Notícias
Congresso volta com dúvidas sobre fim da 6×1 e prioridade para pautas do agro
O Congresso Nacional inicia o segundo semestre enfrentando diversas pendências para votação, entre elas a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que encerra a jornada de trabalho 6×1, a PEC da Segurança Pública e vários projetos relacionados ao agronegócio.
Devido ao calendário apertado pelas eleições, a expectativa é que a Casa dê preferência aos temas que tenham consenso entre os parlamentares.
Embora oficialmente os trabalhos tivessem previsão para iniciar nesta semana, até o momento não há sessões deliberativas agendadas para os próximos dias.
Espera-se que as votações nas duas casas legislativas sejam retomadas em 10 de julho, porém com andamento lento.
No Senado, existe um acordo para priorizar projetos ligados ao agronegócio, como a modernização do seguro rural e o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert), que aguardam votação no plenário.
A PEC da Segurança Pública também é vista como prioritária. Ela visa modificar as competências dos entes federativos na área de segurança e reorganizar os mecanismos de combate ao crime organizado.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não indicou a data para a pauta dessa proposta, mas fontes próximas acreditam que ele tentará votá-la antes das eleições devido ao seu impacto político.
Outro tema importante é a PEC do marco temporal para a demarcação de terras indígenas, que tem apoio da oposição e de parlamentares ligados ao setor agropecuário. Alcolumbre sinalizou intenção de incluir o texto na pauta do segundo semestre.
PEC da 6X1 e minerais estratégicos
O governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), está focado em avançar com a PEC que extingue a escala 6×1, uma de suas principais bandeiras para 2026.
Contudo, o projeto ainda não foi encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça por Alcolumbre.
Nos bastidores, interlocutores comentam que a relação tensa entre o senador e o presidente pode retardar o andamento da proposta.
Na área econômica, uma outra proposta importante é a que estabelece a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
O objetivo é estimular investimentos em minerais considerados essenciais para a transição energética e para setores de alta tecnologia, embora a expectativa seja que essa pauta permaneça para novembro.
Câmara dos Deputados: PLP dos combustíveis e MEI
Na Câmara, ainda deve ser discutido o Projeto de Lei Complementar (PLP) dos Combustíveis, que autoriza a União a usar receitas extraordinárias do setor de petróleo e gás para compensar a redução de tributos sobre derivados como gasolina, diesel, biodiesel e etanol.
Essa proposta envolve receitas provenientes de royalties, Imposto de Exportação, Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Antes do recesso, o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), avaliava a necessidade de manter o projeto em pauta devido à instabilidade causada pela guerra envolvendo os Estados Unidos e o Irã.
No entanto, a decisão foi postergar a discussão para o segundo semestre legislativo. A equipe econômica entende que a votação pode não ser mais necessária.
Além disso, os deputados têm que decidir se aprovam o projeto que aumenta o limite de faturamento para microempreendedores individuais (MEIs).
O governo, por sua vez, resiste à atualização do teto do Simples Nacional, argumentando que o impacto fiscal seria elevado.
Outras propostas pendentes são a PEC que permite a entidade nacional dos municípios ingressar com ações no Supremo Tribunal Federal (STF) e um projeto que amplia ações de combate à misoginia.
Cidades
Idoso falece afogado na praia de Piedade em Jaboatão dos Guararapes
Um homem idoso, com 79 anos de idade, perdeu a vida ao se afogar na Praia de Piedade, localizada em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife (RMR), na tarde desta terça-feira (4).
O incidente ocorreu próximo ao Edifício Golden Beach, situado na Avenida Bernardo Vieira de Melo.
Embora tenha recebido ajuda imediata de pessoas presentes e os primeiros socorros tenham sido realizados pelas equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE), o homem não sobreviveu.
De acordo com informações do Samu, o pedido de ajuda foi registrado às 16h25 do mesmo dia.
As equipes médicas começaram o atendimento e aplicaram manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP), contando ainda com o apoio de uma motolância e uma unidade de suporte básico do Samu.
Após aproximadamente 30 minutos tentando reanimar a vítima, a equipe da Unidade de Suporte Avançado concluiu que não havia possibilidade de reverter o quadro, encerrando os procedimentos e confirmando o óbito.
A identidade do falecido não foi divulgada.
Brasil
Maradona comia pouco e ficava imobilizado na cama, diz cuidador em julgamento
Diego Maradona tinha uma alimentação reduzida, apresentava incontinência urinária e passava longos períodos deitado, conforme relatado por um cuidador durante o julgamento da equipe médica responsável pelo ex-jogador.
Maradona faleceu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, enquanto recebia assistência domiciliar após uma cirurgia cerebral.
