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Economia

Taxa extra dos EUA pode afetar 36% das exportações do Nordeste, aponta Etene

A taxa extra de 37,5% aplicada pelo governo dos Estados Unidos (EUA) sobre produtos brasileiros deve impactar oito dos 15 principais itens exportados do Nordeste para o mercado americano. Esses produtos representaram, somente no primeiro semestre de 2026, mais de 450 milhões de dólares em vendas da região para os EUA, correspondendo a 36% do total. O cálculo foi feito pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), setor de pesquisa do Banco do Nordeste (BNB).

Os Estados Unidos anunciaram novas tarifas de importação para produtos brasileiros, vigentes a partir de 22 de julho, incluindo uma taxa de 25% sobre certos itens exportados do Brasil.

Além disso, foi estabelecida uma cobrança adicional de 12,5% para alguns produtos, baseada em políticas americanas de combate ao trabalho forçado. Juntas, as tarifas podem chegar a 37,5%, dependendo da classificação do produto.

Segundo o economista-chefe do BNB, Rogério Sobreira, o setor industrial será o mais afetado pelas medidas americanas. “Empresas desse setor no Nordeste enfrentarão maiores desafios, pois produtos importantes, como os semimanufaturados de ferro e aço, estão sendo taxados”, explicou.

O agronegócio da região também sentirá o impacto nas exportações de celulose solúvel, açúcar e álcool, mel natural, certos tipos de pescados, calçados de couro e cordéis de sisal. Produtos isentos incluem celulose convencional, manteiga, óleo de cacau, manga, castanha de caju, água de coco, cacau em pó, café em grão e partes de frutas.

Rogério Sobreira destaca a importância de diversificar os mercados: “É fundamental lembrar que os americanos não são os únicos consumidores dos nossos produtos. Os Estados Unidos representaram cerca de 12% das exportações nordestinas em 2025. Outra estratégia é buscar crédito adequado para superar as dificuldades. O próprio Banco do Nordeste oferece fontes de financiamento com condições muito favoráveis para exportações, utilizando recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).”

No total, foram aplicadas sobretaxas a 639 produtos brasileiros. Segundo estimativas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), com base no comércio bilateral de 2024, as novas tarifas americanas atingem 23,1% das exportações brasileiras. Considerando a sobretaxa sobre aço e alumínio, anunciada em junho do ano anterior, esse percentual pode chegar a 47,3%.

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Economia

Petróleo sobe no dia mas cai na semana com esperança de acordo sobre Ormuz

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O petróleo encerrou a sexta-feira (7) em alta, após um dia de oscilações, porém teve uma queda superior a 5% ao longo da semana, enquanto investidores permanecem otimistas quanto a um possível acordo para reabrir o Estreito de Ormuz.

O petróleo WTI para o contrato de setembro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), finalizou em alta de 1,15% (US$ 0,89), atingindo US$ 78,18 por barril.

O petróleo Brent para outubro, comercializado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), terminou o dia em alta de 1,29% (US$ 1,06), totalizando US$ 83,55 por barril.

No balanço semanal, o WTI apresentou queda de 7,6%, enquanto o Brent recuou 4,98%.

As negociações entre os Estados Unidos e o Irã desaceleraram no final da semana, motivadas por relatos de confrontos na fronteira do Iêmen e o aumento das ações dos houthis contra a Arábia Saudita no Mar Vermelho.

Esse cenário contribuiu para a valorização do petróleo, enquanto o mercado aguarda um desfecho nas conversas que visam reabrir e regular o trânsito pelo Estreito de Ormuz.

No início da semana, o presidente americano Donald Trump declarou que um acordo para retomar a navegação na região poderia ser firmado “nos próximos dias”, o que ainda não ocorreu.

O tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz caiu 33% na sexta-feira em comparação ao dia anterior, com a maioria das embarcações optando pela rota iraniana, conforme dados da Kpler.

Entretanto, a atividade no estreito de Bab el-Mandeb aumentou 18%, com 26 travessias confirmadas.

A analista de energia da Baringa, Ellen Fraser, aponta que a situação no Oriente Médio tornou-se mais delicada, já que o principal suporte do mercado energético tem sido, em grande parte, o nível dos estoques globais. “Contudo, esse amortecedor está diminuindo, e os estoques atingiram o nível mais baixo em uma década”, destacou.

Simultaneamente, a Bloomberg reportou que as importações de petróleo pela China cresceram no último mês, recuperando-se de uma queda que perdurava quase uma década, devido ao aumento dos fluxos pelo Estreito de Ormuz e ao incremento das compras feitas por refinarias de países fora do Oriente Médio, incluindo a Rússia.

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Economia

Dia de prevenção ao colesterol para cuidar do coração

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Este sábado (08) destaca o Dia Nacional de Prevenção ao Colesterol. Profissionais de saúde reforçam a necessidade de adotar hábitos saudáveis para manter os níveis de colesterol sob controle, já que essa gordura é fundamental para o organismo, participando da formação das células e da produção de hormônios.

No entanto, níveis elevados de LDL, conhecido como “colesterol ruim”, aumentam bastante as chances de problemas cardíacos como infarto e AVC. Alimentação rica em gorduras saturadas, falta de exercício, tabagismo e consumo excessivo de álcool são fatores que contribuem para o aumento do colesterol.

