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Esporte

Ancelotti e Vini Jr. têm atuação fraca em empate do Brasil com Austrália

A seleção brasileira evitou uma derrota no início do seu novo ciclo, conquistando um empate de 1 a 1 contra a Austrália na última sexta-feira, em seu primeiro amistoso após a Copa do Mundo.

Com uma equipe formada por jogadores remanescentes e apenas dois estreantes, o desempenho do Brasil foi o pior sob o comando do técnico Carlo Ancelotti, sem conseguir se impor diante de uma equipe adversária de nível mediano. Veja as avaliações dos jogadores brasileiros:

Hugo Souza: 4,0
Apresentou insegurança ao sair do gol em cobranças de escanteio e ficou parado na cobrança de falta que gerou o gol australiano. Pareceu que poderia ter ao menos saltado para tentar defender. Já não vem bem na seleção.

Matheuzinho: 5,5
Em sua estreia pelo Brasil, o lateral-direito do Corinthians tentou participar do ataque, mas foi pouco acionado. Na defesa, não teve falhas e interceptou jogadas importantes.

Marquinhos: 5,5
Com experiência na zaga, o zagueiro fez mais uma partida regular, não sendo o problema da equipe.

Vitor Reis: 5,5
Outro estreante que manteve o nível de Marquinhos e se destacou contra um adversário de menor capacidade técnica, indicando que poderá ganhar sequência.

Douglas Santos: 4,5
Contribuiu pouco ofensivamente. Na defesa, foi menos eficaz que Matheuzinho.

Bruno Guimarães: 5,5
Começou discreto, mas evoluiu ao longo da partida antes de ser substituído. Quase marcou um gol no primeiro tempo e será importante para o novo ciclo.

Danilo: 6,0
Realizou desarmes e investidas ofensivas, podendo se posicionar melhor na área. Pode ser bastante útil na equipe e merecia mais oportunidades anteriormente.

Estêvão: 6,0
Apesar da falta de ritmo, devido à reserva no Chelsea, foi um dos mais perigosos do time e marcou um gol anulado. Tem qualidade para ser mais utilizado no meio.

Endrick: 4,0
Com pouco tempo de jogo na temporada pelo Real Madrid, teve dificuldades diante da defesa australiana e foi prejudicado pela falta de entrosamento na equipe. Embora tenha lutado, não se destacou.

Raphinha: 6,5
Destaque do Brasil na partida, o novo camisa 10 movimentou-se bastante e tentou organizar o meio-campo, embora o esquema não tenha favorecido seu bom momento de artilheiro no Barcelona. Deu assistência para o gol de Rayan.

Vini Jr.: 3,0
O ponto negativo do jogo, com muitos erros e parecer desconectado das jogadas. Poderia ter sido substituído no intervalo.

Douglas Luiz: 4,5
Não atingiu o mesmo nível de Bruno Guimarães e cometeu falta que originou o gol adversário.

Samuel Lino: 5,5
Atuou com iniciativa, mas não brilhou, faltando maior incisividade.

Pedro: 5,0
Entrou buscando modificar o estilo, mas participou pouco.

Jair Cunha: 4,5
Mostrou nervosismo, falta de segurança e erros nos passes. Estreia abaixo do esperado.

Mauro Júnior: 5,5
Exibiu maior segurança que Douglas Santos. Merece ser testado como titular na lateral esquerda no próximo amistoso.

Rayan: 6,5
Iniciou tímido e com pouco espaço para velocidade, mas ao entrar na área demonstrou qualidade ao finalizar bem de cabeça, garantindo o empate após cobrança de escanteio de Raphinha.

Carlo Ancelotti: 2,5
A equipe apresentou sua pior atuação sob o comando do treinador italiano, quase sofrendo vexame em Townsville. O time regrediu em relação aos jogos anteriores e o esquema com quatro atacantes voltou a não funcionar, gerando um vazio no meio. Os jogadores ficaram presos ao sistema, com movimentação e controle limitados, fazendo a Austrália parecer um adversário superior ao que realmente é.

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Esporte

Portal espanhol destaca Rayan e o compara com Vinícius Jr

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Rayan, atacante em destaque, vem ganhando espaço na seleção brasileira e foi peça-chave no empate de 1 a 1 contra a Austrália nesta sexta-feira (25), ao marcar o gol de empate nos minutos finais. A fase promissora do jovem de 20 anos atraiu a atenção do portal As, de Madri, que fez uma comparação com Vinícius Jr.

