Conecte Conosco

Mundo

Furacão Polo Muda Direção e Segue para o México

O ciclone Polo voltou a ganhar força, alcançando a categoria 5 na escala Saffir-Simpson, enquanto se deslocava no oceano Pacífico perto da costa do estado de Jalisco.

Está prevista uma mudança de rota para nordeste na segunda-feira (28). Conforme a trajetória estimada, o Polo deve se aproximar da Baja California Sur nesse mesmo dia, conforme informou o último boletim do Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos.

A embaixada dos Estados Unidos no México comunicou que o Polo deverá chegar à costa como um furacão de categoria 1. O cone de projeção indica que o furacão estará sobre o estado de Baja California Sur às 23h00, horário local, na segunda-feira (2h00 de terça-feira, horário de Brasília).

Segundo o serviço meteorológico mexicano, os próximos dias terão chuvas intensas.

As precipitações resultantes deste fenômeno podem ocasionar o avanço da água terra adentro, elevação do nível dos rios e córregos, além de transbordamentos e enchentes, conforme o relatório divulgado.

As ondas fortes provocaram danos em Lázaro Cárdenas, uma cidade portuária e industrial importante situada em Michoacán, ao sul de Jalisco.

Moradores de uma região costeira reforçaram suas áreas com sacos de areia na quarta e quinta-feira para formar barreiras e conter as ondas originadas pelo furacão que vem do mar aberto. Muitas dessas defesas foram rompidas pela força das águas.

O governo mexicano ativou cerca de 20.000 agentes para ajudar nos estados afetados.

Publicidade
Clique aqui para comentar

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

Rússia diz que Europa impede avanço da paz na Ucrânia

Por

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, declarou neste sábado que a Europa está sistematicamente bloqueando os esforços para alcançar a paz na Ucrânia, diferentemente dos Estados Unidos.

Moscou e Kiev intensificaram suas operações militares após o verão mais sangrento desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022.

Lavrov acusou os países europeus de tentar impedir as negociações apoiadas pelo governo americano. “A Europa faz tudo que pode para obstruir as negociações de paz apoiadas pelo governo Trump”, afirmou em discurso na Assembleia Geral da ONU.

Os ataques de ambos os lados resultaram em 16 mortes nas últimas 24 horas, informaram os governos dos dois países. Autoridades da ONU alertaram sobre o aumento dos civis vítimas do conflito.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que a Rússia está intensificando a ofensiva diariamente e pediu mais sanções internacionais contra Moscou.

“Querem simplesmente eliminar nosso país”, denunciou Oleksandr Gorlachev, morador de Kiev.

Escalada tensa

Antes do seu discurso na ONU, Lavrov se reuniu com o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, no primeiro encontro oficial entre os dois desde o início da guerra.

A reunião ocorreu em um clima de tensão, depois que Berlim acusou Moscou de enviar um drone carregado de explosivos para o aeroporto de Leipzig no mês passado, o que levou ao fechamento dos consulados entre os dois países.

Países europeus, incluindo a Alemanha, têm expressado preocupação com o aumento das ações de sabotagem atribuídas à Rússia em seus territórios. Um diplomata alemão afirmou que Wadephul solicitou que a Rússia interrompa suas ações agressivas em relação à Alemanha, Europa e OTAN.

Ele ressaltou que essa tentativa de pressão não altera o cenário difícil da Rússia, onde dezenas de milhares de soldados russos morrem em uma guerra desgastante enquanto a economia do país continua em declínio.

Berlim permanece um dos principais apoiadores de Kiev, e Lavrov é conhecido por sua postura crítica em relação ao Ocidente.

Continuar Lendo

Mundo

Trump recusa proposta do Irã para abrir Estreito de Ormuz

Por

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recusou neste sábado (26) o plano do Irã para reabrir em até sete dias o Estreito de Ormuz, que é ponto central do conflito entre os dois países.

