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Obras do salão de festas de Trump são suspensas em recurso

Uma corte federal de apelação impediu nesta sexta-feira (7) que a construção do grande salão de festas na Casa Branca, planejado pelo presidente Donald Trump, prossiga.

A decisão confirmou a suspensão das obras determinada em abril por um juiz, e deu um prazo de 14 dias para que o governo dos Estados Unidos possa recorrer ao Supremo Tribunal.

A corte de apelação do distrito de Columbia ressaltou que a suspensão não está relacionada ao mérito do projeto em si, mas decorre do fato de que o presidente iniciou a obra sem a autorização do Congresso.

O governo não possui poder ilimitado para modificar, reformar ou reconstruir a Casa Branca, que é patrimônio do povo, apenas para satisfazer os desejos pessoais de um presidente, destacou a corte.

Em outubro, o presidente do Partido Republicano ordenou a demolição de uma ala inteira do edifício para construir um salão de festas com capacidade para acomodar até 1000 convidados, destinado a recepções e jantares para chefes de Estado estrangeiros.

O orçamento inicial, financiado por doações privadas, aumentou de 200 milhões para 400 milhões de dólares (entre 1 e 2 bilhões de reais, considerando a cotação atual).

A organização sem fins lucrativos que protege edifícios históricos, National Trust for Historic Preservation (NTHP), que atua com respaldo do Congresso, entrou na Justiça para contestar as obras autorizadas por Trump.

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Milionário pró-Trump assume Presidência da Colômbia

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Abelardo de la Espriella, conhecido por seu estilo excêntrico e falastrão, tornou-se na última sexta-feira o novo presidente da Colômbia. Apelidado de “El Tigre”, ele derrotou a esquerda com um discurso antissistema e o compromisso de enfrentar o narcotráfico crescente.

Com 48 anos, este outsider apoiado por Donald Trump abandonou uma vida luxuosa na Itália para ingressar na política, conquistando sua primeira vitória.

Em um segundo turno disputado, venceu o senador Iván Cepeda, aliado do então presidente Gustavo Petro, que encerrou seu mandato como o primeiro líder de esquerda da história colombiana.

Antes da posse, de la Espriella declarou que o país estava deixando para trás uma fase difícil e que a democracia havia decidido por ordem, autoridade e esperança.

Um líder caribenho, ultradireitista e católico

Ele representa o descontentamento de uma parte da população contra partidos tradicionais, a esquerda e a insegurança. Em suas aparições públicas, marcadas por fogos e gritos de tigre, prometeu restaurar a República e defender a democracia, se necessário, pela força.

Adotando um tom antissistema distinto da direita tradicional, ameaçou enfrentar e punir o que chama de máfia que controla o país.

De la Espriella acredita que pode transformar o Estado em uma organização eficiente, inspirando-se em líderes como Javier Milei, Nayib Bukele e o próprio Donald Trump.

Além de advogado, ele é cantor amador de ópera e tem um estilo peculiar, usando ternos sem gravata e roupas que remetem ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Sua campanha enfrentou críticas por declarações tidas como machistas e homofóbicas, mas sua popularidade permaneceu intacta.

Vida de luxo e questionamentos

Com dupla cidadania colombiana e americana, de la Espriella é frequentemente questionado sobre sua fortuna e seus laços antigos como advogado.

Antes da política, mostrava em redes sociais seu estilo de vida luxuoso, com viagens em jatos particulares e roupas de grife.

Ele circula protegido por uma equipe de segurança devido a ameaças que recebeu.

Pai de quatro filhos, se diz preparado para governar com determinação o país que é o maior produtor mundial de cocaína e vive um conflito armado há mais de 60 anos.

Promete eliminar criminosos que não se entregarem à Justiça e planeja firmar alianças militares com Estados Unidos e Israel para combater as organizações criminosas.

Propõe também o fim do tribunal estabelecido pelo acordo de paz com as Farc, que julga os crimes do conflito armado.

Diz ter deixado uma vida confortável em Florença para se sacrificar pela nação.

Estilo e controvérsias

Seu jeito irreverente já gerou polêmicas, como ao pedir para “estripar” a esquerda — declaração pela qual pediu desculpas depois.

Costuma ser representado como um tigre feroz em suas aparições públicas, cria sua própria marca de roupas e promove seus negócios de vinhos e runs nas redes sociais.

Defende o direito ao porte de armas, a redução do tamanho do Estado em 40% e a construção de presídios subterrâneos com condições mínimas.

Apesar de criticar políticos tradicionais, seu governo conta com figuras conservadoras conhecidas.

De la Espriella afirma seguir princípios judaico-cristãos, embora tenha sido ateu no passado.

Cresceu em uma família de pecuaristas na região caribenha da Colômbia, vivenciando uma infância simples, entre pescarias e brincadeiras ao ar livre, semelhante à juventude de Tom Sawyer.

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Universidade dos EUA terá que parar curso e devolver dinheiro a estudantes brasileiros

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Uma instituição de ensino localizada nos Estados Unidos foi obrigada pela Justiça a suspender a oferta de um curso superior para alunos brasileiros e a reembolsar as mensalidades pagas, devido à ausência de credenciamento junto ao Ministério da Educação (MEC).

A escola, situada na Flórida, oferecia o bacharelado em estudos jurídicos estrangeiros em língua portuguesa, na modalidade de ensino à distância, para estudantes que moram no Brasil.

