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Livro estuda linguagem, poder e a presença feminina na política

Após quase trinta anos da implantação da lei de cotas para mulheres, o Brasil ainda registra uma participação de cerca de 18% de mulheres na Câmara dos Deputados, posicionando-se como o segundo pior do G20 e 133º mundialmente, conforme dados da União Interparlamentar (IPU) compilados pela ONU Mulheres.

A jornalista, pesquisadora e ativista Juliana Romão investigou essa contradição e identificou a influência da linguagem nesse contexto. Ela lança o livro A Linguagem das Mulheres Políticas: desmecanizar o pensamento é emancipar a fala pública, publicado pela Editora Appris, com eventos previstos para 6 de agosto na Livraria do Jardim, no Recife, e 18 de agosto na Platô Livraria, em Brasília.

Público-alvo

O texto é direcionado a pesquisadoras, líderes políticas, movimentos sociais e comunicadoras, partindo da constatação de que o discurso público na política foi historicamente moldado por homens e para homens.

A obra tem origem em anos de oficinas focadas na fala pública feminina, realizadas com candidatas, eleitas, ativistas e lideranças políticas.

Segundo Juliana, essas oficinas criam um espaço para compartilhar trajetórias, medos, desafios e potencialidades, estimulando uma reflexão aprofundada sobre a relação entre linguagem, poder e participação feminina plural na esfera política. Ela destaca as barreiras que ainda afastam muitas mulheres das disputas políticas.

Além disso, as oficinas mostraram o grande desejo das mulheres em ocupar os espaços de decisão política, apesar das inseguranças perante a exposição pública.

Coragem para avançar

Transformar o medo em coragem é essencial para fortalecer a presença feminina na política. Juliana Romão ressalta que fatores como raça, classe, território e gênero influenciam quem é ouvido nos espaços de poder.

Ela argumenta que essas desigualdades também se manifestam na linguagem, afetando a credibilidade da fala pública de mulheres negras, indígenas, periféricas, trans e com deficiência.

Juliana, mestre em comunicação pela Universidade de Brasília (UnB), observa que o discurso incorpora essas diversas camadas, ainda que não intencionalmente.

Organizado em três partes – conceitos, práticas e provocações – o livro evita os formatos tradicionais de oratória, propondo o conceito de “desmecanizar o pensamento”: questionar padrões internalizados antes de aplicar técnicas de comunicação pública.

Essa abordagem é descrita como um processo para ver as coisas de maneira diferenciada, ampliando a compreensão.

Juliana Romão também examina os mecanismos que dificultam a representação feminina na política brasileira, apontando que a legislação de cotas enfrentou sabotagens, inclusive no âmbito linguístico. Por exemplo, a lei inicialmente “reservava” vagas para mulheres, não “preenchia”, termo incorporado posteriormente.

Ainda que o cenário seja desafiador, a autora reconhece transformações em andamento, destacando a necessidade de legislações focadas em equidade, fiscalização rigorosa e movimentos femininos atuantes e vigilantes.

Ela observa que as mulheres têm conquistado mais espaços, impulsionado direitos e gerado mudanças culturais, embora a desigualdade persista e a luta deva ser acelerada.

Detalhes do lançamento

Lançamento do livro A Linguagem das Mulheres Políticas: desmecanizar o pensamento é emancipar a fala pública, de Juliana Romão (Editora Appris).

Data: 06/08

Horário: 19h

Formato: Bate-papo com a prefaciadora e referência em comunicação pública, a jornalista Ana Veloso.

Local: Livraria do Jardim (Av. Manoel Borba, 292, Boa Vista – Recife)

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Brasil

Países comentam cancelamento de visto da embaixadora do Brasil nos EUA como aumento de tensão

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Grandes meios de comunicação mundiais comentaram a decisão do governo dos Estados Unidos de cancelar o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti, interpretando a ação como um aumento nas tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.

No New York Times, a manchete da reportagem chamou a atenção para a revogação do visto da diplomata brasileira de alto escalão, o que eleva o nível de conflito entre os dois países. Já o El País, em sua versão para o continente americano, destacou o confronto diplomático entre as potências.

O BBC e o Guardian, veículos britânicos, também indicaram que a situação representa uma escalada nas discordâncias bilaterais, assim como a emissora do Catar, Al Jazeera.

Para o Wall Street Journal, a notícia ocorre dentro de um contexto de crescente discórdia diplomática, especialmente envolvendo alegações de tentativa de interferência dos EUA nas próximas eleições presidenciais brasileiras, previstas para outubro.

O Washington Post qualificou a medida como uma retaliação. No geral, as reportagens traduziram a informação usando como base as declarações do Departamento de Estado americano, que justificou a revogação do visto como resposta ao atraso do Brasil na aprovação formal do diplomata dos Estados Unidos em Brasília e à negativa de vistos para diplomatas americanos.