Trump declarou frente à Casa Branca: “Rejeito a proposta deles”. Segundo ele, os líderes iranianos “querem um acordo para abrir o estreito logo, pois estão perdendo força rapidamente.”

Na sexta-feira (25), o Irã informou que havia feito uma oferta aos EUA para a reabertura do estreito em uma semana após o aval do acordo.

Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, disse na sede da ONU em Nova York que a decisão agora está nas mãos de Washington.

O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, explicou que a proposta foi preparada em conjunto com o líder supremo Mojtaba Khamenei, formando uma equipe de seis membros com autoridade para decisões.

Demonstrando a falta de confiança entre as nações, Trump postou um mapa em sua rede Truth Social, renomeando o Estreito de Ormuz para “Estreito Trump”.

Essa rota marítima, usada para transporte de cerca de 20% do petróleo mundial, está no centro das tensões geradas por bombardeios dos EUA e Israel contra o Irã desde fevereiro.

Desde então, o Irã reivindica o controle do canal, enquanto Washington aplica um bloqueio aos portos iranianos em resposta.

Antes da rejeição, fontes citadas pelo Wall Street Journal indicavam que Trump considerava que Teerã não cumpriria as condições estabelecidas, levando à recusa da oferta.

O presidente dos EUA ainda avalia a possibilidade de retomar ataques ao Irã após as eleições legislativas de meio mandato em novembro.

Washington não realiza bombardeios no território iraniano desde 1º de setembro, embora ataques contra navios em Ormuz tenham ocorrido.

Com a aproximação das eleições, Trump enfrenta crescente rejeição à guerra no Oriente Médio, que eleva os preços dos combustíveis.

Retorno às negociações

O ministro iraniano afirmou que as ações esperadas dos EUA já estão listadas no protocolo de acordo firmado em junho.

O objetivo era encerrar o conflito rigidamente, abrir o Estreito de Ormuz e iniciar conversas sobre o programa nuclear iraniano, mas as tensões persistem quanto às condições de passagem pelo canal marítimo.

O protocolo incluía cessar-fogo imediato em todas as frentes, incluindo o Líbano, onde o exército israelense enfrenta o grupo pró-iraniano Hezbollah.

O Irã exigia desbloqueio e pagamento de ativos congelados desde a Revolução Islâmica de 1979, avaliados em pelo menos 12 bilhões de dólares, além de suspensão das sanções ao petróleo iraniano e fim do bloqueio naval americano.

Em entrevista exclusiva à AFP, o porta-voz da Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, Hossein Mohebi, pediu o término dos combates no Iêmen.

O Iêmen tornou-se nova zona de conflito desde julho, com o ressurgimento da guerra entre os houthis pró-iranianos e o governo iemenita aliado à Arábia Saudita.

Em setembro, o movimento antigovernamental lançou uma ofensiva mortal e consolidou controle sobre o estreito de Bab el-Mandeb, passagem estratégica para exportações de petróleo ligando Europa à Ásia pelo Canal de Suez.

Continuar Lendo

Mundo

Rússia apoia inclusão de Brasil e Índia no Conselho de Segurança da ONU

Por

Sergey Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, declarou no sábado, 26, durante a Assembleia Geral da ONU que Moscou defende uma mudança no Conselho de Segurança para aumentar a representação da Ásia, África e América Latina, incluindo assentos permanentes para Brasil e Índia, além de expandir a presença africana.

Lavrov destacou que a Rússia é contrária à concessão de novos assentos permanentes para alguns países ocidentais, mencionando especificamente Alemanha e Japão, que segundo ele têm histórico de militarismo e revanchismo. “A reforma não deve incluir assentos adicionais para o Ocidente, em especial para Alemanha e Japão”, enfatizou o ministro.

A autoridade russa também criticou a ampliação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), afirmando que a aliança desrespeita o princípio de segurança equilibrada e indivisível ao tentar garantir a proteção de alguns países às custas da segurança dos outros.

Continuar Lendo

Trending