Aníbal Domínguez, cuidador que esteve com o astro argentino nas semanas anteriores à sua morte, afirmou que o ex-jogador se alimentava pouco, enfrentava dificuldades para urinar e permanecia muitos dias na cama. Além disso, sofreu sintomas relacionados à abstinência de álcool.
O depoimento foi apresentado em uma audiência realizada em San Isidro, próximo a Buenos Aires, que avalia a conduta da equipe médica durante a recuperação de Maradona. O craque morreu em Tigre, região ao norte da capital, devido a uma parada cardiorrespiratória e edema pulmonar.
Domínguez, que acompanhava Maradona desde 2015, morou na residência do ex-jogador por cerca de uma semana até 22 de novembro e observou que ele apresentava retenção de líquidos e inchaço.
O cuidador relatou que Diego estava mal-humorado e tratava mal as pessoas ao seu redor, sendo difícil convencê-lo a se levantar, tomar banho ou se alimentar. Também mencionou que ele não conseguia alcançar o banheiro a tempo e fazia suas necessidades nas roupas.
Domínguez mantinha contato frequente com o médico pessoal de Maradona, Leopoldo Luque, principal acusado no caso, e disse que solicitou a visita do médico várias vezes, mas este não comparecia prontamente.
Além de Luque, seis outros profissionais de saúde respondem por homicídio com dolo eventual, acusados de terem agido ou omitido-se cientes dos riscos à vida do ex-jogador. Todos negam a culpa.
O cuidador contou que, mesmo após a cirurgia, Luque era a pessoa responsável por Diego, que chegava a expulsá-lo e cuspir nele, mas o médico retornava para conversar e tentar ajudar.
Durante a audiência, foram apresentadas gravações em que Domínguez relatava a Luque que Maradona estava desorientado e tremendo, sintomas ligados à abstinência alcoólica. No entanto, na mesma noite, o ex-jogador pediu para sair de carro, o que foi feito.
O cuidador explicou que confrontar Diego era complicado, pois qualquer negativa causava explosões de raiva, já que ele era a autoridade no local.
Mundo
Cuidador relata que Maradona comia pouco e ficava na cama antes de morrer
Diego Maradona pouco se alimentava, enfrentava problemas de incontinência urinária e passava a maior parte do tempo deitado: foi assim que um cuidador próximo ao craque argentino descreveu seus últimos dias durante o julgamento da equipe médica responsável por ele.
Maradona faleceu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, enquanto recebia cuidados em casa após uma cirurgia cerebral.
Aníbal Domínguez, que cuidava do astro nas semanas finais de sua vida, revelou que ele se alimentava pouco, tinha dificuldade para urinar e permanecia longos períodos na cama, além de apresentar sinais de abstinência alcoólica.
O depoimento ocorreu em uma sessão do julgamento em San Isidro, próximo a Buenos Aires, que investiga a responsabilidade dos médicos que cuidavam do ex-jogador durante sua recuperação. Maradona morreu devido a uma parada cardiorrespiratória e edema pulmonar, em sua residência em Tigre.
Domínguez, que conviveu com Maradona desde 2015, passou cerca de uma semana morando na casa até 22 de novembro. Ele comentou que o craque apresentava retenção de líquidos e estava inchado.
Segundo o cuidador, Diego estava irritado, tratava mal as pessoas ao redor, e era difícil fazê-lo se levantar, tomar banho ou comer. Também contou que ele frequentemente tinha perdas involuntárias e não conseguia alcançar o banheiro a tempo.
O cuidador mantinha contato direto com o médico pessoal de Maradona, Leopoldo Luque, principal acusado no caso, e afirmou que solicitava visitas do médico, que muitas vezes não comparecia.
Além de Luque, outros seis profissionais da saúde estão sendo julgados por homicídio com dolo eventual, pois supostamente sabiam dos riscos que suas ações ou omissões poderiam causar à vida de Maradona. Todos negam as acusações.
Domínguez contou que, após a cirurgia, precisava haver alguém responsável; mesmo sendo amigo e médico de Diego, Luque era evitado por ele, que por vezes o expulsava e chegava a cuspir, mas retornava para conversar.
Na audiência, foram reproduzidos áudios onde Domínguez informa Luque sobre tremores e confusão apresentados por Maradona em 20 de novembro, atribuídos à abstinência alcoólica. Mesmo assim, naquela noite, o ex-jogador pediu para sair de carro, o que foi atendido.
O cuidador ressaltou que era difícil contrariar Diego, pois ele reagia com explosões de raiva, sendo claro que ele era quem comandava a situação dentro da casa.
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