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História e política no Brasil

O Brasil já teve campanhas eleitorais marcantes, com debates profundos e propostas claras. Recordo duas dessas campanhas: a de Juscelino Kubitschek, em 1955, quando JK defendeu a industrialização para fortalecer a aliança política com São Paulo e garantir os maiores colégios eleitorais ao PSD. E a campanha de Fernando Henrique Cardoso, em 1994, quando FHC, inicialmente relutante em ser candidato, preparou a implementação do Plano Real e foi reeleito graças à popularidade decorrente do controle da inflação. Outros tempos, em que os candidatos se apresentavam mais preparados do que aqueles que o eleitorado viu recentemente.

Desde então, a qualidade do debate eleitoral diminuiu consideravelmente, sobretudo devido ao discurso ultradireitista de Jair Bolsonaro. Ele estabeleceu a mediocridade como padrão ao negar a ciência, desprezar os valores culturais brasileiros e incentivar a armamentização privada.

Dois conceitos fundamentais foram esquecidos na política ao longo do tempo: o conceito de Região e o de planejamento. A ideia de Região é essencial para construir uma nação integrada, pois as regiões possuem identidades culturais distintas, como o Sudeste e o Nordeste. No Manifesto Regionalista de 1926, Gilberto Freyre afirmou: “Somos um conjunto de regiões antes de sermos uma coleção arbitrária de estados”.

Falta, porém, uma institucionalidade clara para Região e planejamento. O Brasil conta com o IPEA, um órgão de planejamento nacional muito qualificado, e uma tradição de planejamento desde 1932, com o plano Salte, do governo de Eurico Dutra. Seguiram-se o plano de Metas (1955), de JK, o plano Trienal (1963), de João Goulart, os Planos Nacionais de Desenvolvimento no período militar, e depois o Plano Real em 1994, que foi um programa de estabilização econômica, não de desenvolvimento.

Além dessa experiência, há uma rica história de planejamento regional, iniciada com a criação da Sudene em 1958, iniciativa de JK após ouvir Celso Furtado falar sobre as potencialidades do Nordeste. JK negociou com Cid Sampaio, então governador de Pernambuco e líder da UDN, que representava cinco governadores da região, para aprovar o orçamento que financiaria Brasília. A criação da Sudene contou com a condição de que Celso Furtado fosse o superintendente do órgão, o que foi aceito, estabelecendo as bases para o planejamento regional. Em outra época, os políticos pensavam no Brasil como um todo.

O eleitor brasileiro enfrenta dilemas: Lula representa o sistema político atual, mas o povo busca mudanças. Ele não conseguiu formar uma coalizão ampla. Lula é o último representante de uma geração de políticos com qualidade, como Mario Covas, Leonel Brizola, Franco Montoro, Pedro Simon, Tancredo Neves e Ulysses Guimarães. Ele traz os acertos e erros de meio século da política nacional, e ainda assim é superior a políticos locais, ligados a milícias, que comprometem a soberania brasileira para favorecer interesses externos e de grandes corporações tecnológicas.

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Cidades

PM envia agentes para reforçar segurança nas Eleições 2026

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A Polícia Militar de Pernambuco começou nesta quinta-feira (1º) a mobilização de cerca de 2 mil policiais convocados para participar da Operação Eleições 2026, coordenada pela Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE).

Esses profissionais vão intensificar a proteção nas regiões do interior do estado durante o período eleitoral. O montante investido, superior a R$ 5 milhões, foi destinado a aproximadamente 30 mil postos de trabalho.

Do total, 1.449 policiais se deslocam para a região do Agreste, enquanto 403 estarão no Sertão de Pernambuco.

Alessandro Carvalho, secretário de Defesa Social, explicou que há necessidade de garantir segurança antes e depois da votação, tanto no transporte das urnas quanto na prevenção de crimes eleitorais. Além disso, ele garantiu que haverá um time dedicado no Centro Integrado de Comando e Controle para lidar com delitos graves.

“Tudo foi cuidadosamente planejado e estamos empenhados para que a eleição ocorra de maneira segura e tranquila, como sempre ocorreu”, afirmou.

O comandante-geral da Polícia Militar, Ivanildo Torres, mencionou que existem 28 mil rotas de escolta em todo o estado para assegurar a proteção nesta eleição. Ele ressaltou que a mobilização atual é uma etapa adicional, e os policiais manterão total imparcialidade política, com foco na garantia da segurança do eleitorado.

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Direitos das pessoas com deficiência nas eleições de 2026

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Dos mais de 158 milhões de brasileiros aptos a votar nas eleições de 2026, quase 2 milhões possuem algum tipo de deficiência.

O podcast VideBula, da Rádio Agência Nacional, esclarece os principais direitos desses eleitores no momento da votação.

Braille e áudio

Desde o lançamento da urna eletrônica em 1996, que já contava com teclas em braille, novas tecnologias vêm sendo incorporadas para facilitar o voto das pessoas com deficiência. Segundo Rodrigo Coimbra, chefe da Seção de Voto Informatizado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a urna apresenta vários recursos de acessibilidade, especialmente para eleitores com deficiência visual e auditiva.

O teclado mecânico da urna possui teclas com alto relevo e clique audível, incluindo indicações em braille. A tecla número cinco tem destaque em relevo e a tecla de confirmação é maior, auxiliando eleitores com deficiência visual. Além disso, o sistema oferece síntese de voz para orientar o processo de votação e informar a escolha realizada pelo eleitor.

Para utilizar as orientações por áudio, a Justiça Eleitoral disponibiliza fones de ouvido específicos que devem ser usados no dia da votação, sem possibilidade de uso de fones próprios.