O portal ressalta semelhanças físicas entre os dois jogadores, destacando também a velocidade como uma das qualidades mais marcantes. Além de elogiar o atacante do Bournemouth, o site também comenta sobre o momento difícil que vive o camisa 7 do Real Madrid neste início de temporada.

“Com o gol frente à Austrália, o ponta consolida-se como um dos nomes para observar no atual ciclo comandado por Carlo Ancelotti. Alto, forte e com velocidade impressionante, ele lembra o melhor de Vinícius Jr, especialmente no momento desfavorável do jogador no Real Madrid e na seleção”.

Ex-jogador do Vasco, Rayan participou até agora de apenas sete jogos pela seleção brasileira, nos quais marcou dois gols. Desde que se transferiu para o time inglês no início do ano, ele disputou 22 partidas, anotou sete gols e deu duas assistências, destacando-se sob o comando do técnico alemão Marco Rose.

“Rayan rapidamente conquistou o carinho dos torcedores brasileiros. O carioca é um atleta humilde que valoriza o coletivo acima da glória pessoal. Ele garantiu seu lugar em um Brasil que, até pouco tempo, o via apenas como ‘mais um na multidão'”, afirma o artigo do portal As, que ainda compara Rayan a outros jovens talentos como Endrick e Estêvão.

Carlo Ancelotti elogiou o atacante após o jogo amistoso e explicou sua decisão de iniciar a partida no banco. “Rayan é importante por estar aqui, não apenas pelo desempenho na Copa do Mundo. Hoje, priorizei dar mais tempo de jogo ao Estêvão, que teve uma boa performance. Rayan é peça fundamental no grupo”.

Na próxima terça-feira (29), o Brasil enfrentará novamente a Austrália no Suncorp Stadium, em Brisbane. É provável que o treinador faça mudanças na equipe após a atuação abaixo do esperado na última partida, abrindo caminho para o retorno de Rayan ao time titular.

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Esporte

NFL domina o Maracanã, símbolo do futebol

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Bernardo Candal, um fã brasileiro da NFL, observa admirado os 60 anéis dos campeões do Super Bowl expostos no Rio de Janeiro, onde a liga poderosa de futebol americano dominará o Maracanã, símbolo do futebol, neste domingo (27).

Pelo terceiro ano consecutivo, a NFL fará um jogo de sua temporada regular no Brasil, dessa vez com o Baltimore Ravens, liderado por Lamar Jackson, e o Dallas Cowboys, com Dak Prescott, como protagonistas.

Essa será a primeira vez que a cidade do Rio recebe a partida, após São Paulo ter sediado as duas anteriores.

A paixão pela NFL “começou a crescer há alguns anos”, conta à AFP Candal, torcedor que tira fotos com a esposa e o bebê de três meses diante dos anéis e do troféu de campeão do Super Bowl em uma loja da liga inaugurada no Rio recentemente.

Ele começou a acompanhar o esporte ao assistir pela televisão o Super Bowl de 2009, ganhado pelo Pittsburgh Steelers.

“Me apaixonei”, relata Candal, de 34 anos, que após aquele jogo escolheu os Steelers para apoiar.

Com um mercado gigantesco que ultrapassa 200 milhões de habitantes, o Brasil tem uma base estimada de 36 milhões de fãs da NFL.

“Nós também jogamos”, diz uma mensagem em uma das camisetas vendidas na loja do Rio.

A partida, onde ambas as equipes chegam com um histórico de 1-1, começará às 17h25 (horário de Brasília). Ricky Martin e Pedro Sampaio serão as atrações do show do intervalo.

Uma Cultura Diferente

Com capacidade para mais de 78 mil torcedores, o Maracanã já foi palco de eventos históricos, como a final da Copa do Mundo de 1950, vencida pelo Uruguai contra o Brasil, o milésimo gol de Pelé e a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2016.

“Estou ansioso para vê-los lá! Encham o estádio e façam o chão vibrar”, declarou o kicker dos Cowboys, Brandon Aubrey, em vídeo gravado ao lado de Prescott e compartilhado nas redes sociais.

Antes de se destacar na NFL, Aubrey jogava futebol e visitou o Brasil participando de uma academia nos EUA.

“Eu tinha uns dez ou doze anos e treinei no São Paulo. Todo o meu time esteve lá, passamos cerca de duas semanas”, recordou ele à imprensa americana.

