Notícias
Eleitores poderão votar em dois candidatos para o Senado em 2026
Nas eleições de 2026, os brasileiros terão uma mudança significativa na votação para o Senado Federal: cada eleitor poderá escolher dois candidatos diferentes para as vagas disponíveis. Apesar da alteração em relação à eleição de 2022, grande parte da população ainda desconhece a nova regra.
De acordo com uma pesquisa Genial/Quaest, apenas 34% dos brasileiros entendem que terão direito a dois votos para o Senado. Outros 22% acreditam que podem optar por apenas um candidato, enquanto 10% pensam que terão três votos. Já 34% não souberam ou não quiseram responder. Esses números mostram que 66% dos entrevistados não sabem ou estão equivocados sobre a quantidade de votos permitidos.
A pesquisa foi realizada entre 31 de julho e 3 de agosto de 2026, com 2.004 participantes maiores de 16 anos em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com 95% de confiabilidade, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números BR-06591/2026 e BR-07661/2026.
Para ampliar o conhecimento dos eleitores, o Instituto Update lançou a campanha cívica e apartidária Voto pro Senado, que visa esclarecer como será feita a escolha dos senadores e destacar a importância do cargo nas instituições brasileiras.
Em 2026, estarão em disputa 54 das 81 cadeiras do Senado Federal, correspondendo a dois terços da Casa. Cada estado e o Distrito Federal têm três senadores com mandatos de oito anos, e as eleições renovam as vagas alternadamente: uma eleição para uma vaga por estado e na outra, para duas vagas.
Assim, a quantidade de votos varia conforme as vagas disponíveis. Em 2022, os eleitores votaram em apenas um senador por estado, mas em 2026, poderão escolher dois candidatos diferentes.
Além de elaborar e revisar leis, o Senado exerce funções específicas na estrutura política, como fiscalizar o Poder Executivo e analisar indicações para cargos importantes, como ministros dos tribunais superiores, procurador-geral da República, presidente e diretores do Banco Central e embaixadores.
O Senado também autoriza operações financeiras da União, estados e municípios, assim como julga autoridades em crimes de responsabilidade, incluindo processos de impeachment.
Carolina Althaller, diretora executiva do Instituto Update, destaca a importância de o eleitor entender esses processos para avaliar bem as candidaturas e o peso dos seus dois votos.
Desigualdades no conhecimento entre grupos
A pesquisa aponta que o conhecimento sobre a votação para o Senado varia conforme gênero, renda e escolaridade. Entre as mulheres, apenas 28% sabem que terão dois votos, indicando que 72% desconhecem essa regra.
Entre os homens, o percentual de compreensão é maior. Quanto à renda, 26% das pessoas com até dois salários mínimos entendem que poderão votar duas vezes, enquanto 45% das que têm renda acima de cinco salários mínimos sabem da regra.
No quesito escolaridade, 25% dos entrevistados com ensino fundamental têm conhecimento, contra 46% entre os que possuem ensino superior.
Carolina Althaller reforça que a ampliação do acesso à informação é essencial para que todos compreendam as opções no momento da votação, especialmente as mulheres, que convivem diretamente com as políticas públicas e seus efeitos no cotidiano.
Campanha enfatiza votos válidos e diferença dos candidatos
A campanha também busca reduzir o abandono do voto para senador, que ocorre quando o eleitor vota para outros cargos, mas deixa de escolher uma opção válida para o Senado.
Dados do TSE mostram que em 2018, quando duas vagas estavam em disputa por estado, foram registrados 63,3 milhões de votos brancos e nulos para senador. Em 2022, com apenas um voto permitido, foram 23 milhões de votos em branco ou nulo.
Dany Fioravanti, diretora de Estratégia do Instituto Update, explica que é preciso votar em dois candidatos diferentes, pois se o mesmo número for digitado duas vezes, apenas o primeiro será válido.
Ações da campanha até as eleições
A campanha Voto pro Senado utiliza vídeos, informações no site, spots de rádio e materiais de mídia exterior para passar a mensagem central de que são dois votos diferentes. A divulgação será intensificada até o primeiro turno, em 4 de outubro.
Além de explicar o processo de votação, a iniciativa destaca as funções do Senado e sua influência nas leis, fiscalização do governo e no funcionamento das instituições.
O Instituto Update é uma organização liderada por mulheres que promove a participação política e fortalece sistemas democráticos, desenvolvendo conhecimento e redes de engajamento político.