A voz da urna guia totalmente o eleitor com baixa visão, informando o cargo em disputa, os números inseridos e o nome do candidato selecionado.

Em 2026, haverá novas funcionalidades para pessoas com baixa visão, incluindo uma fonte personalizada garantindo melhor leitura dos textos na urna.

Língua Brasileira de Sinais (Libras)

Para eleitores com deficiência auditiva, a urna oferece interpretação em Libras, que informa o cargo em votação e indica se o voto foi branco, nulo ou em legenda — este último recurso é novidade para as eleições de 2026.

A janela de Libras ocupa metade da altura e um quarto da largura da tela, assegurando boa visibilidade.

O design da urna também atende eleitores com diferentes estaturas, incluindo pessoas em cadeiras de rodas ou com nanismo.

Direitos assegurados

Conforme a legislação vigente, o eleitor com deficiência pode estar acompanhado por pessoa de sua confiança durante a votação. Essa pessoa pode entrar na cabine e até digitar os números na urna, caso seja necessário.

Contudo, é importante observar duas condições:

  • A presença do acompanhante deve ser indispensável para que o eleitor consiga votar;
  • O acompanhante não pode atuar a serviço da Justiça Eleitoral, partidos políticos ou coligações.

Não é necessária autorização prévia, basta informar o presidente da mesa no dia da votação.

Também é permitido utilizar instrumentos mecânicos ou dispositivos de tecnologia assistiva, como hastes especiais para amputados, desde que não sejam eletrônicos ou comprometam o sigilo do voto.

Atendimento prioritário para neurodivergentes

A Resolução nº 23.759/2026 do TSE garante atendimento preferencial para pessoas com autismo no dia da votação, sem necessidade de cadastro ou laudo médico, bastando informar o presidente da seção eleitoral.

O artigo 31, parágrafo primeiro, dessa resolução assegura o direito de voto acompanhado para pessoas com autismo, incluindo a ajuda para digitar os números na urna, mediante autorização do presidente da mesa.

Recursos de acessibilidade disponíveis

  • Teclados com braille;
  • Auxílio em áudio com controle de volume e velocidade de voz sintetizada;
  • Fonte de caracteres especialmente projetada para baixa visão;
  • Design adaptado para eleitores com diferentes alturas, incluindo cadeirantes e pessoas com nanismo;
  • Interpretação em Libras.

Prioridade na votação

No dia da votação, a prioridade para votar é dada primeiramente a pessoas com mais de 80 anos. Em seguida, seguindo a ordem de chegada, a preferência é para idosos, pessoas com deficiência, autismo, gestantes, pessoas obesas e aquelas com crianças pequenas no colo.

Doadores de sangue também têm direito a prioridade, mas são a última categoria a votar com preferência. Para isso, precisam apresentar documento comprovando que a última doação foi realizada há menos de 120 dias.

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Como votar nas Eleições 2026: regras e dicas essenciais

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Com a chegada do primeiro turno das Eleições 2026, agendado para 4 de outubro, mais de 158 milhões de eleitores no Brasil estarão indo às urnas para escolher seus representantes: deputados federais, estaduais ou distritais, senadores, governadores e o presidente da República. Para garantir um processo eleitoral justo e organizado, aqui estão as principais instruções sobre o que é permitido e proibido no dia da votação.

Posso levar uma anotação com os números dos candidatos para a cabine de votação?

Sim, é permitido que o eleitor leve um papel contendo os nomes e números dos candidatos de sua preferência, facilitando na hora do voto e evitando o uso do celular.

É permitido entrar com celular na cabine de votação?

Não. É proibido usar celulares, câmeras fotográficas, filmadoras ou qualquer dispositivo capaz de registrar o voto dentro da cabine. Caso esteja com algum desses dispositivos, o eleitor deve deixá-lo com os mesários antes de votar. Essa regra protege o sigilo do voto e previne pressões ou comprovação de compra de votos por meio de registros fotográficos ou vídeos.

Posso usar roupas ou acessórios de candidatos no dia da eleição?

Sim, desde que seja uma manifestação individual e silenciosa. Use broches, adesivos, camisetas ou bandeiras políticas livremente, mas evite aglomerações, manifestações barulhentas, abordar outros eleitores ou qualquer tentativa de aliciamento, também conhecido como boca de urna.

Qual é a ordem de votação na urna eletrônica?

No primeiro turno, o eleitor escolherá seis candidatos na seguinte ordem:

  1. Deputado federal (4 dígitos)
  2. Deputado estadual ou distrital (5 dígitos)
  3. Senador – primeira vaga (3 dígitos)
  4. Senador – segunda vaga (3 dígitos)
  5. Governador (2 dígitos)
  6. Presidente da República (2 dígitos)

Tenho direito a sair do trabalho para votar no dia da eleição?

Sim. A legislação assegura que todo eleitor possa se ausentar do trabalho pelo tempo necessário para exercer seu voto, sem desconto no salário.

Quem tem prioridade e direito a acompanhante na seção eleitoral?

Pessoas acima de 80 anos têm prioridade de atendimento, independentemente da ordem de chegada. Além disso, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida podem entrar na cabine acompanhadas por alguém escolhido por elas para auxiliar no momento da votação.

Quais documentos podem ser apresentados para votar?

É obrigatório apresentar um documento oficial com foto à mesa receptora.

São aceitos documentos como:

  • e-Título
  • Carteira de identidade
  • Identidade social
  • Passaporte
  • Carteira de categoria profissional reconhecida por lei
  • Certificado de reservista
  • Carteira de trabalho física
  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH)

Documentos com foto vencidos também podem ser usados, desde que permitam a identificação do eleitor.

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