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Brasil

Prazo para adesão ao Simples Nacional é estendido até outubro

Depois de negociações envolvendo o Conselho Federal de Contabilidade e o Sebrae, os pequenos e microempresários receberam um prazo adicional para se adequarem às mudanças da reforma tributária.

O Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) decidiu estender o período para que as empresas possam optar pelo Simples Nacional, um regime tributário simplificado destinado a negócios com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.

O prazo para solicitar a entrada no Simples termina agora em 15 de outubro de 2026. Para as empresas que já participam e desejam recolher o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) pelo regime normal, o prazo para manifestar essa escolha vai até 30 de outubro do mesmo ano.

Devido à implementação do novo sistema tributário, houve uma antecipação da janela para decidir o regime tributário. Quem quiser entrar no sistema em 2027 pode fazer seu pedido a partir de 1º de setembro de 2026, diferente do procedimento anterior, que ocorria em janeiro.

Esta alteração foi oficializada por meio de uma resolução do CGSN, publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União na segunda-feira, 28. A norma inclui o IBS e o CBS dentro do Simples Nacional, tributos criados pela reforma sobre o consumo.

Novas regras

  • De 1º de setembro a 15 de outubro de 2026: período para solicitar a opção pelo Simples para 2027;
  • De 1º de setembro a 30 de outubro de 2026: escolha do regime regular para IBS e CBS no primeiro semestre de 2027;
  • Até 30 de outubro de 2026: prazo para regularizar pendências que impeçam a adesão ao Simples;
  • De 3 de novembro a 20 de dezembro de 2026: período para desistir das opções feitas.

As datas mantidas são:

  • 1º de janeiro de 2027: início da vigência das opções;
  • De 1º a 31 de março de 2027: nova chance para escolher o recolhimento do IBS e CBS pelo regime normal, com efeitos no segundo semestre.

Essas mudanças foram criadas para que as empresas possam se organizar melhor antes do início do novo ano fiscal.

O presidente do Conselho Federal de Contabilidade, Joaquim Bezerra, destacou que a prorrogação é fundamental para garantir uma melhor coordenação entre órgãos e permitir às micro e pequenas empresas um tempo adequado para se ajustarem às novas regras.

As alterações também incluem a possibilidade de escolher entre permanecer no Simples e recolher IBS e CBS pelo regime simplificado ou optar pelo recolhimento desses tributos pelo regime normal, trazendo flexibilidade para o primeiro semestre de 2027.

É importante avaliar o perfil dos clientes, os fornecedores, a geração de créditos tributários, os custos e o impacto financeiro antes de tomar essa decisão.

Empresas que já são optantes do Simples não precisam fazer um novo pedido, mas devem conferir sua situação fiscal em setembro de 2026 para evitar surpresas no próximo ano.

Para as empresas iniciadas entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2026, a opção pelo Simples no momento da inscrição do CNPJ valerá para o restante do ano e para 2027.

O pedido para desistir deve ser feito até 30 de novembro de 2026, oportunizando que a empresa possa reavaliar sua escolha.

Por fim, a obrigatoriedade para a emissão nacional da Nota Fiscal de Serviços eletrônica (NFS-e) para empresas do Simples foi adiada para 1º de novembro de 2026, possibilitando que municípios e empresas adaptem seus sistemas.

A declaração de informações fiscais e socioeconômicas será unificada ao PGDAS-D, facilitando o processo anual de envio dos dados.

Especialistas indicam que micro e pequenas empresas devem se preparar e planejar bem suas decisões tributárias com antecedência para 2027, avaliando todos os impactos de forma detalhada.

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Brasil

Tse decide manter a remoção de posts sobre Nossa Senhora

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta quarta-feira (30), pela maioria dos votos, manter a remoção das publicações nas redes sociais relacionadas a Nossa Senhora Aparecida no contexto das eleições.

Assim, permanece válida a decisão do ministro André Mendonça, que acolheu o pedido do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Além de Mendonça, que é o relator do processo, também votaram pela remoção o presidente do TSE, Nunes Marques, e os ministros Dias Toffoli e Ricardo Villas Bôas Cueva.

O julgamento virtual teve início pela manhã e está previsto para ser concluído até as 23h59.

Ainda precisam votar os ministros Estela Aranha, Floriano de Azevedo Marques e Sebastião Reis Júnior.

Na mesma sessão, os ministros decidirão se essa decisão será aplicada apenas a publicações que contenham informações claramente falsas a respeito do candidato ou se críticas, opiniões e sátiras também deverão ser removidas.

Contexto do caso

O assunto das publicações sobre Nossa Senhora teve início no último final de semana.

Na quinta-feira (24), o humorista Antonio Tabet fez uma postagem na rede social X que dizia: “A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”

Atendendo a um pedido de Flávio Bolsonaro, o ministro André Mendonça ordenou a retirada dessa publicação e outras semelhantes sob a alegação de que disseminavam notícias falsas contra o candidato.

Embora não citado diretamente, o candidato argumentou que a postagem foi feita num contexto de informações falsas que o atribuíam erroneamente a autoria de um projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, o que ele nega.

No domingo (27), o ministro do STF Flávio Dino atendeu recurso do humorista e anulou a ordem de Mendonça para remoção da publicação, mas essa decisão foi revertida pelo ministro Luiz Fux. O presidente do STF, Edson Fachin, optou por não incluir na pauta desta quarta-feira o julgamento das decisões conflitantes.

