Mundo
Obras do salão de festas de Trump são suspensas em recurso
Uma corte federal de apelação impediu nesta sexta-feira (7) que a construção do grande salão de festas na Casa Branca, planejado pelo presidente Donald Trump, prossiga.
A decisão confirmou a suspensão das obras determinada em abril por um juiz, e deu um prazo de 14 dias para que o governo dos Estados Unidos possa recorrer ao Supremo Tribunal.
A corte de apelação do distrito de Columbia ressaltou que a suspensão não está relacionada ao mérito do projeto em si, mas decorre do fato de que o presidente iniciou a obra sem a autorização do Congresso.
O governo não possui poder ilimitado para modificar, reformar ou reconstruir a Casa Branca, que é patrimônio do povo, apenas para satisfazer os desejos pessoais de um presidente, destacou a corte.
Em outubro, o presidente do Partido Republicano ordenou a demolição de uma ala inteira do edifício para construir um salão de festas com capacidade para acomodar até 1000 convidados, destinado a recepções e jantares para chefes de Estado estrangeiros.
O orçamento inicial, financiado por doações privadas, aumentou de 200 milhões para 400 milhões de dólares (entre 1 e 2 bilhões de reais, considerando a cotação atual).
A organização sem fins lucrativos que protege edifícios históricos, National Trust for Historic Preservation (NTHP), que atua com respaldo do Congresso, entrou na Justiça para contestar as obras autorizadas por Trump.
Mundo
Houthis intensificam ataques em área de petróleo no Iêmen
Houthis, apoiados pelo Irã, lançaram ataques contra forças governamentais no Iêmen nesta sexta-feira (7), visando uma região rica em petróleo em meio a uma campanha que causou dezenas de vítimas em apenas dois dias.
Na quinta-feira, ao menos 58 soldados foram mortos em bombardeios com mísseis e drones, marcando os ataques mais letais desde o cessar-fogo firmado em 2022 entre o governo, apoiado pela Arábia Saudita, e os rebeldes.
Este recente aumento na violência reacende o receio de uma nova escalada do conflito no país mais pobre da Península Arábica, onde o cessar-fogo começou a ruir em julho.
Um ataque com drone em Marib, uma área central produtora de petróleo, que já havia sido alvo na quinta-feira, resultou na morte de oito membros das forças governamentais e deixou 12 feridos, de acordo com uma fonte militar que preferiu manter o anonimato.
O ministro da Saúde do governo apoiado pela Arábia Saudita relatou que os rebeldes também mataram pelo menos dois civis em zonas residenciais e acampamentos para deslocados em Marib.
Uma fonte ligada ao exército saudita afirmou que a coalizão liderada por Riade não ficará inerte, considerando Marib uma área crítica.
Foi ressaltado que a coalizão não busca intensificar o conflito, mas não permitirá que o atual equilíbrio de forças seja alterado, rejeitando a tomada de Marib pelos houthis.
Os rebeldes afirmam que os ataques foram uma resposta ao reforço das tropas iemenitas apoiadas pela Arábia Saudita.
O porta-voz militar dos rebeldes, Yahya Saree, declarou que o inimigo saudita continua a mobilizar suas forças e buscar a escalada do conflito.
Marib é uma província estratégica, dividida entre áreas sob controle dos rebeldes e do governo, que mantém domínio sobre a cidade e instalações petrolíferas locais.
Os houthis estão em guerra com o governo desde 2014, um conflito que já causou centenas de milhares de mortes e gerou uma severa crise humanitária no Iêmen.
Mundo
ONGs relatam pelo menos 141 mortos na tentativa de entrada em Ceuta
Organizações marroquinas de defesa dos direitos humanos informaram nesta sexta-feira (7) que ao menos 141 pessoas perderam a vida na última semana ao tentar alcançar o enclave espanhol de Ceuta, muitas delas nadando, e alertaram que o número de vítimas pode aumentar.