Nesta sexta-feira (07), Jota Batista, apresentador da Rádio Folha 96,7 FM, conversou no Canal Saúde com o cardiologista Carlos Japhet, que explicou os principais fatores de risco para o colesterol alto.

Carlos Japhet iniciou esclarecendo que o tratamento para o colesterol alto não é igual para todos, pois os níveis considerados seguros variam conforme o histórico e as doenças de cada pessoa.

“O colesterol é vital para o corpo, essencial para o funcionamento celular e a produção hormonal. Contudo, quando está em excesso, especialmente o LDL, ele se torna um risco à saúde.”

Ele desmentiu a ideia de que o colesterol alto decorre apenas da má alimentação, apresentando a proporção real do colesterol produzido pelo corpo e demonstrando como o estilo de vida influencia.

“Cerca de 70% do colesterol no corpo é produzido pelo fígado, enquanto 30% vem da alimentação. Então, uma dieta equilibrada ajuda a controlar a ingestão. Para reduzir o colesterol formado internamente, o exercício regular é fundamental, assim como manter hábitos saudáveis e, se necessário, tratamento medicamentoso.”

Ao comentar sobre as recomendações médicas atualizadas, o cardiologista explicou os parâmetros ideais de LDL para diferentes perfis de pacientes, enfatizando que a medicina atual recomenda manter esses níveis o mais baixo possível.

“Os valores ideais de LDL variam conforme o risco cardiovascular da pessoa. Um adulto jovem e saudável deve manter o LDL abaixo de 116 mg/dL. Já pessoas com diabetes, histórico de infarto, angioplastia ou cirurgia cardíaca devem ter o LDL abaixo de 50 mg/dL, e às vezes até abaixo de 40 mg/dL.”

Para finalizar, Carlos Japhet ressaltou que as doenças metabólicas cardiovasculares se desenvolvem de forma silenciosa, sendo vital que os pacientes façam exames habituais para detectar problemas antes que sejam graves.

“Diabetes e colesterol alto geralmente não causam sintomas visíveis, e quando aparecem, são sutis, detectáveis apenas por avaliação médica. Por isso, realizar exames frequentes para monitorar colesterol e glicose, assim como verificar a pressão arterial, é essencial.”

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Economia

Porto do Recife destaca participação na Multimodal Nordeste

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A Porto do Recife celebrou sua participação na terceira edição da Multimodal Nordeste, realizada de 4 a 6 de agosto no Recife Expo Center, na capital de Pernambuco. O estande do porto no evento, que contou com diversas empresas importantes do setor, possibilitou contato direto com clientes e fornecedores, ampliando as chances de negócios futuros e o crescimento na movimentação de cargas do complexo.

O diretor-presidente do Porto do Recife, Wagner Maciel, destacou que a feira foi realizada em uma área do porto arrendada para a iniciativa privada, em um antigo armazém, enquanto o complexo passa por um robusto investimento para modernização, requalificação e preparação para novos clientes e negócios nos próximos anos. Entre os investimentos atuais, da ordem de R$ 115 milhões, o diretor ressaltou as obras de dragagem, iniciadas em junho, que já atingiram 40% de execução e devem ser concluídas até o final de novembro, além do novo sistema de defesas portuárias.

“Firmamos um termo de compromisso com o Ministério de Portos e Aeroportos para a renovação do sistema de defesas, fundamental para a segurança das operações e das embarcações atracadas nos cais. Essa modernização trará mais competitividade e segurança para o Porto do Recife”, explicou Wagner Maciel. Ele também mencionou que o porto possui cargas cativas consolidadas, principalmente o açúcar, um produto resistente e essencial para a economia do estado, contribuindo significativamente para as exportações a partir do porto.

As obras de dragagem aumentarão a profundidade do canal de acesso aos cais para até 12 metros, permitindo a atracação de navios maiores. Com cada metro adicional dragado, o porto ganhará 2.400 toneladas de carga geral e 500 toneladas de granéis sólidos por embarcação, aumentando a competitividade no âmbito nacional e internacional.

Além desse benefício, a dragagem promoverá maior movimentação de cargas e passageiros, geração de empregos diretos e indiretos, e fortalecerá a logística regional e o setor produtivo de Pernambuco. A obra também impulsionará o turismo marítimo, especialmente o segmento de cruzeiros, agregando valor aos negócios do porto.

Wagner Maciel avaliou que a Multimodal Nordeste teve papel importante para divulgar outros produtos movimentados diariamente pelo Porto do Recife, como fertilizantes, barrilha – usada na fabricação de vidro e sabão –, malte de cevada, trigo e bobinas de aço. Ele ainda ressaltou a elaboração de estudos técnicos para atrair eventos diversos para os pátios e armazéns arrendados à iniciativa privada, com o objetivo de aumentar as receitas do terminal.

Segundo o diretor-presidente, o porto está entrando em uma nova fase cheia de oportunidades. “Estou muito otimista com o Porto do Recife, que vive um momento de grande potencial com projetos de investimentos em curso e previstos para os próximos anos. Nossa meta é fortalecer a importância deste terminal na economia de Pernambuco e do Nordeste”, concluiu Wagner Maciel.

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