A instituição é o American College of Brazilian Studies (Ambra), anteriormente chamada Brazilian Law International College (Blic), e mantém cursos superiores e programas de mestrado híbridos com aulas presenciais em Orlando, com opções em inglês e português. Ela se apresenta como tendo mais de 15 anos de atuação no mesmo local, sendo credenciada pelo Departamento de Educação da Flórida e possuindo casos de revalidação de diplomas no Brasil.

A decisão da Justiça veio após uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal (MPF), na qual foi apontado que a Ambra oferecia ilegalmente curso de graduação em Direito (Bachelor of Science in Foreign Legal Studies) à distância para o público brasileiro, sem autorização do MEC.

A 3.ª Vara Federal do Amazonas determinou a suspensão do curso e o reembolso das mensalidades. A escola argumentou que, sendo uma entidade norte-americana, não está sujeita à legislação brasileira e que encerrou as atividades presenciais no Brasil, mas a 12.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região rejeitou essas alegações.

A desembargadora federal Ana Carolina Roman, relatora do caso, ressaltou que a internet não pode ser usada como escudo para fugir da aplicação das leis brasileiras quando o serviço é oferecido ao mercado nacional. A prestação de ensino para residentes no Brasil está sujeita às normas brasileiras, incluindo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação.

Ela destacou que aceitar a tese da empresa permitiria que qualquer entidade estrangeira oferecesse serviços regulados no Brasil, como educação ou saúde, sem respeitar as leis locais. Destacou ainda que criar um curso com aulas em português e conteúdo de direito nacional sem credenciamento é uma tentativa de burlar a legislação.

Ana Carolina Roman também frisou que a Ambra violou o Código do Consumidor, pois a publicidade enganava os estudantes ao prometer um curso sem riscos, ocultando as dificuldades do processo de revalidação dos diplomas.

A restituição dos valores pagos é fundamental para evitar que a instituição se beneficie indevidamente com sua atividade irregular.

A Ambra ofereceu cursos a brasileiros desde 2009, com mensalidades que podiam chegar a R$ 900. Atualmente, a escola continua operando legalmente nos EUA, oferecendo programas de mestrado e doutorado, inclusive em português, cujos diplomas têm validade lá, mas precisam ser revalidados no Brasil para validade legal.

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Quase 30% dos desertores da Coreia do Norte perto da área nuclear têm mutações genéticas

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Quase um em cada três desertores da Coreia do Norte que residiam próximo ao centro de testes nucleares de Punggye-ri apresentou mutações cromossômicas que podem estar ligadas à exposição à radiação, de acordo com um levantamento divulgado pelo Ministério da Unificação da Coreia do Sul.

Embora os resultados indiquem uma possível ligação, as autoridades destacam que ainda não foi estabelecida uma confirmação científica definitiva de que as alterações genéticas sejam consequência dos testes nucleares.

O estudo avaliou 214 desertores ao longo de cinco anos — com exames realizados em 2017, 2018, 2023, 2024 e 2025. Entre eles, 64 pessoas (29,9%) relataram modificações cromossômicas que podem estar relacionadas à exposição à radiação.

Na última fase do estudo, em 2025, 26 dos 59 participantes (aproximadamente 44%) apresentaram anomalias cromossômicas.

Os voluntários viviam em oito cidades e condados próximos ao complexo nuclear de Punggye-ri, situado na província de Hamgyong do Norte, incluindo regiões como Kilju, Kimchaek e Paekam. Nenhum dos participantes foi diagnosticado com cânceres tipicamente associados à exposição à radiação.

O relatório foi encaminhado ao Parlamento sul-coreano. O Ministério da Unificação ressaltou que as mutações podem ser causadas por outros fatores, tais como tabagismo, exposição à radiação em exames médicos, como tomografias, e outras influências ambientais.

Apesar disso, um representante do Centro Nacional de Medicina para Emergências Radiológicas, responsável pela pesquisa, afirmou que existe uma base científica para suspeitar que os testes nucleares realizados em Punggye-ri estejam relacionados às alterações genéticas observadas.

Os pesquisadores recomendam a continuidade dos estudos para confirmar ou descartar essa hipótese.

Prevê-se que mais 50 participantes sejam recrutados e que outros dez voluntários sejam acompanhados nas próximas fases da pesquisa.

Desde 2006, a Coreia do Norte realizou seus seis testes nucleares no complexo de Punggye-ri, localizado em Kilju.

O local foi oficialmente fechado em 2018 pelo governo norte-coreano, que afirmou ter tomado essa medida para demonstrar transparência no encerramento do programa de testes nucleares.

No entanto, em 2022, analistas internacionais notaram sinais de retomada das instalações, levantando dúvidas sobre a possibilidade de o local voltar a ser usado para testes relacionados a ogivas nucleares.

O centro de testes também sofreu um acidente em 2017, quando o colapso de uma parte da estrutura subterrânea causou a morte de aproximadamente 200 trabalhadores.

Na ocasião, autoridades sul-coreanas alertaram para os riscos de novos testes, que poderiam provocar o desabamento de uma montanha próxima e a liberação de material radioativo no meio ambiente, enquanto representantes chineses advertiram que a contaminação poderia alcançar uma vasta região se isso ocorresse.

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