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Cafeína potencializa desempenho em sprints por pelo menos 3,5 horas

A cafeína é amplamente utilizada como suplemento para aprimorar o rendimento esportivo. Embora seus benefícios sejam evidentes, a duração desses efeitos no organismo e as mudanças nas respostas fisiológicas durante esse período ainda são pouco compreendidas. Um estudo realizado pela Universidade de Tsukuba, localizada no Japão, investigou essas questões.

Na pesquisa, 12 jovens adultos saudáveis consumiram 5,5 mg de cafeína por quilograma de peso corporal, enquanto um grupo controle ingeriu placebo, 60 minutos antes da atividade física. Em seguida, os participantes realizaram testes repetidos de sprints ciclísticos ao longo de 3,5 horas.

Foram avaliadas diversas variáveis fisiológicas, como os níveis plasmáticos de cafeína e noradrenalina, as respostas do sistema cardiovascular e respiratório, o fluxo sanguíneo cerebral e as percepções dos participantes.

Os resultados mostraram que a cafeína elevou tanto a potência média quanto a potência máxima nos sprints, proporcionando melhorias significativas no desempenho por pelo menos 3,5 horas após a ingestão.

Além disso, o consumo da substância elevou os níveis plasmáticos de noradrenalina após atividades intensas e reduziu a percepção de esforço e a dor muscular nas pernas. Também foram observadas alterações nas respostas cardiovascular e respiratória, além de diminuição do fluxo sanguíneo na artéria cerebral média, um indicador comum do fluxo cerebral.

Publicado na revista Medicine & Science in Sports & Exercise, o estudo demonstra que uma única dose de cafeína antes da prática esportiva pode manter seus efeitos benéficos em exercícios intermitentes prolongados por várias horas.

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Sarampo em São Paulo atinge 40 casos; governo reforça importância da vacinação

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O estado de São Paulo registrou 40 casos de sarampo em 2026. Entre os três novos casos confirmados estão dois homens, de 18 e 21 anos, e um bebê, todos moradores da capital paulista. Conforme o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) ‘Prof. Alexandre Vranjac’, esses casos fazem parte de cadeias de transmissão monitoradas há mais de três meses.

O governo estadual enfatiza que a equipe de vigilância está dedicada a acompanhar a trajetória do vírus entre as pessoas infectadas e seus contatos próximos, evidenciando uma tendência de diminuição na transmissão. Em cidades como Guarulhos e São Bernardo do Campo, acredita-se que as transmissões originadas nos casos conhecidos estejam chegando ao fim.

Regiane de Paula, coordenadora em saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Saúde de São Paulo, explica: “Estamos fazendo um acompanhamento rigoroso das cadeias de transmissão e buscas ativas nas pessoas próximas aos casos confirmados. Isso inclui o rastreamento de todos os indivíduos diagnosticados e seus contatos”. Ela destaca que as ações de vacinação em bloqueio são prioritárias e representam um dos primeiros passos adotados.

Segundo Regiane, a tendência é que a transmissão continue em queda. Em Guarulhos e São Bernardo do Campo, a vigilância indica que as cadeias de transmissão associadas aos casos já detectados podem ser consideradas encerradas em breve.

“Para confirmar o término dessas cadeias, é necessário não haver novos casos por um período de 90 dias consecutivos. Ambas as cidades estão próximas desse marco, sem registros recentes. A busca ativa continua, mas até o momento não surgiram novos casos”, relata a coordenadora. Ela ressalta que 60% dos casos ocorreram em crianças menores de dois anos, faixa que demanda especial atenção e reforça a indicação da chamada ‘dose zero’ da vacina, aplicada em municípios com casos confirmados.

Até agora, mais de 1.700 notificações suspeitas foram descartadas no estado, demonstrando a eficácia do rastreamento das pessoas que podem ter tido contato com o vírus.

Perfil dos Casos

Dos 40 casos confirmados, 30 são de pessoas sem comprovação de vacinação contra o sarampo ou que possuem registro vacinal incompleto. Não foram registrados óbitos pela doença em 2026. A distribuição é a seguinte: 36 casos na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo, um em Guarulhos e um em Santo André, todas cidades da região metropolitana.

Vacinação

A cobertura vacinal está avançando significativamente. Segundo a Secretaria de Saúde, a taxa de aplicação da primeira dose aumentou de 86,56% em abril para 93,24% em julho, enquanto a segunda dose avançou de 72,72% para 78,37% no mesmo intervalo. Durante a Campanha de Multivacinação de setembro, mais de 2,5 milhões de doses foram administradas. Conforme Regiane de Paula, os efeitos dessas aplicações deverão se refletir nas próximas semanas.

A vacina contra o sarampo é oferecida gratuitamente em todas as unidades básicas de saúde dos 645 municípios paulistas.

Esquema de Vacinação

  • Crianças: primeira dose aos 12 meses e segunda dose aos 15 meses.
  • Pessoas de 15 meses até 29 anos: duas doses comprovadas, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.
  • Pessoas entre 30 e 59 anos: pelo menos uma dose comprovada.
  • Profissionais da saúde: duas doses comprovadas, independentemente da idade.
  • Dose zero: destinada a crianças de 6 a 11 meses e 29 dias residentes em São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André. Também pode ser indicada em ações de bloqueio após contato com casos suspeitos ou confirmados, conforme avaliação da vigilância. Essa dose não substitui as doses aplicadas aos 12 e 15 meses.
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Vorcaro nega grupo criminoso ‘a turma’ em depoimento à PF

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O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, prestou depoimento à Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (30), negando qualquer envolvimento em atos violentos ou intimidações contra adversários. Ele também negou sua participação ou até mesmo o conhecimento sobre a existência dos grupos chamados “A Turma” ou “Os Meninos”.