Aubrey, que foi selecionado no draft da MLS de 2017 pelo Toronto FC, atua na NFL desde 2023.

“Como o futebol é o esporte predominante no Brasil, ainda há resistência”, explica Pedro Henrique Carvalho, responsável pela comunicação da One Project, empresa que comercializa a NFL no país. “Porém, um fã de um esporte diferente do habitual costuma torcer com ainda mais paixão.”

Negócios e Expansão

O crescimento acompanha a estratégia da NFL em sua globalização.

Melbourne foi o primeiro destino da turnê internacional da liga este ano, seguida pelo Rio. Depois, as estrelas da NFL seguirão para Londres, Paris, Munique, Madri e Cidade do México.

Lamar Jackson, bicampeão do prêmio de Jogador Mais Valioso (2019 e 2023), já jogou fora dos EUA.

Em 2023, em Londres, no estádio do Tottenham, Jackson liderou a vitória do Baltimore Ravens contra o Tennessee Titans (24-16), com um touchdown e 21 passes completos em 30 tentativas, totalizando 223 jardas.

“Estou animado”, disse Jackson, mas ressaltou que a viagem ao Rio “é uma viagem de negócios”. “Não é para turismo ou diversão”.

Questões com o Gramado

O jogo da NFL ocorre em meio a dúvidas sobre o estado do gramado do Maracanã, estádio do Flamengo e Fluminense, ambos semifinalistas da Copa Libertadores.

O Rio enfrentou fortes chuvas nas últimas semanas, além de críticas constantes à qualidade do campo.

O técnico dos Cowboys, Brian Schottenheimer, acredita que o gramado estará em condições adequadas: “Não tenho preocupação… Teremos um campo pronto para jogar”.

De qualquer forma, existem planos alternativos, incluindo a possibilidade dos jogadores utilizarem chuteiras com mais aderência para garantir segurança.

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Esporte

Maracanã já recebeu jogo de futebol americano décadas antes da NFL

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O confronto que ocorrerá neste domingo entre Dallas Cowboys e Baltimore Ravens não marca a estreia do futebol americano no estádio do Maracanã. Embora a NFL, liga de maior expressão da modalidade, esteja pela primeira vez no local, o palco carioca já foi cenário desse esporte em uma partida amistosa realizada há mais de 70 anos. Na época, conforme registrado pelo GLOBO, o espetáculo agradou o público presente.

O contexto remonta à visita da equipe da Miami Jackson High School ao Brasil, convidada pela Associação Brasileira de Rádio. Inicialmente, realizaram uma apresentação em São Paulo, mas devido ao sucesso, receberam um convite para exibir o esporte no Rio de Janeiro, exatamente no Maracanã, em 11 de julho de 1954.

O estádio, inaugurado há menos de cinco anos naquela data, contou com uma audiência considerada satisfatória para um evento ainda pouco conhecido no Brasil. A partida contou com dois times da Miami Jackson High School, equipados com uniformes que faziam referência à Marinha, no branco, e ao Exército, no verde. A partida terminou empatada em 21 a 21, apesar do time de branco ter liderado até o intervalo.

Naquele tempo, o GLOBO também explicou as regras básicas do futebol americano, detalhando que o jogo consistia em quatro períodos de oito minutos cada, requisitos de equipamentos de proteção para os jogadores e o formato do campo, incluindo os golos que lembravam a letra H. Além disso, o sistema de som do estádio auxiliava na explicação para os espectadores.

Entretanto, o destaque do evento não foi apenas o jogo. O público ficou mais entusiasmado com as apresentações da banda musical e das majoretes (equivalentes às atuais líderes de torcida), que se apresentaram antes, durante o intervalo e após a partida. As performances, incluindo formações e execuções de hinos nacionais do Brasil e dos EUA, foram muito aplaudidas pela torcida.

Embora o público exato da exibição não tenha sido informado, a renda obtida foi de 580 mil cruzeiros. Diferentemente do que se espera para o futuro, naquele dia a torcida permaneceu com uma reação mais contida diante do jogo em si. Já para o ano de 2026 a expectativa é de um cenário muito diferente.

Nos últimos anos, São Paulo sediou partidas com cerca de 47 mil espectadores, e para o encontro entre Cowboys e Ravens, esperam-se entre 60 mil e 70 mil pessoas no Maracanã. O duelo está marcado para às 17h25 (horário de Brasília) e faz parte da terceira semana da temporada regular da NFL.

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