Nas últimas semanas, cerca de 72 mil migrantes entraram ilegalmente em Ceuta em poucos dias, um recorde para um período tão curto. Deste total, 70 mil foram encaminhados de volta ao Marrocos, segundo o Ministério do Interior da Espanha.
Achraf Mimoun, presidente da seção local da Associação Marroquina de Direitos Humanos (AMDH), declarou durante uma entrevista coletiva em Rabat que espera que o número de mortos seja, infelizmente, muito elevado e continue crescendo.
A AMDH e a Coordenação Europeia para os Direitos Humanos no Marrocos, que reúne ONGs marroquinas baseadas na Europa, fundamentam seu balanço provisório em dados oficiais, imprensa e informações coletadas por organizações de direitos humanos, sendo necessário ainda incluir desaparecidos e feridos.
O Conselho Nacional de Direitos Humanos, órgão consultivo e independente marroquino, divulgou que houve 14 mortes no lado marroquino da fronteira, enquanto o governo informou anteriormente sobre 11 falecimentos.
Do lado espanhol, as autoridades anunciaram pelo menos 80 mortes.
Mimoun ressaltou que muitas famílias ainda aguardam notícias sobre seus entes queridos.
Atualmente, 21 corpos não identificados estão no necrotério de Tetuão, maior cidade marroquina próxima a Ceuta.
Durante a coletiva, as organizações marroquinas reforçaram o pedido feito na semana anterior para “a abertura de uma investigação independente, transparente e aprofundada”.
Informações indicam que 111 pessoas foram detidas durante a tentativa de entrada em Ceuta.
Até agora, não foram divulgados dados oficiais sobre detenções ou processos judiciais relacionados.
Na última sexta-feira, um repórter da AFP presenciou pelo menos 30 prisões quando a polícia marroquina usou canhões de água e gás lacrimogêneo para conter migrantes que tentavam acessar Ceuta, os quais responderam arremessando pedras contra os agentes.
Mundo
Senado americano aprova sanções duras contra Rússia
O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira (7), com ampla maioria, um novo conjunto de sanções direcionadas principalmente à indústria de hidrocarbonetos da Rússia.
Agora, o projeto segue para a Câmara dos Representantes, mas não se espera uma votação antes de setembro, devido ao recesso legislativo de verão.
As medidas aplicariam sanções a autoridades russas, oligarcas, instituições financeiras e à chamada “frota fantasma”, que é usada para contornar restrições às exportações de petróleo da Rússia.
O texto também daria ao presidente Donald Trump o poder de impor tarifas de até 500% sobre as importações vindas da Rússia, como petróleo e gás.
Além disso, permitiria ao governo aplicar tarifas alfandegárias de até 100% sobre produtos provenientes dos principais compradores de hidrocarbonetos russos, incluindo países como China e Índia.
Os legisladores que apoiam a medida argumentam que afetar as receitas do setor energético é essencial para reduzir a capacidade do presidente russo, Vladimir Putin, de financiar o conflito na Ucrânia.
“Esta lei nos aproxima do fim do conflito”, declarou o senador republicano Jim Risch, presidente da Comissão de Relações Exteriores.
Se a proposta for aprovada, o próprio Putin será um dos principais alvos das sanções, junto com outras altas autoridades russas.
O projeto leva o nome do falecido senador Lindsey Graham, que faleceu em 11 de julho, após mais de um ano buscando apoio para a iniciativa.
Pouco antes de sua morte, Graham anunciou um acordo com a Casa Branca para uma versão revisada do texto.
A senadora democrata Jeanne Shaheen, membro da Comissão de Relações Exteriores do Senado, afirmou que o projeto “impacta fortemente os setores energético e financeiro da Rússia”.
A Embaixada da Rússia nos Estados Unidos criticou o projeto, dizendo que ele “ataca a administração americana atual”.
Moscou também enfrenta pressão crescente da Europa, depois que a União Europeia aprovou no mês passado uma nova rodada de sanções, embora com medidas menos rigorosas do que as propostas inicialmente.
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