Cultura
Luana Tavares destaca suas raízes em álbum de estreia lançado nesta quinta
Luana Tavares inicia seu álbum de estreia com uma bênção e um convite para dançar, seguido de uma colaboração com Gabi da Pele Preta, numa música que celebra o surgimento de uma nova era, uma oportunidade para ser quem realmente é, resistir, enfrentar e cantar.
Ouvir o álbum “Luana Tavares”, especialmente após as faixas “Sabença”, “Flerte” e “Minha Missão”, transforma-se em um manifesto sonoro essencial que deve ser compartilhado para promover o entendimento de história, ancestralidade e dores, reconstruindo perspectivas.
A cantora e compositora pernambucana Luana Tavares, originária da Mata Norte do estado, entrelaça seu primeiro projeto musical, lançado nesta quinta-feira (1º) nas plataformas digitais, com o apoio do Funcultura (Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura), pela Fundarpe e Secretaria de Cultura do Governo de Pernambuco.
Com nove canções autorais, sendo seis inéditas, o disco conta com importantes nomes da cena musical pernambucana, incluindo a direção musical e produção assinadas por Juliano Holanda, de Goiana, assim como Luana.
Além de integrar a Mostra Reverbo, uma escola de trocas e vivências artísticas reconhecida nos palcos de Recife, Luana compartilha o trabalho com Gilú Amaral (percussão) e Nilsinho Amarante (trombone), e recebe o apoio vocal de Mayara Pêra e Vinicius Barros. A produção artística também conta com Mery Lemos, que participa do coro, assim como as parcerias de Isaar e Gabi da Pele Preta.
O álbum percorre temas atemporais pessoais e coletivos que exploram pertencimentos carregados de afetos, em faixas que vão desde “Sabença” até “O Amor Vai Nos Dizer”.
“Este disco traz mais pulsação e força, refletindo como minha origem na Zona da Mata influencia minha visão de mundo. As inquietações seguem: ser negra, fazer minha poesia e afirmar o protagonismo negro”, explica Luana.
Ela destaca ainda que o objetivo é revelar uma nova versão de si mesma e construir uma mulher diferente a cada dia, com uma tonalidade nova, iluminada pelo momento atual de sua vida.
“A lua tem um papel importante na minha vida e há muitos lados meus a descobrir. Este disco é resultado dessa mistura e desse desejo de expressar novas ideias e reunir pessoas. Nunca estive sozinha, pois minha ancestralidade sempre esteve presente”, complementa Luana.
Guiado por elementos sonoros de terreiro e musicalidades da Zona da Mata Norte, o álbum representa uma verdadeira narrativa, como relata Juliano Holanda: “Este é um disco que conta uma história”.
Juliano destaca a importância de Luana se afirmar como compositora devido à complexidade de sua criação, valorizando o talento emergente da cena musical pernambucana.
Em cada faixa do álbum, Luana compartilha sua história e inspira outras pessoas a fazerem o mesmo, com uma voz marcada pela força e serenidade.
Faixas do álbum “Luana Tavares”
- Sabença
- Flerte (parceria com Hélio Abulidu)
- Minha Missão (dueto com Gabi da Pele Preta)
- Espelho
- Onde Está Seu Coração
- Boca da Mata
- Tomara (com participação de Isaar)
- Lama (parceria com Juliano Holanda)
- O Amor Vai Nos Dizer (com Jonatas Onofre e Alexandre Revoredo)
Informações do álbum
“Luana Tavares”, álbum de estreia de Luana Tavares, está disponível nas plataformas digitais.
Para mais informações, siga @luanatavaresoficial nas redes sociais.
Cultura
Paul McCartney fala sobre casamento de Taylor Swift e música que cantou
Segredos sobre o enlace da cantora Taylor Swift com o jogador de futebol americano Travis Kelce despertam a curiosidade de muitos. Um dos convidados, Paul McCartney, revelou alguns detalhes.
Em uma entrevista ao programa “Jimmy Kimmel Live!”, na noite da última sexta-feira (2), ele afirmou que participou da cerimônia realizada no começo de julho, cantando uma canção.
Paul revelou que foi solicitado por Taylor para entoar o famoso sucesso dos Beatles, “I Want to Hold Your Hand”, que marcou a estreia da banda no cenário musical dos Estados Unidos em 1964.
“Eu sugeri que todos cantassem junto e que ela dedicasse a música ao seu esposo”, explicou o músico, que mantém uma longa amizade com a artista e chegou a posar com ela na capa da revista Rolling Stone.
Além de Paul McCartney, Stevie Nicks, integrante da banda Fleetwood Mac e amiga de Taylor Swift, também fez uma apresentação na celebração, conforme divulgado pela imprensa americana.
Cultura
Rádio MEC Lança Série Eu Gosto de Música com Apresentação de Ruy Castro
A Rádio MEC estreia neste domingo, dia 4, às 21h, uma série original chamada Eu Gosto de Música, apresentada pelo jornalista e escritor Ruy Castro. Baseada no livro mais recente do autor, a produção conta com quatro episódios que abordam os estilos samba, carnaval, bossa nova e jazz. A série também será transmitida na Rádio Nacional às segundas-feiras, às 22h.
Produzida por Ruy Castro, Heloisa Seixas e Julia Romeu, a série se destaca pelo estilo único do apresentador, que investiga a trajetória da música e das grandes personalidades que a marcaram.
Primeiro Episódio: Samba
Em “Eu Gosto de Samba”, o primeiro programa, Ruy Castro compartilha histórias e curiosidades sobre o samba, destacando artistas como Zé Kéti, Wilson Baptista, Dorival Caymmi, Moreira da Silva e Hermínio Bello de Carvalho.