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Brasil

Mendonça ajusta voto e mantém postagem de Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida

Por

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revisou seu voto no julgamento que analisa a decisão sobre a remoção de postagens que associavam o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a um projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

Na atualização divulgada na noite de quarta-feira (30), Mendonça liberou a publicação do humorista Antonio Tabet que dizia: “A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”.

De acordo com o relator, a mudança ocorreu por causa do voto divergente do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que entendeu não haver associação direta de Flávio Bolsonaro com o boato contido na publicação de Tabet.

Mendonça explicou que, diante da possibilidade de interpretações diferentes sobre o conteúdo, a melhor decisão para garantir a mínima interferência e a proteção da liberdade de expressão é preservar a postagem.

O ministro esclareceu que a reconsideração valeu somente para a publicação do humorista e que seu posicionamento sobre a falsidade das alegações de que Flávio Bolsonaro teria promovido ou apoiado a retirada de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil permanece inalterado.

Até o momento, o julgamento está com placar de 3 a 2 pela manutenção da decisão de Mendonça. Os ministros Nunes Marques e Dias Toffoli apoiaram integralmente o relator, enquanto Ricardo Villas Bôas Cueva concordou parcialmente. O ministro Floriano de Azevedo Marques apresentou divergência em parte do voto. A sessão virtual do TSE foi iniciada pela manhã e seguirá até as 23h59 do dia.

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Brasil

Queda no percentual de jovens nem-nem no Brasil chega a 22,4%

Por

A proporção de jovens brasileiros entre 18 e 24 anos que não estudam, não trabalham e não participam de treinamentos ou formações reduziu 4,4 pontos percentuais entre 2016 e 2024, conforme o relatório Panorama da Educação 2026, divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Esse índice caiu de 26,8% para 22,4%.

O Ministério da Educação (MEC) destaca que a queda brasileira é quase o dobro da média de redução da OCDE no mesmo período, que foi de 2,3 pontos percentuais.

Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco, reconhece o progresso, mas alerta que ainda é insuficiente, pois mais de um quarto dos jovens adultos não completou a educação básica.

Ele enfatiza que é fundamental garantir que os jovens permaneçam na escola, aprendam, terminem sua formação e possam acessar oportunidades dignas de trabalho, o que depende de políticas integradas de educação, proteção social e trabalho.

Redução de jovens sem ensino médio

Outra melhoria apontada pelo estudo é a diminuição da porcentagem de jovens entre 25 e 34 anos sem o ensino médio completo, que caiu de 35% em 2016 para 26% em 2024. Contudo, este valor ainda está acima da média da OCDE, que é 12%.

O MEC atribui esses avanços a programas governamentais, como o Pé-de-Meia, que oferece incentivos financeiros para estudantes do ensino médio público, e o Bolsa Família, que beneficia famílias em situação de pobreza.

Conclusão do ensino médio

O relatório evidencia também a diferença de gênero na conclusão do ensino médio no Brasil: as mulheres têm 7 pontos percentuais a mais de chance de concluir essa etapa do que os homens, uma disparidade maior que a observada na maioria dos países analisados.

No Brasil, 20% dos estudantes deixam o ensino médio sem se formar.

Além disso, 79% dos alunos que ingressaram no ensino médio concluíram a etapa até dois anos após o tempo previsto, abaixo da média de 85% dos países da OCDE. Após esse período, apenas 1% continuam matriculados tentando se formar.

Entre adultos de 25 a 64 anos, 40% possuem ensino médio completo no Brasil, valor próximo à média da OCDE de 39%.

Ensino superior

Em 2024, 22% dos adultos brasileiros têm ensino superior completo, pouco mais da metade da média de 43% dos países da OCDE.

Ricardo Henriques explica que essa diferença histórica exige ações integradas para fortalecer o ensino médio, ampliar o acesso ao ensino superior com cursos flexíveis para diferentes gerações, oferecer apoio financeiro e integrar formações técnicas e acadêmicas.

Ele ressalta que a ampliação do acesso precisa ser acompanhada por políticas de permanência, especialmente para quem precisa conciliar estudo, trabalho e responsabilidades familiares, alertando para o desperdício de talentos e a limitação da mobilidade social e da produtividade nacional.

Transição escolar

A OCDE destaca que as transições entre níveis de ensino são determinantes para o percurso educacional do jovem.

  • Ano após concluir o ensino fundamental: 87% dos alunos continuam para o ensino médio;
  • 4% repetem o último ano do fundamental;
  • 8% saem do sistema formal de ensino, um percentual superior à média de 5% dos países analisados.

Ricardo Henriques enfatiza a importância do monitoramento da frequência e desempenho escolar, bem como o apoio pedagógico individualizado para prevenir o abandono escolar.

Ele destaca a criação em 2024 do Identificador Nacional Único do Estudante (Inue), que unifica o registro escolar dos alunos no Brasil pelo CPF, facilitando a atuação focada nas necessidades de cada estudante.

Panorama da Educação 2026

Os dados do Panorama da Educação 2026 no Brasil são baseados em fontes como o Censo Escolar, o Censo da Educação Superior, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O relatório completo está disponível no site da OCDE.

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