De acordo com a defesa de Daniel Vorcaro, após análise completa do inquérito que investiga a suposta formação desses grupos, ficou comprovado que tais termos não se referem a grupos específicos ou organizados, e que não há qualquer prática ilegal atribuível ao ex-banqueiro.

A existência dos grupos foi indicada pela PF através de mensagens encontradas no celular de Vorcaro. A investigação avançou com evidências adicionais, incluindo conversas retiradas do celular do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.

Na ocasião da prisão de Vorcaro, o relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, descreveu “A Turma” como uma estrutura destinada a monitorar e coletar informações de interesse do grupo investigado, realizando ainda atos de coerção e intimidação contra rivais empresariais, ex-funcionários e jornalistas.

O grupo chegou a planejar simular um assalto para agredir o jornalista de O Globo, Lauro Jardim, que teria publicado informações que desagradaram Vorcaro.

Segundo a PF, o grupo era liderado por Henrique Vorcaro, pai de Daniel, e as investigações indicaram que Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, atuava como um tipo de gerente dos grupos.

Daniel Vorcaro afirmou à polícia conhecer apenas Mourão e declarou que mantinha com ele um contrato formal e legal para prestação de serviços de inteligência e segurança digital.

Luiz Phillipi Mourão chegou a ser preso em etapa anterior da Operação Compliance Zero, mas cometeu suicídio na cela da superintendência da PF em Belo Horizonte.

O depoimento do ex-banqueiro abordou especificamente as atividades desses grupos. Segundo seus advogados, nunca houve ameaça ou risco real à integridade física de terceiros.

Segundo a defesa, eventuais mensagens privadas capturadas fora de contexto e carregadas de indignação não tiveram consequências práticas ou risco real a outras pessoas, sendo isso comprovado pela análise completa das mensagens, pelos fatos apurados e pelo comportamento pacífico de Daniel Vorcaro.

A defesa de Vorcaro solicitou sua libertação, argumentando que não há mais justificativas para que ele permaneça preso aguardando o desfecho das investigações.

Henrique Vorcaro, pai de Daniel, também prestou depoimento à PF na mesma data. Ele negou ser líder do grupo “A Turma” e afirmou que manteve apenas relações comerciais com três integrantes do grupo.

A defesa de Henrique Vorcaro reclamou da manutenção de sua prisão e da demora nas decisões relativas ao processo no STF, destacando que não há relator para decidir o caso e que pedidos feitos ao ministro André Mendonça não foram respondidos.

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Economia

União Europeia pode retomar compra de frango e mel do Brasil em breve

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Desde 3 de setembro, as exportações brasileiras de frango e mel para a União Europeia estavam suspensas, mas sinais recentes apontam para uma possível retomada em curto prazo. O comissário europeu de Comércio e Segurança Econômica, Maroš Šefčovič, manifestou essa perspectiva durante um encontro em Milwaukee, Estados Unidos, com os ministros brasileiros Mauro Vieira e Márcio Elias Rosa.

O encontro foi realizado no contexto da reunião de ministros de Comércio do G20, grupo que reúne as maiores economias do mundo, além da União Europeia e União Africana.

Em comunicado conjunto do Itamaraty e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), foi ressaltado que a comissão europeia levou em consideração uma auditoria recente no Brasil, que avaliou positivamente o sistema brasileiro de produção de aves e mel. A partir da finalização dos trâmites burocráticos, espera-se que os embarques desses produtos para o bloco europeu possam retomar-se em breve.

A decisão final cabe ao Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações da Comissão Europeia, que realizará uma reunião técnica nos dias 20 e 21 de outubro para analisar o caso. O Ministério da Agricultura do Brasil solicitou que o relatório da auditoria seja incluído na agenda desse comitê. A Comissão Europeia considerou adequados os métodos brasileiros para o controle do uso de antimicrobianos nas cadeias produtivas de aves e mel, e apontou que o país cumpre as exigências relacionadas a esse tema.

Durante a auditoria, foram verificados os controles que impedem o uso de antimicrobianos com a finalidade de estimular crescimento animal ou aumentar a produção.

Quanto à carne bovina, o governo brasileiro busca igualmente agilizar a retomada das exportações para a Europa. Após a reunião, os representantes brasileiros expressaram a esperança de que o tratamento dado ao setor de aves e mel seja também aplicado à proteína bovina. Contudo, essa situação é mais complexa, pois exige comprovação do controle sanitário ao longo de todo o ciclo de vida dos bovinos, do nascimento ao abate, um processo que pode durar até dois anos.

A carne bovina tem grande importância nas exportações brasileiras para o mercado europeu e a retomada desse comércio é uma prioridade para o Brasil.

A suspensão das compras pela União Europeia ocorreu porque o Brasil foi removido da lista de países que seguem as normas do bloco para o uso de determinados antimicrobianos na pecuária. Esses medicamentos são autorizados para tratar infecções, mas não podem ser usados para estimular o crescimento dos animais, conforme a legislação europeia.

A restrição imposta em 3 de setembro afetou também carne suína, pescados, ovos e outros produtos de origem animal.

Desde então, o Brasil tem negociado com as autoridades europeias para reverter essas limitações. A recente auditoria nas cadeias de aves e mel foi uma etapa positiva para esse diálogo, embora não assegure por si só a retomada dos embarques.

Em Milwaukee, além das questões comerciais sobre produtos alimentícios, os ministros brasileiros e o comissário europeu abordaram as barreiras impostas pela União Europeia nas importações de aço. O Brasil informou que o bloco está revisando as quotas para produtos siderúrgicos, o que poderá abrir novas oportunidades para o país, mesmo que o processo tenha etapas adicionais previstas até 2027.

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