Mundo
Conflito no Iêmen: Ataques dos Houthis deixam 38 soldados mortos
Os ataques realizados por mísseis e drones pelos rebeldes houthis no Iêmen nesta quinta-feira (6) causaram a morte de pelo menos 38 soldados e deixaram 29 feridos, conforme relataram duas fontes médicas à AFP. Este é considerado um dos episódios mais violentos desde o início do conflito.
O Ministério da Defesa do governo iemenita, que é reconhecido internacionalmente, declarou que as Forças Armadas responderão a esta agressão no momento e local adequados.
Os houthis, que contam com o apoio do Irã, afirmam que os ataques foram uma retaliação ao aumento recente das tropas iemenitas apoiadas pela Arábia Saudita.
Fontes médicas confirmaram à AFP a existência de 38 mortos e 29 feridos.
Um representante militar informou que um campo de treinamento na região de Al-Ruwaik, na província de Marib (centro do Iêmen), foi atacado junto com acampamentos em Al-Abr e Al-Wadiah, em Hadramaut, nas proximidades da fronteira com a Arábia Saudita.
Um ataque com mísseis atingiu soldados durante uma sessão matinal de treinamento em Marib, resultando em pelo menos 45 militares mortos e feridos, segundo uma fonte militar que preferiu não se identificar por questões de segurança.
Posteriormente, os houthis assumiram a autoria dos ataques.
Yahya Saree, porta-voz militar do grupo, informou que as Forças Armadas dos houthis realizaram uma ação significativa contra concentrações das tropas adversárias, indicando um aumento no reforço militar da Arábia Saudita. Ele alertou que os rebeldes estão preparados para responder a eventuais escaladas.
O Iêmen está envolvido em um conflito que já dura mais de dez anos e, no mês passado, transformou-se em mais um ponto de confronto entre os Estados Unidos e o Irã, após o rompimento do cessar-fogo de 2022 pelos houthis contra o governo apoiado pela Arábia Saudita.
Os rebeldes receberam um aparelho iraniano diretamente na capital, Sanaa, provocando ataques de retaliação. Eles também instituíram um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita e passaram a atacar navios petroleiros do país.
Desde 2014, os houthis estão em guerra contra o governo iemenita, conflito que já provocou centenas de milhares de mortes e uma crise humanitária severa.
Atualmente, os houthis controlam Sanaa e grande parte do norte do Iêmen, enquanto o governo internacionalmente reconhecido mantém o comando de grande parte do sul do país.
Mundo
Washington amplia a supervisão das redes sociais para quem pede visto
Os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira (6) que vão intensificar a verificação das redes sociais de estrangeiros que solicitam vistos, incluindo jornalistas internacionais, como parte das medidas mais rigorosas na política migratória do presidente Donald Trump.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, destacou no X uma reportagem do Daily Signal que o Departamento de Estado ampliou essa análise para mais categorias de vistos destinados a estrangeiros.
Uma representante do Departamento de Estado explicou por e-mail à AFP que essa investigação dos perfis online visa assegurar que os solicitantes cumpram as normas para obter o visto e que não representem riscos à segurança dos Estados Unidos.
Essa exigência já vale para vários tipos de vistos, como os de estudantes estrangeiros e participantes de programas culturais, que devem ajustar suas configurações nas redes sociais para se adequar a essa fiscalização.
Agora, essa análise também será aplicada para jornalistas estrangeiros e algumas pessoas do México e do Canadá.
Grupos de direitos humanos criticam a medida, alegando invasão de privacidade.
Donald Trump fez do combate à imigração ilegal uma prioridade, promovendo deportações em massa e restringindo fortemente a entrada legal de estrangeiros.
O secretário de Estado, Marco Rubio, frequentemente repete que ter um visto é um privilégio, não um direito.
Além disso, novas regras que devem ser implementadas em breve — salvo bloqueio pelo Congresso — limitarão a estadia de jornalistas estrangeiros nos EUA a 240 dias, cerca de oito meses, com possibilidade de renovação por períodos iguais.
Mundo
Explosão de ônibus-bomba mata duas pessoas na Síria
Uma explosão provocada por uma bomba em um microônibus público resultou em duas mortes e treze feridos na quinta-feira (6) em uma cidade com maioria drusa e cristã próxima à capital síria, conforme informou a agência oficial de notícias da Síria, citando o Ministério da Saúde.
O incidente ocorreu em Jaramana, uma área periférica de Damasco que sofreu violência sectária e conflitos durante a primavera de 2025. Imagens feitas pela AFP mostraram o veículo com o teto arrancado, o interior destruído e destroços espalhados nas ruas.
A emissora estatal declarou, com base em fontes oficiais, que a explosão em Jaramana foi causada por uma bomba que não estava colocada dentro de outro veículo. Até o momento, nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque.
Desde a saída de Bashar al Assad em 2024, as novas autoridades da Síria têm se empenhado em restabelecer a ordem e garantir a segurança completa no país. No entanto, Damasco e suas regiões próximas continuam a registrar ataques e incidentes que atingem civis e forças de segurança desde que essas autoridades chegaram ao poder.
Mundo
EUA comemoram chegada de opositor à Venezuela para começar diálogo
Os Estados Unidos manifestaram satisfação nesta quinta-feira (6) pela chegada à Venezuela da líder opositora Dinorah Figuera com o objetivo de iniciar conversações com o governo visando uma transição política.
Washington apoia essas negociações, que não envolvem a principal líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, vencedora do Nobel da Paz.
O Departamento de Estado destacou em comunicado que “essa negociação direta é uma oportunidade única”. “Os EUA permanecem comprometidos em dar suporte a esse processo conduzido pela Venezuela.”
O texto ressaltou que o plano do governo de Donald Trump para a Venezuela inclui três etapas: estabilização, recuperação econômica e reconciliação política.
Em janeiro, Trump idealizou uma operação militar para derrubar o presidente Nicolás Maduro e expulsá-lo do país, respondendo a acusações de tráfico de drogas nos tribunais americanos. Esse golpe precipitou a ascensão ao poder de Delcy Rodríguez, que iniciou um processo de mudanças políticas que devem culminar em um diálogo direto.
Dinorah, que chegou ao país ontem vindo da Espanha, foi líder da bancada opositora que conquistou a maioria na Assembleia Nacional em 2015, embora tal maioria não tenha sido reconhecida por Maduro.
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