Meios como a CNN dos Estados Unidos e a DW da Alemanha deram cobertura mais direta às declarações oficiais.

A DW evidenciou a rejeição brasileira ao ato, descrevendo-o como uma escalada e ressaltando que isso demonstra o interesse dos Estados Unidos em se envolver na eleição presidencial brasileira. Segundo comunicado do gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ação dos EUA é parte de um conjunto planejado de atitudes hostis motivadas por diferenças ideológicas.

A CGTN da China também reportou a versão brasileira, que classificou de falsas as justificativas apresentadas pelos EUA.

A Fox News publicou a fala de um representante do Departamento de Estado americano, que declarou que houve contato constante com o governo brasileiro durante semanas e foram dadas várias chances para resolver a questão adequadamente, mas que o Brasil continuou a atrasar o processo e impor barreiras.

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Economia

Bares e Restaurantes de Pernambuco Estão Animados com o Dia dos Pais

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Os estabelecimentos de bares e restaurantes em Pernambuco estão otimistas com a chegada do Dia dos Pais, uma data significativa para o setor de alimentação fora do lar. Uma pesquisa realizada pela Abrasel em Pernambuco entre 20 e 28 de julho revela que 76% dos negócios esperam um aumento no faturamento comparado ao mesmo período de 2025. Ainda, 22% acreditam que as vendas permanecerão estáveis, e apenas 2% preveem uma redução.

Dentre os empresários que antecipam crescimento, 13% esperam um aumento de até 5%; 32% preveem crescimento entre 6% e 10%; 19% projetam elevação de 11% a 20%; 6% apostam em alta entre 21% e 30%; e outros 6% creem que o faturamento pode ultrapassar 30%.

Segundo o presidente da Abrasel em Pernambuco, Tony Sousa, este levantamento destaca a relevância da data para o segmento e a confiança dos empresários na recuperação do consumo.

“O Dia dos Pais representa uma das ocasiões mais importantes para bares e restaurantes. Observar que a maioria dos empresários espera resultados satisfatórios fortalece a confiança no potencial do setor e no costume das famílias de comemorarem esses momentos em nossos estabelecimentos. Cada cliente que opta por celebrar essa data em um bar ou restaurante contribui para movimentar a economia, manter empregos e fortalecer inúmeros pequenos negócios”, declarou Tony Sousa.

Apesar das expectativas positivas, o levantamento também mostra que o setor enfrenta desafios financeiros. Em junho, 42% das empresas tiveram lucro, 36% mantiveram estabilidade e 22% registraram prejuízo.

Na comparação entre junho e maio, 33% informaram aumento no faturamento, 21% estabilidade e 45% uma queda nas receitas.

A pesquisa ainda aponta dificuldades para repassar os custos aos clientes. Nos últimos 12 meses, 38% dos empresários não conseguiram reajustar preços, 56% fizeram aumentos iguais ou inferiores à inflação, e apenas 6% reajustaram acima do índice inflacionário.

O endividamento persiste como um desafio para muitos estabelecimentos. Conforme o estudo, 43% dos negócios têm pagamentos em atraso, especialmente impostos federais (68%), tributos estaduais (48%) e empréstimos bancários (29%).

A pesquisa foi conduzida entre 20 e 28 de julho de 2026 com empresários do setor alimentício em Pernambuco, oferecendo um panorama tanto das expectativas para o Dia dos Pais quanto da situação econômica atual dos estabelecimentos no estado.

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Cidades

Casos de dengue em Pernambuco crescem 38,5% em 2026

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Pernambuco registrou um total de 38.798 notificações de dengue, conforme divulgado no Boletim Epidemiológico de Arboviroses Nº 30 pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) nesta quarta-feira, 5 de agosto de 2026.

Os dados abrangem o período epidemiológico de 4 de janeiro a 1º de agosto de 2026, mostrando um aumento de 38,5% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, quando foram notificados 28.013 casos.

Conforme informado pela SES, dos casos reportados recentemente, 8.981 foram confirmados, com 592 deles classificados como graves, enquanto 19.067 foram descartados. Os demais estão sob análise.

Dentro dos municípios pernambucanos, 87 apresentaram baixa incidência de dengue, 49 registraram incidência média e 42 tiveram alta incidência.

Além disso, foram registradas duas mortes confirmadas por arboviroses, 18 em investigação e 20 descartadas.

Chikungunya

Em relação à Chikungunya, o boletim apontou 5.368 notificações no mesmo período, representando um aumento de 18,7% comparado ao ano anterior. Destes, 280 casos foram confirmados, enquanto 2.735 foram descartados, e os demais permanecem em investigação.

Zika

Reportaram-se 967 casos suspeitos de Zika, porém nenhuma confirmação foi feita. Desses, 840 foram descartados e 127 permanecem classificados como prováveis, incluindo 14 gestantes.

Os registros indicam uma leve queda de 1,6% nas notificações de Zika em relação ao período anterior.

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