Notícias
Cury critica Lula por ignorar personalismo na América Latina
O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou nesta terça-feira (22) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não reconhece que o principal problema da América Latina é o personalismo resultado do presidencialismo. A declaração foi feita durante uma sabatina da revista Veja.
Augusto Cury declarou: “O que Lula não percebe é que o maior problema da América Latina é o personalismo causado pelo presidencialismo”.
Para o candidato, o sistema presidencialista facilita a permanência de líderes no poder e promove movimentos políticos centrados em indivíduos específicos. Segundo ele, esse personalismo foi a base para o surgimento do peronismo, chavismo, e no Brasil influenciou o varguismo, o bolsonarismo e o lulismo.
Na visão de Augusto Cury, a lealdade exagerada aos líderes políticos diminui a capacidade de crítica interna desses grupos. “Os maiores críticos de Bolsonaro não são os seguidores de Lula, mas sim os próprios apoiadores do Bolsonaro, que não o questionam”, comentou.
Ele fez comentários semelhantes sobre o presidente. “E os maiores críticos de Lula são seus próprios seguidores, não os bolsonaristas”, acrescentou.
De acordo com o candidato, quando um grupo político para de questionar seus líderes, eles os colocam em um pedestal, como figuras intocáveis. “Quando você deixa de criticar, acaba idolatrando”, declarou.
Cultura
Orquestra Sanfônica de Mulheres lidera festa de forró grátis em Olinda neste domingo
O som do triângulo e a melodia da sanfona vão animar a noite em Olinda neste domingo (27), na Casa Estação da Luz, localizada no bairro do Carmo. A apresentação será conduzida pela Orquestra Sanfônica de Mulheres, sob a batuta da sanfoneira e coordenadora Terezinha do Acordeon.
Este evento, organizado pela produtora cultural Natália Reis, é gratuito e abrirá as portas para o ensaio do grupo, que conta com as talentosas sanfoneiras Nilva do Acordeon, Flávia Soares, Verônica Sanfoneira e Karol Maciel.
O ritmo estará garantido com Michelle Angela na zabumba, Angélica no triângulo e Selminha no pandeiro, todos compondo o cenário musical.
Os trajes das músicas forrozeiras, feitos em linho, bordados e xadrez, são criação da estilista Caroll Falcão.
Repertório musical
Com um repertório que valoriza o tradicional forró nordestino, as mulheres da orquestra apresentam composições clássicas do gênero, destacando sua autenticidade.
O show contará com instrumentais como “Lamento Sertanejo” e “Fogo Sem Fuzil” e também músicas cantadas, como “Sanfona Sentida”, “Olha Pro Céu”, “Eu Sou O Estopim” e “Eu Só Quero Xodó”.
Sobre o projeto
O projeto da Orquestra Sanfônica de Mulheres nasceu para valorizar e fortalecer o papel feminino no forró, inspirado na tradicional Caminhada do Forró do Recife.
Com coordenação da multifacetada Terezinha do Acordeon e idealização da produtora Natália Reis, o grupo presta homenagem às composições dos grandes mestres e mestras do forró, destacando a presença das mulheres nessa tradição musical.
Informações do evento
- Quando: Domingo (27), às 16h
- Onde: Casa Estação da Luz – Rua Prudente de Morais, 313, Carmo, Olinda
- Entrada: Gratuita
- Informações: @casaestacaodaluz
Brasil
Cury afirma que Lula não reconhece o personalismo como desafio na América Latina
Augusto Cury, candidato à Presidência pelo Avante, declarou nesta terça-feira (22) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não compreende que o principal desafio enfrentado pela América Latina é o personalismo que resulta do sistema presidencialista.
De acordo com Cury, o presidencialismo favorece a permanência prolongada de líderes no poder, além de incentivar a formação de movimentos políticos concentrados em figuras individuais. Ele destacou que esse personalismo deu origem ao peronismo, chavismo, varguismo no Brasil e está na base do bolsonarismo e lulismo.
Cury ressaltou que a lealdade exagerada a líderes políticos tende a diminuir a capacidade crítica dentro desses grupos. “Os maiores adversários de Bolsonaro não são os lulistas, mas sim os bolsonaristas que não o questionam”, apontou.
Ele fez análise semelhante sobre Lula: “Os maiores adversários de Lula não são os bolsonaristas, e sim os lulistas”.
Segundo o candidato, quando um coletivo político deixa de criticar sua liderança, essa passa a ser tratada como uma entidade intocável. “A falta de críticas resulta em endeusamento da liderança”, concluiu Cury.
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