Entre as histórias contadas pelo jornalista está o tempo em que ele foi vizinho de Zé Kéti no Solar da Fossa, no Rio de Janeiro, em 1968. O programa também destaca a obra de Wilson Baptista, que inclui clássicos como “Oh, Seu Oscar”, “Louco” e “Alô, Padeiro”, além de abordar a presença da palavra “viola” nas letras de sambistas das décadas de 60 e 70.
O episódio traz interpretações de grandes artistas como Elza Soares, Gal Costa, Nara Leão, Chico Buarque, Moreira da Silva, Roberto Silva, Doris Monteiro, Roberta Sá e Paulinho da Viola. Ao final, Ruy Castro fala sobre a trajetória de Hermínio Bello de Carvalho e sua influência na música brasileira como compositor e letrista.
Programação da Série
- 4/10 – Episódio 1: Samba
- 11/10 – Episódio 2: Carnaval
- 18/10 – Episódio 3: Bossa Nova
- 25/10 – Episódio 4: Jazz
Outras Produções de Ruy Castro na Rádio MEC
Ruy Castro tem uma longa trajetória de produções musicais na Rádio MEC. Em março deste ano, lançou “De Quem é a Música?”, uma série sobre grandes compositores conhecidos por suas obras.
Em janeiro, estreou a produção Samba-Jazz, que explorou este gênero musical brasileiro. Logo depois, em fevereiro, a série “A Música do Carnaval” destacou sucessos do repertório popular, trazendo curiosidades sobre intérpretes e compositores.
Em abril, a atração “Ao Som dos Boleros e Tangos” contou a história de dois ritmos internacionais e sua influência na cultura brasileira.
Maio foi dedicado a “Orlando Silva, o Cantor das Multidões”, que destacou a vida e carreira do famoso intérprete brasileiro, enquanto agosto homenageou Tom Jobim na série “Tom Jobim, o Ouvidor do Brasil”, baseada no livro premiado de Ruy Castro.
Em outubro, foram lançadas séries de crônicas de Ruy Castro e Heloisa Seixas, além da produção temática “A Música do Cinema”, que explorou trilhas sonoras de filmes clássicos brasileiros e europeus, com destaque para o jazz.
Sobre o Apresentador Ruy Castro
Ruy Castro iniciou sua carreira como repórter em 1967 no Rio de Janeiro, trabalhando nos principais veículos da imprensa local e de São Paulo. Em 1988, ele se dedicou à escrita e publicou seu primeiro livro em 1990, “Chega de Saudade: a História e as Histórias da Bossa Nova”.
É autor de biografias de personalidades como Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda, além de obras sobre a história da bossa nova, samba-canção, e o Rio de Janeiro dos anos 1920, e ainda sobre cinema e literatura.
Em 2021, recebeu o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras, e em 2022 foi eleito para a cadeira 13 da ABL. Atualmente, também publica artigos para jornais.
Cultura
Maestro Roberto Tibiriçá falece aos 72 anos em São Paulo
Roberto Tibiriçá, maestro renomado, faleceu no sábado, dia 3, aos 72 anos. Embora a causa oficial da morte não tenha sido revelada, o músico enfrentava um câncer há pelo menos dois anos.
A notícia foi confirmada pela conta oficial do Theatro Municipal de São Paulo no Instagram, que ressaltou que o legado de Roberto Tibiriçá vive na música brasileira, nas orquestras que liderou e, principalmente, nas gerações de músicos cuja carreira foi profundamente influenciada por seu empenho e dedicação ao ensino musical.
O velório será aberto ao público, ocorrendo no sábado, 3, no Salão Nobre do Theatro Municipal, das 18h às 22h, e continuará no domingo, 4, das 8h às 12h, no palco da Sala de Espetáculos. O enterro está marcado para as 13h do domingo, 4, no Cemitério São Paulo.
Trajetória Musical Desde a Infância
Em entrevista concedida à Rio TV Câmara em 2017, Tibiriçá compartilhou seu amor pela regência, afirmando que para ele, a função é tudo, não uma questão de vaidade, mas de comando.
Ele ressaltava a disciplina exigida na profissão: “O músico não fala, ele executa. O maestro usa gestos que são quase obsessivos, indicando aos músicos o momento de iniciar e relaxar”.
Aos 5 anos, Roberto Tibiriçá ganhou seu primeiro piano de brinquedo, influenciado por sua família, cuja mãe era musicista e a avó, pianista na era do cinema mudo.
Ao longo da carreira, destacou-se como regente da Osesp, da Orquestra Sinfônica Brasileira, das orquestras de Minas Gerais, Paraná e da Petrobras Sinfônica. Internacionalmente, dirigiu a Orquestra Simón Bolívar na Venezuela.
Tibiriçá foi laureado com diversos prêmios, incluindo APCA, Carlos Gomes e a Ordem do Ipiranga. Em 2024, recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Desde 2005, atuava como diretor do Instituto Bacarelli, liderando a consolidação da Orquestra Sinfônica de Heliópolis. Era membro da Academia Brasileira de Música desde 2003 e, a partir de 2018, membro honorário da Academia Nacional de Música.
Entre suas principais influências, destacava o maestro Eleazar de Carvalho (1912-1996) e compositores russos como Dmitri Shostakovich (1906-1975), Sergei Rachmaninoff (1873-1943), Serguei Prokofiev (1891-1953) e Piotr Ilitch Tchaikovski (1840-1893).
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