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Empresária amiga de Lulinha quitou boletos para ex-chefe do gabinete de Lula

A Polícia Federal identificou que a empresária Roberta Luschinger realizou pagamentos de boletos para o ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. As investigações apontam que as transações ocorreram no segundo semestre de 2024. A defesa de Marcola, quando procurada, não fez comentários.

Em comunicado na segunda-feira, Marcola confirmou ter recebido valores da empresária, que está sob investigação por suspeita de fraude no INSS, classificando-os como um empréstimo pessoal. Em uma nova declaração divulgada na terça-feira, ele afirmou ter devolvido R$ 249 mil, porém não especificou se este foi o total recebido.

Roberta é considerada pela Polícia Federal como lobista e tem proximidade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. A informação sobre os pagamentos foi reportada inicialmente pelo portal Metrópoles e posteriormente confirmada pelo jornal O Globo.

Na quarta-feira (6), Marcola optou por deixar a coordenação da campanha do presidente.

Esse episódio envolvendo um dos auxiliares mais próximos do presidente gerou constrangimento no Palácio do Planalto e irritou membros da campanha, que passaram a exigir que Lula apresente provas do empréstimo e esclarecimentos detalhados para evitar ampliação do caso.

O tema da corrupção continua a impactar negativamente a imagem do governo Lula, sendo fundamental afastar qualquer vínculo direto com o presidente.

Na terça-feira, Marcola afirmou ter colocado seus sigilos bancário e fiscal à disposição da Justiça, reafirmando que a operação foi apenas um empréstimo pessoal e negando irregularidades. Contudo, não informou a data do referido empréstimo.

Anteriormente, em julho, Marcola deixou suas funções no Planalto para integrar a equipe de coordenação da campanha à reeleição de Lula, atuando ao lado do ex-ministro Gilberto Carvalho.

Segundo fontes próximas, Marcola está focando na sua defesa, enfrentando pressões internas. Ele é um dos assessores mais próximos do presidente, com forte ligação mantida ao longo da última década, participando inclusive da agenda do presidente no Instituto Lula desde 2015.

Foi um dos coordenadores da caravana presidencial em 2017 e acompanhou Lula durante o período preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, entre 2018 e 2019.

A equipe do principal adversário nas eleições, Flávio Bolsonaro, tem utilizado essa situação para tentar desgastar a imagem de Lula, relacionando o escândalo do INSS diretamente ao presidente e sua administração.

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Brasil

Lula liga para Petro, que deixa governo da Colômbia nesta semana

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma ligação nesta quarta-feira, 5, para o presidente da Colômbia, Gustavo Petro. A conversa teve um tom de despedida, pois Petro entregará o cargo ao presidente eleito, Abelardo de la Espriella, na sexta-feira, 7.

Segundo comunicado divulgado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Lula expressou agradecimento a Petro pelo diálogo constante desde 2023, quando o brasileiro assumiu a presidência. O colombiano foi um dos principais aliados do petista, que agora terá como vizinho um governo ultraconservador.

O presidente Lula destacou a comunicação produtiva e a colaboração estreita mantidas durante o período em que ambos estiveram à frente de seus países, ressaltando também o compromisso do presidente colombiano com o desenvolvimento sustentável, inclusão social e fortalecimento da integração regional, conforme trecho do comunicado.

Além disso, Lula e Petro trataram da descoberta conjunta de gás natural realizada pela Petrobras e pela empresa estatal colombiana Ecopetrol no poço exploratório Sandia-1, situado em águas profundas da Colômbia.

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Notícias

Lula liga para Petro antes de sua saída do governo da Colômbia

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma ligação nesta quarta-feira, 5, para o chefe de Estado da Colômbia, Gustavo Petro. A chamada teve um tom de despedida, pois Petro entregará o cargo ao presidente eleito, Abelardo de la Espriella, nesta sexta-feira, 7.

Segundo a nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Lula expressou sua gratidão a Petro pelo diálogo mantido desde 2023, ano em que o líder brasileiro assumiu o mandato. Petro foi um dos principais aliados do presidente brasileiro, que agora terá ao lado um vizinho governado por uma linha ultraconservadora.

“O presidente Lula reconheceu o diálogo construtivo e a cooperação estreita mantidos enquanto lideravam simultaneamente seus países. Enfatizou o compromisso do presidente colombiano com o progresso sustentável, a inclusão social e o fortalecimento da integração regional”, informa a nota.

Lula e Petro também discutiram a colaboração na descoberta de gás natural pela Petrobras e pela empresa colombiana Ecopetrol no poço exploratório Sandia-1, localizado em águas profundas da Colômbia.

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Economia

Corte na taxa de juros ainda não basta, dizem entidades

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O Banco Central promoveu seu quarto corte seguido na Taxa Selic, nessa quarta-feira (5), reduzindo a taxa básica para 14% ao ano. Apesar da recepção positiva por parte do setor econômico, a diminuição é vista como insuficiente para impulsionar o crescimento da indústria.

Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) destacou que o ciclo contínuo de cortes na Selic é um indicativo favorável para a economia, mas o custo elevado do crédito ainda freia investimentos importantes.

Segundo a Firjan, o alto custo do capital atrasa a modernização e a competitividade das empresas brasileiras, refletido em um crescimento modesto de 0,4% na indústria de transformação no primeiro semestre, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) ressaltou que os juros permanecem altos há 55 meses e apontou que a Selic atual está 3,6 pontos percentuais acima da taxa sugerida pela Regra de Taylor, que identifica níveis ideais para controlar a inflação sem prejudicar o desenvolvimento econômico.

Além disso, a taxa real de juros em torno de 10% supera amplamente a taxa de equilíbrio estimada pelo Banco Central (5%), indicando possibilidade de cortes mais significativos na Selic sem comprometer o controle inflacionário.

Força Sindical, entidade representativa dos trabalhadores, classificou a redução de 0,25 ponto percentual como insuficiente, destacando que juros altos encarecem o crédito, limitam investimentos e impactam negativamente a geração de empregos e o consumo.

Camilo Cavalcanti, gestor de portfólio da Oby Capital, comenta que o Copom sinalizou cautela diante dos dados econômicos atuais e dos riscos ascendentes, sugerindo que o ciclo de cortes nos juros pode continuar, porém de forma prudente.

Analisando fatores externos, o Banco Central apontou a incerteza decorrente dos conflitos no Oriente Médio e a indefinição sobre políticas monetárias em várias economias avançadas, criando um ambiente de cautela para decisões futuras.

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