasil reflete uma reação da sociedade, que está cansada dessa interferência exagerada de um Poder sobre os outros demais Poderes da República… É um debate cada vez mais presente no Brasil”, concluiu.
Brasil
Fim da escala 6×1 será votado apesar de apoio a Flávio Bolsonaro
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, afirmou nesta segunda-feira (5) que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), seguirá com a votação da proposta que elimina a escala 6×1.
“A prioridade do governo é aprovar o fim da escala 6×1. Vou conversar com o presidente Alcolumbre para iniciar o debate e votar até quarta-feira”, declarou Guimarães antes de participar de um encontro no Hotel Sanmarco, em Brasília, com Lula e aliados, após os resultados do primeiro turno das eleições presidenciais.
“O presidente Davi tem se mantido firme. Ele pretende votar esta proposta ainda nesta semana, conforme anunciou publicamente”, acrescentou.
Guimarães descartou a possibilidade de Alcolumbre recuar da votação devido ao resultado do primeiro turno. O senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou a votação com quase 2,3 milhões de votos a mais que Lula, tornando-se favorito para a presidência.
“A situação continua estável, a disputa está acirrada. São 2% de diferença e vamos continuar lutando. Esta proposta é importante para o Brasil, não para um candidato específico”, disse Guimarães.
O presidente do Senado havia agendado três sessões para avaliar a proposta, começando na terça-feira (6).
No entanto, cresce a incerteza se a votação ocorrerá, considerando que o senador Flávio Bolsonaro está na liderança, e o PL conquistou 13 novas cadeiras, chegando a 28 dos 81 assentos do Senado, mais de um terço.
Acabar com a escala 6×1 é visto como uma meta crucial para o desafio de Lula tentar reverter o resultado das eleições no próximo turno. Desde que o país retornou à democracia, nenhum candidato em segundo lugar conseguiu ultrapassar o líder e vencer a presidência.
Brasil
Fachin afirma que o STF é maior que todos e seguirá firme
Um dia após a eleição de pelo menos 31 senadores que apoiam o impeachment de membros do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Corte, Edson Fachin, declarou que “situações mudam” e que o Tribunal “continuará firme”. A fala ocorreu na abertura de um evento na sede do tribunal nesta segunda-feira (5), em comemoração aos 38 anos da Constituição.
“Situações mudam, gerações passam, os desafios ganham novas formas. O Tribunal é maior do que tudo e todos, e ele continuará firme”, afirmou Fachin.
O ministro ressaltou que os servidores do Supremo mantiveram uma vigilância constante na preservação da democracia: “Essa vigilância raramente recebe destaque; está presente nos processos bem fundamentados, nos votos cuidadosamente analisados, no atendimento dedicado a quem busca a Justiça, nas sessões pontuais e na comunicação clara à população.”
Fachin também recordou o papel do tribunal durante o julgamento da tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023, homenageando individualmente todos os ministros pela sua “contribuição institucional”. Em sua conclusão, o presidente do Supremo enfatizou que “nenhuma ambição de poder pode se sobrepor à soberania do povo, à ordem constitucional e à democracia.”
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